Dia 27 de novembro, 
Dia Nacional da luta contra o câncer

"Ainda sem perspectiva de cura para a maioria dos tipos, as estatísticas de casos de câncer e de número de óbitos provocados pela doença não param de crescer. Somente este ano, o Ministério da Saúde estima que cerca de 117 mil pessoas vão morrer vítimas de algum tipo de tumor maligno".

Introdução

O dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, não é uma data para ser comemorada. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, até o final desse ano, serão registrados no País cerca de 305 mil novos casos de câncer. Ao todo, 117 mil pessoas vão morrer vítimas da doença, que é a segunda maior causa de mortes no Brasil, só perdendo para os problemas cardiovasculares.
O câncer de mama ocupa o primeiro lugar no ranking, com 31.590 casos. Em seguida vem o câncer de estômago, com 22.330, e o de pulmão fica em terceiro lugar, com 20.835 ocorrências. O câncer de próstata também é um dos mais preocupantes e está em quarto lugar, com 20.820 casos. O de colo de útero tem 16.270 ocorrências.
Embora o câncer de mama lidere o ranking do número de casos, o de pulmão está no topo da lista em número de óbitos. Somente este ano serão 15.145 mortos. Em seguida vêm as vítimas de tumores de estômago (10.765 mortos), mama (8.670 mortos), próstata (7.320 mortos) e intestino (7.230 mortos).
Prevenir é o Grande Desafio
Segundo André Murad, coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, a grande dificuldade brasileira para enfrentar o câncer é despertar a consciência da população e classe médica para a importância da prevenção. Ele explica que todas essas modalidades de câncer que registram o maior número de casos e de óbitos são preveníveis e que o Brasil conseguiria reduzir consideravelmente a marca apenas adotando medidas simples. 

A maioria dos cânceres que estão relacionados à dieta pode ser prevenida, assim como pode ser prevenida a totalidade dos cânceres causados por tabagismo e pelo uso de bebida alcóolica.

Exames específicos conduzidos regularmente por profissionais de saúde também são importantes quando o assunto é prevenção. Nesses exames simples podem ser detectados câncer de mama, de colo de útero, reto, próstata, testículo, língua, boca e pele, entre outros.
O auto-exame de mama e de pele também é um importante aliado e pode resultar num diagnóstico precoce da doença. A prática do sexo seguro entra na lista das medidas mais importantes para combater o câncer de colo de útero, prevenindo 80% dos casos.

Principais Fatores de Proteção

Qualquer pessoa está sob o risco de desenvolver o câncer. Como a ocorrência aumenta com a idade, a maioria dos casos acontece com os mais velhos. Entretanto, o surgimento do câncer está relacionado à exposição ao risco e é nesse aspecto que cada pessoa pode contribuir para evitá-lo.
Para os tumores malignos de mama e de estômago, uma alimentação correta seria o melhor fator de proteção. Segundo Murad, dietas pobres em verduras e frutas, facilitam a proliferação de bactérias extremamente nocivas ao organismo e que acabam danificando as células. "Brócolis, couve-flor e repolho, por exemplo, possuem o chamado Indol, um grupo de substâncias ricas em vitaminas C e E e do Betacaroteno (vitamina A), que previnem o câncer".
Embora a literatura médica ainda não tenha dado o parecer definitivo sobre a influência do tipo de dieta no surgimento do câncer de mama, sabe-se que a obesidade está relacionada a ele. "Por isso, por conclusão, podemos dizer que a alimentação correta previne o câncer de mama. Mulheres que se exercitam pelo menos três vezes por semana e cuidam da alimentação têm 30% menos de chance de desenvolver a doença", diz. A má alimentação também predispõe ao câncer de intestino, endométrio, próstata e vesícula biliar.
Para Murad, as terapias de reposição hormonal também aumentam as chances de surgimento do câncer de mama, razão pela qual devem ser evitadas. Segundo ele, a terapia só deve ser feita nas mulheres que têm indicação expressa. Mesmo assim, deve haver um rastreamento para detectar lesões suspeitas, controle médico rigoroso e a realização de mamografias a cada ano.
O câncer de mama é o mais temido entre as mulheres e representa uma das principais causas de morte das mesmas nos países ocidentais.
O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, sendo responsável por 90% dos casos. Combater o tabagismo é o principal desafio para evitar essa doença. Segundo Murad, os fumantes devem fazer controle periódico do pulmão. Para isso existe a tomografia em espiral, que consegue detectar a doença no início e reduzir a mortalidade.
Também existem drogas reconhecidamente ativas que podem ajudar no processo de combate ao vício. É o caso da Bupropiona que reduz o vício em 42%. O álcool também deve ser combatido porque ele potencializa o surgimento da doença.
Muitos casos de câncer de estômago poderiam ser evitados se as pessoas levassem mais em conta sinais de algum problema no organismo. Murad explica que muitas pessoas se sentem incomodadas por azias, má digestão e indisposição e acham que se trata de problemas comuns, sem maiores conseqüências. "A pessoa chega a tomar medicamentos sem procurar o médico. O remédio, muitas vezes, acaba cicatrizando uma úlcera maligna, a pessoa considera que sarou e a doença avança", orienta. Por isso, Murad recomenda que, para qualquer desarranjo que persistir por mais de 15 dias, deve-se fazer uma endoscopia. A segunda medida é receber antibiótico para matar a bactéria.
O câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública, em função de suas altas taxas de incidência e de mortalidade. A principal causa da mortalidade é o diagnóstico tardio, que favorece a invasão e a disseminação rápida para outros órgãos.
O exame periódico com o toque retal ainda é a melhor maneira de prevenir ou detectar precocemente o câncer de próstata. A partir dos 45 anos de idade, o homem deve fazer o exame regularmente. Nesse exame são avaliados a próstata, o reto e o intestino. Segundo Murad, cerca de 22% dos cânceres de intestino podem ser alcançados pelo dedo e detectados mais cedo com o toque retal.
O câncer de colo do útero é o segundo mais comum na população feminina, só sendo superado pelo de mama. Provocado principalmente pela presença do vírus HPV, que é sexualmente transmissível, a prevenção desse tipo de câncer está intimamente ligada à prática do sexo seguro. O rastreamento através de exame preventivo também é fundamental.
"Entre as primeiras lesões e o desenvolvimento do câncer propriamente dito, muitas vezes decorrem até 12 anos. Por isso, o exame ginecológico e o papanicolau são tão importantes", ressalta Murad. Os exames devem começar com o início da vida sexual.
Entretanto, como existe um tipo de câncer de colo de útero que não está relacionado ao HPV, mesmo as mulheres que não têm relação sexual têm que fazer o exame.

Perspectivas para o Futuro

Com a maioria dos tumores ainda sem cura e com os efeitos colaterais provenientes dos tratamentos que são empregados atualmente, o câncer ainda é um grande desafio para a ciência e para a medicina. Entretanto, a expectativa dos especialistas é de que o tratamento do câncer sofra uma mudança radical dentro dos próximos anos.
Segundo André Murad, os tratamentos existentes atacam as células afetadas mas atingem as normais. Mas já começa a aparecer uma luz no fim do túnel. O desenvolvimento da genética e da biologia molecular trazem boas perspectivas e a ciência está mapeando as células para descobrir as diferenças entre uma doente e uma saudável. "Isso ajuda a desenvolver substâncias para anular as proteínas que alimentam as células cancerosas. Sem essas proteínas as células doentes não resistem e morrem sem que as normais sejam afetadas", explica
Duas dessas drogas já estão sendo testadas no Brasil. São a Ireffa e Tarceva, que estão sendo utilizadas no tratamento do câncer de pâncreas e de pulmão com bons resultados. Elas agem na proteína e matam as células cancerosas sem qualquer efeito na célula normal. Os resultados desse estudo serão publicados dentro de dois ou três anos.
Mas o próprio tratamento convencional já apresenta avanços significativos, na opinião de Murad. Ele explica que a quimioterapia tem utilizado drogas menos tóxicas e menos agressivas ao organismo. Outra vantagem é que está sendo adotada a quimioterapia primária, principalmente nos casos de câncer de mama e de reto, fazendo com que o tumor diminua antes de uma cirurgia. Com esse procedimento a parte do corpo afetada fica preservada e não precisa ser mutilada.
Nos últimos anos também aumentaram as chances de cura de câncer de mama, linfomas, leucemias, câncer infantil e de ovário. Com os novos medicamentos, a sobrevida dos pacientes aumentou e qualidade de vida no tratamento também. As drogas para dor são menos tóxicas e melhoram a vida do paciente
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O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi criado em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, que regulamenta as comemorações, estabelece que a data seja uma oportunidade para "evocar o importante significado histórico das entidades de combate ao câncer, de consagração aos inumeráveis e valiosos serviços prestados ao país e proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra o câncer".
 O que é o câncer?

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida
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ampanha "Quem ama, abraça" pelo fim da violência contra as mulheres
Início dia 25 de novembro

 Dia 25 de novembro, a campanha Quem ama, abraça estará na TV, no metrô e nas ruas de importantes capitais brasileiras, marcando os 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres (25 de novembro) e dos 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A campanha conta com veiculação nacional de um videoclipe gravado por grandes nomes da música brasileira, a ser lançado do portal www.quemamaabraca.org.br e intervenções urbanas.

 O principal objetivo desta campanha é chamar atenção da população para dados alarmantes, extraídos do Mapa da Violência 2012, do Ministério da Justiça, e da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC)  também este ano.

Os dados mostram que  cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil; seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica; 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica; a cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no Brasil. 


DIVULGAÇÃO - A campanha visa  estimular ainda mais o debate sobre a questão da violência contra as mulheres, Quem ama, abraça compreende, também, intervenções urbanas, inspiradas na iniciativa "Mujeres por la Ciudad", desenvolvida em várias cidades latinoamericanas e que será lançada no Brasil nas cidades do Rio de Janeiro, Vitória, Belém e Porto Alegre, como uma das atividades da campanha.

Quem ama, abraça quer mudar o curso de uma história que se repete ao longo dos tempos, transformando conceitos e paradigmas e derrotando preconceitos que, em pleno século XXI, ainda provocam tantas tragédias. A violência doméstica é a que faz mais vítimas no mundo, aumentando o índice de suicídio e causando repetência escolar dos filhos. 

A violência contra a mulher é um problema social, que demanda ações e políticas públicas. Seu enfrentamento é responsabilidade e compromisso de todos. 

O carro-chefe de Quem ama, abraça é o videoclipe gravado por grandes nomes da música brasileira, com conteúdo alusivo à promoção de uma cultura de paz e pelo enfrentamento da violência contra as mulheres.

Com a direção de Denise Saraceni, o videoclipe, apresentado por Elisa Lucinda,  será veiculado nacionalmente nas televisões abertas e fechadas, bem como na internet.

INTEGRANTES " Participaram da gravação os artistas Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniel Boaventura, Daniela Mercury, Ed Motta, Elba Ramalho, João Gabriel, Jorge Vercillo, Lenine, Luiz Melodia, Margareth Menezes, Martinho da Vila, Monique Kessous, Roberta Sá e Teresa Cristina. Reunidos em pequenos grupos no estúdio de Guto Graça Mello " que cuidou da direção musical do clipe " eles gravaram a música homônima, composta especialmente para a campanha por Rogê e Gabriel Moura. Todos eles abriram mão de seu cachê em prol da campanha.

Outra manifestação artística da campanha é o trabalho do grupo Nami - Rede Feminista de Artistas Urbanas. São jovens que usam a arte como ferramenta na promoção dos direitos das mulheres. Elas grafitaram o muro de um estacionamento na rua Camerino, no centro do Rio, para enriquecer o clipe com as belas imagens que produziram sobre o tema da violência de gênero.

A campanha Quem ama, abraça é uma realização da REDEH e do Instituto Magna Mater, com patrocínio da Eletrobras, da Petrobras e da SEASDH/Superintendência dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro e apoio da Fundação Ford, da Secretaria de Políticas para as Mulheres/SPM e da ONU Mulheres. A promoção é da Rede Globo e do MetrôRio, que vai adesivar um vagão feminino da linha 1, além de colocar cartazes nas estações e em vagões das linhas 1 e 2.

Com informações: Superitendência de Direito da Mulher/RJ.

Clique no link abaixo e assista um dos videos sobre o assunto "quem ama abraça"

http://youtu.be/8eZaY2z8Nmg

Quem ama, abraça

Margareth Menezes, Daniela Mercury e Carlinhos Brown deixaram seu registro no clipe da campanha "Quem Ama, Abraça". Uma iniciativa da Rede de Desenvolvimento Humano e do Instituto Magna Mater, que marca os 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres (25 de novembro) e os 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.



Até quando teremos que ver cenas como essas:

" Tráfico e exploração sexual de mulheres,Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, Violência contra as mulheres negras e indígenas,Violência contra as lésbicas,Violência contra as mulheres idosas, enfim violência em geral  "

Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal:que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia. Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania. A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira. Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Mas lamentavelmente os agressores quando presos, são logo soltos e as vezes nem é preso segundo os noticiários. Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema. A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo. A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.

                          Fases da violência doméstica:

As fases da situação de violência doméstica compõem um ciclo que pode se tornar vicioso, repetindo-se ao longo de meses ou anos.

Primeiro vem a fase da tensão: que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, cheios de insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos.

Em seguida vem a fase da agressão: com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. O agressor atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés, ou às vezes usa objetos, como garrafa, pau, ferro e outros. Depois, é a vez da fase da reconciliação, em que o agressor pede perdão e promete mudar de comportamento, ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, traz presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer.É muito comum que esse ciclo se repita, com cada vez maior violência e intervalo menor entre as fases. A experiência mostra que, ou esse ciclo se repete indefinidamente, ou, pior, muitas vezes termina em tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.

            Homens e a violência contra a mulher:

Os papéis ensinados desde a infância fazem com que meninos e meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos. Estudos mostraram que, para alguns homens, ser cruel é sinônimo de virilidade, força, poder e status. "Para alguns, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem", afirma a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa.

Clique no link  abaixo
é bem legal a Lei Maria da Penha cantada em Cordel

http://www.youtube.com/embed/8G9Ddgw8HaQ?feature=player_embedded

A ONU e as mulheres

O apoio da ONU aos direitos das mulheres começou com a Carta da Organização. Entre os propósitos das Nações Unidas declarados no Artigo 1 da Carta estão “conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.”

“ONU Mulheres” funde quatro escritórios e agências da ONU

No dia 2 de julho de 2010, a Assembleia Geral da ONU votou por unanimidade a criação de um órgão único da ONU encarregado de acelerar os progressos para alcançar a igualdade de gênero e fortalecer a autonomia das mulheres.

A nova Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres – ou ONU Mulheres – reúne quatro agências e escritórios da Organização: o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), a Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW), o Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero e o Instituto Internacional de Treinamento e Pesquisa para a Promoção da Mulher (INSTRAW)

Em 14 de setembro de 2010, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a nomeação da ex-Presidente do Chile, Michelle Bachelet, como a Subsecretária-Geral para a ONU Mulheres.

A ONU Mulheres começou a funcionar em 1° de janeiro de 2011.

No primeiro ano da ONU, o Conselho Econômico e Social (ECOSOC) estabeleceu sua Comissão sobre o Status da Mulher, como o principal órgão de decisão política dedicado exclusivamente à igualdade de gêneros e ao avanço das mulheres. Uma de suas primeiras realizações foi assegurar a neutralidade de gênero no projeto de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Declaração marco, adotada pela Assembleia Geral em 10 de dezembro de 1948, reafirma que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos” e que “todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, religião… ou qualquer outra condição.”

à medida que o movimento feminista internacional começou a ganhar força nos anos 70, a Assembleia Geral declarou o ano de 1975 como o Ano Internacional das Mulheres e organizou a primeira Conferência Mundial sobre as Mulheres, na Cidade do México.

No impulso da Conferência, os anos de 1976 a 1985 foram declarados a Década da Mulher.

Estratégia Global para a Saúde da Mulher e da Criança mobiliza recursos para salvar as vidas de mais de 16 milhões de mulheres e crianças.

Na véspera da Cúpula de Revisão sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em setembro de 2010, o Secretário-Geral lançou um esforço global reunindo 40 líderes para definir uma estratégia coletiva para acelerar o progresso na saúde das crianças e das mulheres.

Em 1979, a Assembleia Geral adotou a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, frequentemente descrita como uma Carta Internacional dos Direitos da Mulher. Em seus 30 artigos, a Convenção define claramente a discriminação contra mulheres e estabelece uma agenda para ação nacional para pôr fim a tal discriminação. A Convenção considera a cultura e a tradição como forças influentes para moldar os papéis de gênero e as relações familiares, e é o primeiro tratado de direitos humanos a afirmar os direitos reprodutivos das mulheres.

Cinco anos depois da conferência da Cidade do México, a Segunda Conferência Mundial sobre a Mulher foi realizada em Copenhague (Dinamarca), em 1980. O Programa de Ação resultante pediu mais medidas nacionais para assegurar o domínio e o controle de propriedade das mulheres, bem como melhorias nos direitos das mulheres em relação à herança, à guarda dos filhos, e à perda da nacionalidade.

Em 1985, a "Conferência Mundial para a Revisão e Avaliação das Realizações da Década das Nações Unidas para a Mulher: Igualdade, Desenvolvimento e Paz" foi realizada em Nairóbi (Quênia). Ela foi convocada num momento em que o movimento pela igualdade de gênero finalmente ganhou verdadeiro reconhecimento global, e 15 mil representantes de organizações não-governamentais participaram em um Fórum paralelo de ONGs. O evento foi descrito por muitos como o "nascimento do feminismo global". Percebendo que os objetivos da Conferência da Cidade do México não foram devidamente cumpridos, os 157 governos participantes adotaram a Estratégias Prospectivas de Nairóbi para o Ano 2000. Elas quebraram barreiras ao declararem todos os assuntos como sendo assuntos das mulheres.
Um resultado inicial da Conferência de Nairóbi foi a transformação do Fundo Voluntário para a Década da Mulher no Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM, agora parte da ONU Mulher).

A Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada em Pequim (China), em 1995, deu um passo além da Conferência de Nairóbi. A Plataforma de Ação de Pequim definiu os direitos das mulheres como direitos humanos e se comprometeu com ações específicas para garantir o respeito desses direitos.

De acordo com a Divisão da ONU para Mulheres em sua revisão das quatro Conferências Mundiais:

"A transformação fundamental em Pequim foi o reconhecimento da necessidade de mudar o foco da mulher para o conceito de gênero, reconhecendo que toda a estrutura da sociedade, e todas as relações entre homens e mulheres dentro dela, tiveram que ser reavaliados. Só por essa fundamental reestruturação da sociedade e suas instituições poderiam as mulheres ter plenos poderes para tomar o seu lugar de direito como parceiros iguais aos dos homens em todos os aspectos da vida. Essa mudança representou uma reafirmação de que os direitos das mulheres são direitos humanos e que a igualdade de gênero era uma questão de interesse universal, beneficiando a todos".

Como resultado da Declaração do Milênio, da Cúpula do Milênio em setembro do ano 2000, assuntos de gênero foram integrados em muitos dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio posteriores – e explicitados no 3° Objetivo (Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher) e no 5° Objetivo (Reduzir em três quartos, até 2015, a taxa de mortalidade materna). Todo o Sistema da ONU está mobilizado para cumprir estes objetivos.

Mulheres, Paz e Segurança

Em outubro de 2000, o Conselho de Segurança adotou por unanimidade uma resolução inovadora sobre mulheres, paz e segurança. A Resolução 1325 pedia aos Estados-Membros que aumentassem a representação das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão para a prevenção, gestão e resolução de conflito. Ela pedia ao Secretário-Geral que nomeasse mais mulheres para os cargos de representantes especiais e enviados, e para expandir o papel e a contribuição das mulheres nas operações de paz da ONU.

O Conselho apelou a todos os atores envolvidos na negociação e implementação dos acordos de paz para adotarem uma perspectiva de gênero.Também instou todas as partes em conflitos armados para tomarem medidas especiais para protegerem mulheres e meninas contra a violência baseada no gênero e todas as outras formas de violência que ocorrem em situações de conflito armado. Estas recomendações foram mais desenvolvidas na Resolução 1820 (2008) e nas resoluções 1888 e 1889 (2009). Em outubro de 2010 o Conselho de Segurança comemorou o 10° aniversário da adoção da resolução 1325.

Em fevereiro de 2010, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon anunciou a nomeação da sueca Margot Wallström como sua Representante Especial para Violência Sexual em Conflito. Wallström pediu a responsabilização pelas violações em massa cometidas na República Democrática do Congo, dizendo que o Conselho de Segurança deve “mudar a maré contra a impunidade.”

Margot Wallström, Representante Especial sobre Violência Sexual em Conflito

Margot Wallström, Representante Especial sobre Violência Sexual em Conflito

O Secretário-Geral Ban Ki-moon deixou claro seu desejo em combater um flagelo que se tornou endêmico em muitas partes do mundo. Wallström, uma líder política sueca com uma longa história de defesa dos direitos das mulheres, disse a Diane Bailey, da Rádio ONU (em inglês), que quer desenvolver uma política coerente para acabar com a impunidade e dar autonomia às mulheres.

Eliminando a Violência contra Mulheres

O Sistema da ONU continua a dar atenção particular para a questão da violência contra as mulheres. Em 1993 a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres da Assembleia Geral continha “uma definição clara e compreensiva da violência contra as mulheres (e) uma declaração clara sobre os direitos a serem aplicados para assegurar a eliminação da violência contra as mulheres em todas as formas”. Ela representou “um compromisso por parte dos Estados em relação às suas responsabilidades, e um compromisso da comunidade internacional em geral para a eliminação da violência contra as mulheres”.

Em 2007 o tema do Dia Internacional das Mulheres foi “Acabar com a impunidade da violência contra Mulheres e Meninas”. E em 25 de fevereiro de 2008, Ban Ki-moon lançou a campanha global “Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres“. Ao lançar a campanha global plurianual, ele considerou a violência contra as mulheres uma questão “que não pode esperar”.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março. O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é lembrado em 25 de novembro.

 Site: www.mulherespaz.org.br
e-mai: associacao@mulherespaz.org.br
Presidenta: Clara Charf Diretora executiva: Vera Vieira Assistente

25 de Novembro
Dia Nacional do Doador de Sangue



O Termo de Compromisso e o decreto presidencial fazem parte da estratégia do governo para o Brasil atingir a meta de ter entre 3% e 5% da população doando sangue anualmente. Essa é a taxa ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para um país manter os estoques regularizados. Hoje, o percentual de doadores brasileiros varia entre 1,76% e 1,78% por ano.

Segundo o Termo de Compromisso, os cinco ministérios, dentro das especificidades de cada área e das suas possibilidades, deverão desenvolver as seguintes atividades:

Homenagens públicas aos doadores voluntários de sangue

Ações informativas voltadas para os diversos segmentos da sociedade, buscando fomentar a atividade de doação de sangue

Campanhas destinadas a divulgar a importância do ato de doar sangue

Processos educativos direcionados às crianças e adolecentes, difundindo conceitos de solidariedade e cidadania, relativos à atividade de doar sangue

Outras atividades informativas e educativas que demonstrem para a população os inúmeros benefícios do ato de doação de sangue

As obrigações das centrais sindicais e confederações de empregadores, dentro das suas áreas de abrangência e das suas possibilidades, são:

Ações informativas buscando fomentar a atividade de doar sangue

Campanhas destinadas a divulgar a importância do ato de doar sangue

Processos educativos com vistas à difusão de conceitos de solidariedade e cidadania, relativos à atividade de doar sangue

Outras atividades informativas e educativas que demonstrem e incentivem o ato de doar sangue.


Na solenidade, serão homenageados cinco doadores voluntários fidelizados (aqueles que doam pelo menos duas vezes em um ano) de cada região do país. Também estará presente a campeã de mountain bike Juliana Machado Rodrigues, que dará seu depoimento sobre a experiência como atleta doadora. Ainda durante o evento, o ministro da Saúde, Humberto Costa, vai apresentar as diretrizes da Política Nacional de Sangue (vide anexo).

Anualmente, o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é celebrado em 25 de novembro, e na última semana desse mês os principais serviços de coleta de sangue sempre realizam atividades para aumentar o número de doações. Portanto, a criação da Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue vem oficializar e ampliar uma prática já legitimada pela sociedade. Esse esforço pelo aumento das doações ocorre sempre em novembro pelo fato de a falta de estoques em unidades de saúde ser habitual em dezembro e janeiro, período em que há diminuição do número de doadores por causa das férias e festas. Ao mesmo tempo, é quando há um aumento no número de acidentes, elevando a demanda por sangue.

Campanha 

O Ministério da Saúde realiza hoje e até o dia 20 de dezembro uma campanha de massa para conscientizar a população sobre a importância do ato de doar sangue. Com o slogan "Doe vida. Doe Sangue", a campanha estará nas rádios, em cartazes, folhetos e tentará mudar uma antiga cultura pela qual as pessoas preferem doar sangue a conhecidos. "Você só doa sangue para quem você conhece? Então a gente gostaria de apresentar algumas pessoas" , é a mensagem dos cartazes e folhetos, acompanhada de fotografias de várias pessoas. Nas rádios, atores interpretarão pessoas que necessitam de doações.

Para DOAR SANGUE é necessário

Estar em boas condições de saúde

Apresentar documento de identidade original ou fotocópia autenticada ou documento equivalente com foto e filiação

Ter entre 18 e 65 anos

Ter peso mínimo de 50 kg

Ter descansado no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas

Não estar gripado ou com febre

Não estar grávida ou amamentando

Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 6 horas.

NÃO poderá doar

Quem fez tatuagem, piercing ou tratamento com acupuntura nos últimos 12 meses

Portadores de vírus da AIDS, HBV, HCV ou HTLV

Pessoas que já viveram situações sexuais de risco acrescido

Quem possui histórico de doença hematológica, cardíaca, renal, pulmonar, hepática, auto-imune, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramento anormal, convulsão após os dois anos de idade ou epilepsia, sífilis, doença de Chagas ou malária

Usuários de drogas. Medicamentos contra indicados para doação de sangue

Anemia

Mulheres grávidas não poderão doar sangue

Como é a Doação?

Ao chegar, a pessoa é submetida ao teste de Hemoglobinaou ou micro-hematócrito (para verificar se doador está com anemia), verificação dos sinais vitais (pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura)

A pessoa passa por uma entrevista

Não havendo problemas, a pessoa estará habilitada à doação

Depois disso, é oferecido um lanche que deve ser tomado no local e, em seguida, o doador é liberado.

Interessante você saber que:

A doação não traz risco à saúde;
Todo material utilizado é descartável;
Mulher em período menstrual pode doar, desde que não esteja sentindo cólicas, dor de cabeça ou com fluxo muito grande;
Quem doa sangue uma vez não é obrigado a doar sempre;
Intervalo mínimo entre as doações:
Homens - 60 dias e no máximo 4 vezes ao ano;
Mulheres - 90 dias e no máximo 3 vezes ao ano.

Fonte: www.anvisa.gov.br



MAMOGRAFIA SAÚDE DAS MAMAS
Dra. Simone Elias

Os casos de câncer de mama têm aumentado muito nos últimos anos, mesmo porque hoje a população, em geral, viva mais do que antigamente. Assim, as doenças chamadas de degenerativas (como o câncer) aumentaram sua incidência.

 

Espera-se que até o final deste ano, cerca de 48.000 casos novos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil. Esta é também a principal causa de morte por câncer entre as mulheres; sendo que a região Sul e Sudeste apresentam o maior número de casos.

 

Infelizmente, a maioria dos tumores é detectada pela própria mulher, quando já são palpáveis, e neste caso os tumores já ultrapassam 2,0 cm de diâmetro.

Por meio do rastreamento mamográfico (Mamografia) é possível detectar o câncer de mama em menores dimensões, permitindo reduzir a mortalidade e até atingir a cura em muitos casos.

 

  

O QUE É A MAMOGRAFIA?

A Mamografia é um exame que utiliza raios-X, assim como uma Radiografia de Tórax (chapa de pulmão). No entanto, foi desenvolvido um aparelho dedicado exclusivamente para realizar o exame das mamas: o mamógrafo. Através da radiografia obtida das mamas, o especialista pode observar sinais indicativos de câncer.

 

É um exame de grande sensibilidade, ou seja, detecta muitos tipos de lesões. Porém, é pouco específico, o que quer dizer que muitas alterações são detectadas, mas nem todas representam câncer. Devido a esta característica, uma paciente que apresenta sua Mamografia alterada, necessita fazer uma biópsia, mas o resultado, muitas vezes, pode ser benigno.

 

 

COMO É REALIZADA A MAMOGRAFIA?


mamografia

Para a realização da Mamografia é necessária uma compressão suportável das mamas, para tornar a espessura da glândula uniforme e facilitar a identificação de lesões. A compressão é um dos principais fatores para uma boa qualidade da Mamografia. Apesar de não apresentar nenhuma conseqüência para o tecido mamário, a compressão é desconfortável para a maioria das mulheres. Então, o exame deverá ser evitado no período pré-menstrual.

 

A Mamografia Digital é uma variação da Mamografia Analógica (alta resolução) que também utiliza raios-X e necessita compressão. Os estudos preliminares ainda não mostram a superioridade desta nova tecnologia.

  


MAMOGRAFIA: QUANDO FAZER?

 

Em mulheres que não apresentem fator de risco (*) a primeira Mamografia deverá ser realizada aos 40 anos. Naquelas consideradas de risco, o exame costuma ser iniciado a partir dos 35 anos. Posteriormente, controles anuais deverão ser realizados.

 

Quando existe a suspeita clínica (nódulo suspeito) o exame poderá ser realizado a qualquer momento.

 

A Mamografia é considerada um método de rastreamento, ou seja, é indicada com o objetivo de descobrir lesões potencialmente suspeitas. O fato de realizar Mamografia anualmente não diminui o risco de câncer de mama, ou seja, Mamografia não é “vacina”. Portanto, as mulheres devem fazer sua parte: fazer Mamografia de acordo com a rotina orientada para sua idade e risco.

 

 


(*) FATORES DE RISCO PARA CÂNCER:

 

1. Mais importantes:

 

·         história familiar de câncer de mama (mãe, irmã ou filha) ou dois ou mais parentes próximos com câncer de mama (pré-menopausa);

·         alterações genéticas (genes BRCA1 e BRCA2);

·         história pessoal de câncer de mama;

·         cirurgia de mama (com ATIPIA);

·         mamas densas (padrão mamográfico DENSO).

 

 

2. Menos importantes:

 

·         radioterapia nas mamas (doença de Hodgkin);

·         primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos);

·         menopausa após os 55 anos;

·         primeira gravidez tardia (após os 35 anos);

·         uso de terapia hormonal por mais de 10 anos.


 

 

MULHERES


Atualmente, a Mamografia é nossa maior arma contra o câncer de mama. Apesar de desconfortável é a principal estratégia para evitar cirurgias mutiladoras e até a morte por esta doença. Para realizá-la, siga a orientação de seu médico ginecologista.


Cuidar-se é sinônimo de amor-próprio: ame-se!



A Orientação Sexual como Sistema de Prevenção de Saúde 

Diante de inúmeros problemas de saúde pública que poderiam ser contornados com projetos de prevenção adequados, fica evidente a necessidade de investimento em Orientação Sexual. De acordo com uma pesquisa do Instituto DataFolha realizada em dez capitais brasileiras e divulgada em junho de 1993, 86% das pessoas ouvidas são favoráveis à inclusão de Orientação Sexual nos currículos escolares. Apesar disto, somente 32% dos pais conversam sobre sexo com seus filhos e metade deles nunca chegaram a tocar neste assunto. Alguns anos antes, a Editora FTD realizou uma pesquisa enviando carta-resposta comercial para dez mil professores. Das cartas respondidas, 84,3% acham que não tiveram boa educação sexual ou a tiveram mais ou menos, contra 13% que se declararam satisfeitos. Para 42,8%, as pessoas mais procuradas para conversar eram amigos e colegas, sendo que somente 6,2% procuravam os pais ou orientadores da escola. A grande maioria declarou que não era permitido falar de sexo na escola onde estudara.

Diante desta realidade, "Guia de Orientação Sexual - Diretrizes e Metodologia", traduzido e adaptado do original "Guidelines for Comprehensive Sexuality Education", pelo Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual, Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS e Centro de Estudos e Comunicação em Sexualidade e Reprodução Humana, conclui que apesar de todos perceberem a sua necessidade, o trabalho de Orientação Sexual ainda é muito incipiente no país, mesmo que já se tenham passado alguns anos desde a realização destas pesquisas. De lá para cá, muito se avançou, principalmente com a conscientização de realidades muito duras, como a disseminação da AIDS, que provocaram uma avalanche de ONGs (Organizações Não-Governamentais) e campanhas na mídia que falavam de sexualidade. Ainda assim, o debate sobre os modelos de prevenção, o papel das escolas, dos governos, da mídia e das famílias continua em pauta. "A discrepância entre a prática e os desejos da população passam por razões diversas na rede pública e particular. Tem que existir, em primeiro, uma vontade política (por parte dos governantes) de assumir programas desse tipo. Isso implica reconhecer como prioridade investimentos na área da saúde e educação da criança e do adolescente", define o Guia.

O que é educação sexual

Cabe, em primeiro lugar, definir Orientação Sexual. Segundo o programa Multirio, do Governo do Rio de Janeiro, a Orientação Sexual caracteriza-se, inicialmente, "por um conjunto de orientações desenvolvidas de forma assistemática sobre sexualidade". Este processo, prossegue o texto publicado na página governamental, "é global, não intencional, e envolve toda a ação exercida sobre o indivíduo, no seu cotidiano, desde o nascimento, com repercussão direta ou indireta sobre a sua vida sexual, ao longo da vida".

A Educação Sexual, de acordo com o Multirio, pode ser tanto informal quanto formal. A informal, surge no seio da família e tende a reproduzir nos jovens, conforme o órgão carioca, os padrões de moralidade, numa dada sociedade. Além disso, a veiculação de informações citadas pelos meios de comunicação de massa (jornais, revistas, TV, rádio, etc) também podem ser consideradas partes integrantes de uma educação informal sobre sexualidade.

A Educação Sexual considerada formal, por outro lado, "ganha o espaço institucional das escolas e centros comunitários, sob a forma de ações, programas e projetos deliberados. Esta abordagem também pode reafirmar conceitos ou, numa segunda visão, promover a difusão de informações relativas à sexualidade, acompanhadas de questionamentos e discussão sobre a sexualidade", explica o órgão governamental.

Estes conceitos vão se subdividindo e tornando-se ainda mais complexos na explicação do Multirio. Eles distinguem, por exemplo, dois novos conceitos de educação sexual, segundo outros autores: o primeiro se denomina intelectual e preocupa-se com conceitos e clarezas de definições. O outro é mais combativo e procura recrutar para as lutas mundiais de transformação dos padrões de relacionamento sexual.

O programa de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro considera a educação sexual como "o conjunto de teorias ou práticas, formais ou informais, que abordam, numa perspectiva educativa, aspectos da sexualidade humana com crianças e adolescentes". Para a secretaria carioca, o objetivo de um trabalho de educação sexual é "permitir que crianças e adolescentes entendam a sexualidade como aspecto positivo e natural da vida humana, propiciando-se a livre discussão de normas e padrões de comportamento em relação ao sexo e o debate das atitudes pessoais frente a própria sexualidade".

Segundo o Guia de Orientação Sexual, o trabalho de Orientação Sexual procura "ajudar crianças e adolescentes a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis a respeito de sua vida sexual, agora e no futuro".

A AIDS como justificativa para a Orientação Sexual


Com o advento da AIDS, ficou mais do que evidente a necessidade de investimentos em prevenção, visto ser esta a única forma disponível para conter a epidemia. A Orientação Sexual ganhou força como política pública de saúde a partir desta realidade, sendo necessário, portanto, entender sua extensão e impacto na disseminação deste tema nos currículos escolares e nas conversas em família, além da sua constante presença na mídia. Na dissertação de Mestrado "Escola e AIDS: Um olhar para o sentido do trabalho do professor na prevenção à AIDS", na PUC/SP, do psicólogo Marcelo Sodelli, diretor técnico do Netpsi - Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia, consta que o Ministério da Saúde, em 1996, divulgava que o Brasil contava com 62.634.791 habitantes com idade entre 5 e 24 anos, sendo que 47 milhões são alfabetizados e 15 milhões não freqüentam a escola.

Por outro lado, a partir do segundo boletim epidemiológico de 1999, Marcelo mostra que dos 155.590 casos de Aids notificados desde o início da epidemia até fevereiro daquele ano, 41.678 referem-se às faixas etárias compreendidas entre o nascimento e a idade de 29 anos e a maior parte dos casos vêm ocorrendo entre pessoas de 20 a 40 anos de idade, sendo que a transmissão do
HIV vem ocorrendo principalmente pela via sexual e através do uso compartilhado de seringas ou agulhas entre usuários de drogas injetáveis.

Paralelamente, explica Marcelo, a gestação indesejada na adolescência vem aumentando consideravelmente, o que desencadeia um maior número de abortos e amplia a problemática entre as adolescentes de baixa renda. Além disso, a alta incidência das DSTs nesta faixa etária indica a prática sexual desprotegida, ou seja, sem uso de preservativo.

"Analisando todos estes dados, percebemos que os adolescentes têm se mostrado despreparados para elaborar assuntos referentes à sexualidade, criando barreiras para a promoção da sua saúde sexual, tornando-se mais propensos à sérios problemas", considera Marcelo, que já trabalhou em diversos programas de Orientação Sexual e de Prevenção à AIDS. Em sua tese, ele indica que "a falta de diálogo familiar, a crescente oferta de drogas (lícitas e ilícitas), a sensação de invulnerabilidade, a suscetibilidade às pressões grupais, e a transgressão são alguns aspectos determinantes da vulnerabilidade individual, institucional e social dessa população".

Como solução, Marcelo levanta que, baseado em todos estes dados, a escola é o melhor espaço para realizar trabalhos preventivos para esta faixa etária. Ele lembra, em sua tese, o que afirma o Ministério da Educação:

"Devido ao tempo de permanência dos jovens nas escolas e às oportunidades de trocas, convívio social e relacionamentos amorosos, a escola não pode se omitir frente à relevância dessas questões, constituindo-se em local privilegiado para a abordagem da prevenção às doenças sexualmente transmissíveis / AIDS ."

Marcelo lembra ainda que também a Organização Mundial de Saúde (1989) considera que a escola é um dos principais centros para a educação no setor de saúde. "Ao criar esse espaço de socialização do saber, estaria contribuindo para a promoção e divulgação de medidas preventivas ao combate à AIDS", diz.
A AIDS na Adolescência

- Características da Adolescência que Favorecem a Infecção pelo HIV
- Curso Natural da AIDS nos Adolescentes
- O Cuidado Clínico dos Adolescentes com AIDS
- O Tratamento Específico dos Jovens com AIDS
- A Prevenção da AIDS na Adolescência

"A adolescência é um período da vida caracterizado por intenso crescimento e desenvolvimento, que se manifesta por transformações físicas, psicológicas e sociais. Ela representa um período de crise, na qual o adolescente tenta se integrar a uma sociedade que também está passando por intensas modificações e que exige muito dele. Dessa forma, o jovem se vê frente a um enorme leque de possibilidades e opções e, por sua vez, quer explorar e experimentar tudo a sua volta. Algumas dessas transformações e dificuldades que a juventude enfrenta, principalmente relacionado à sexualidade, bem como ao abuso de drogas ilícitas, aumentam as chances dos adolescentes de adquirirem a infecção por HIV, fazendo-se necessário a realização de programas de prevenção e controle da AIDS na adolescência".

Estudos de vários países tem demonstrado a crescente ocorrência de AIDS entre os adolescentes, sendo que, atualmente as taxas de novas infecções são maiores entre a população jovem. Quase metade dos novos casos de AIDS ocorre entre os jovens com idade entre 15 e 24 anos. Considerando que a maioria dos doentes está na faixa dos 20 anos, conclui-se que a grande parte das infecções aconteceu no período da adolescência, uma vez que a doença pode ficar por longo tempo assintomática.

Hoje, as mulheres representam quase metade dos jovens infectados. Entre os pacientes menores de 13 anos com AIDS, a transmissão ocorre em sua maioria através da mãe, no período gestacional. Entre as mulheres maiores de 13 anos predomina a transmissão sexual (metade dos casos), seguida do contágio por uso de drogas injetáveis. Entre os homens a transmissão por via sexual representa mais de 50% dos casos, sendo que a prática homossexual é responsável por cerca de 30% desses casos. O contágio por uso de drogas injetáveis representa cerca de 20% das infecções entre os homens.

Características da Adolescência que Favorecem a Infecção pelo HIV

Existem algumas características comportamentais, socio-econômicas e biológicas que fazem com que os jovens sejam um grupo propenso a infecção pelo HIV. Dentre as características comportamentais, destaca-se a sexualidade entre os adolescentes. A atividade sexual na maioria das vezes se inicia na adolescência, sendo que, cerca de 50% dos jovens norte-americanos já tiveram relações sexuais aos 17 anos e apenas metade desses jovens relata uso de preservativo na última relação. Muitas vezes, a não utilização dos preservativos está relacionada ao abuso de álcool e outras drogas, os quais favorecem a prática do sexo inseguro. Outras vezes os jovens não usam o preservativo em "namoros firmes", justificando que seu uso pode gerar desconfiança em relação à fidelidade do casal. Apesar de que, no mundo hoje, o uso de preservativo nas relações poderia significar uma prova de amor e proteção para com o outro. Observa-se também que muitas jovens abrem mão do preservativo por medo de serem abandonadas ou maltratadas por seus parceiros. Por outro lado, o fato de estar apaixonado faz com que o jovem crie uma imagem falsa de segurança, negando os riscos inerentes ao não uso do preservativo.

Outro fator importante a ser levado em consideração é o grande apelo erótico emitido pelos meios de comunicação, freqüentemente direcionado ao adolescente. A televisão informa e forma opiniões, unificando padrões de comportamento, independente da tradição cultural, colocando o jovem frente a uma educação sexual informal que propaga o sexo como algo não planejado e comum, dizendo que "todo mundo faz sexo, mas poucos adoecem".

Os jovens têm pouco acesso às informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e sobre o planejamento familiar. Boa parte dos adolescentes obtém as informações sobre o sexo de colegas e amigos, cujas opiniões, na maioria das vezes, são distorcidas e baseadas em mitos e preconceitos, como, por exemplo, a crença de que o uso do preservativo poderia dificultar a ereção e o desempenho sexual.

Segundo Futterman e col, alguns fatores biológicos contribuem para o aumento da infecção entre as mulheres jovens. Em primeiro lugar elas possuem células imaturas dentro da cavidade vaginal e no colo do útero que não impedem a infecção, como nas mulheres mais velhas. Em segundo lugar, os homens possuem uma grande capacidade de transmitirem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o que, por sua vez, facilita a infecção pelo HIV. Por fim, as mulheres possuem um grande número de DSTs assintomáticas, o que faz com que grande parte dessas infecções não sejam tratadas e, dessa maneira, aumentam as chances de contrair o HIV.

Curso Natural da AIDS nos Adolescentes

De acordo com Futterman e col, apesar do curso clínico da infecção pelo HIV, para a maioria dos adolescentes, ser igual ao dos adultos, alguns achados podem ser semelhantes à infecção tanto quanto no adulto, quanto na criança. Estudos mostram que a gravidade da doença varia marcadamente de acordo com o tipo de transmissão. Assim sendo, os indivíduos jovens que adquirem o vírus através do contato sexual costumam manter-se assintomáticos por algum tempo, mas possuem o número de linfócitos T CD4 menor que 410/ml (o que representa uma disfunção imunológica moderada). Já os indivíduos que adquirem a doença da mãe apresentam-se assintomáticos por muito tempo e possuem pouca disfunção imunológica. Portanto, os médicos precisam estar atentos ao fato de que, muitas vezes, o diagnóstico de AIDS congênita pode ser feito apenas na adolescência, e que a realização do exame da AIDS deve ser feito também nos filhos adolescentes de mães infectadas, uma vez que a infecção pode ficar latente por muitos anos.

O Cuidado Clínico dos Adolescentes com AIDS

Os adolescentes precisam de atendimento médico orientado para seu grupo e os profissionais de saúde precisam ser preparados para resolver as suas necessidades. A atenção ao adolescente deve ser dada por uma equipe multidisciplinar, incluindo os serviços de saúde mental, o atendimento ginecológico específico para pacientes com AIDS e os programas de prevenção e educação.

Conforme Futterman e col, a privacidade é um aspecto muito importante nas consultas dos adolescentes, pois geralmente estes têm vergonha das mudanças que ocorrem em seu corpo.

Devido à alta incidência de DSTs nesse grupo de pacientes, os testes de detecção dessas doenças devem ser feitos logo no início do diagnóstico da infecção, estes testes incluem o exame preventivo do câncer de colo, exames para detecção da presença de clamídia, gonorréia, sífilis, herpes genital e hepatite B. Outros exames que devem ser feitos incluem a contagem de células CD4, contagem da carga viral, hemograma completo, exames de avaliação hepática, exames de avaliação renal, exame de urina de rotina, exames sorológicos para detecção de toxoplasmose e citomegalovirose, teste de gravidez e, por fim, os exames para detecção de tuberculose.

Os adolescentes devem receber as seguintes vacinas: tríplice viral (rubéola, caxumba e sarampo), dupla para difteria e tétano, hepatite B, Antiinfluenza,
Antipneumococo e anti-haemófilos. A segunda dose da vacina BCG só não deve ser feita em pacientes com sintomas de AIDS.

O Tratamento Específico dos Jovens com AIDS

A dosagem dos anti-retrovirais é baseada no desenvolvimento da puberdade, de acordo com a classificação de Tanner (escala que classifica o desenvolvimento dos adolescentes de acordo com as fases da puberdade), e não pela a idade. Dessa forma as doses pediátricas devem ser usadas nos pacientes com classificação I e II (fase pré-adolescente), as dosagens dos pacientes que se encontram na fase inicial da adolescência (III e IV) devem ser baseada de acordo com o fim ou não da fase do estirão da puberdade (fase de crescimento acelerado que ocorre nas mulheres entre 11 e 12 anos e nos homens entre 13 e 14 anos), por fim os adolescentes que se encontram na fase V devem ser tratados como adultos.

Deve-se dar atenção ao fato de que muitas drogas prescritas para adolescentes (como os anticoncepcionais, o metronidazol, usado para o tratamento de clamídia e tricomonas, e alguns antidepressivos) possuem interações medicamentosas com os anti-retrovirais. No uso dos anti-retrovirais, as doses dessas drogas devem ser ajustadas pelos médicos.

De acordo com Futterman e col, a aderência ao tratamento entre os adolescentes é relativamente baixa, sendo que apenas 56% das mulheres e 65% dos homens (participantes de um estudo para avaliação da aderência ao tratamento em pacientes com infecção pelo HIV) revelaram que faziam uso corretamente dos antiretrovirais. Os principais motivos ligados à baixa adesão ao tratamento são os efeitos colaterais, os inconvenientes gerados pela grande quantidade de comprimidos e o esquecimento.

A Prevenção da AIDS na Adolescência

Atualmente existe uma necessidade urgente de tornar os adolescentes capazes de se protegerem da AIDS e de outras DSTs, e de garantir-lhes o direito a um desenvolvimento sexual seguro e saudável. As iniciativas devem incluir a educação sexual nas escolas, o trabalho de jovens em entidades religiosas e a integração a atividades esportivas.

É preciso que o adolescente seja envolvido ativamente, para assegurar que as atividades sejam relevantes e úteis. É necessário descobrir o que os jovens pensam e quais são as suas necessidades. Os programas a serem desenvolvidos devem ser baseados nos problemas, crenças e necessidade de informação, identificados pelo próprio paciente.

Os jovens precisam muito mais do que fatos sobre sexo, eles precisam questionar, desenvolver a capacidade de tomar decisões, comunicá-las aos outros, lidar com os conflitos e defender as suas opiniões, mesmo que essas sejam contrárias às opiniões dos outros.

Por fim, o comportamento do adolescente é muito influenciado pela família, amigos, professores e principalmente pela mídia. Estes podem desempenhar um papel fundamental, e devem atuar aumentando a conscientização sobre as práticas que afetam a saúde do adolescente, como o abuso de drogas e de álcool e a prática do sexo inseguro.

Jovem seja careta use o seu maior amigo nas horas incertas: "USE A CAMISINHA".


A ilha de lixo

O mar está cada vez mais poluído. Mas um projeto quer transformar sujeira em moradia


Lorena Verliare4

No meio do oceano Pacífico, fica o maior lixão do mundo - são 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para lá pelas correntes marítimas e formam um amontoado de 700 mil km2 (duas vezes o estado de São Paulo). Um desastre - mas que pode virar uma coisa boa. Uma empresa da Holanda quer coletar todo esse plástico e reciclá-lo para fazer uma ilha artificial, de aproximadamente 10 mil km2 (equivalente a uma cidade como Manaus) e capacidade para 500 mil habitantes.

Ela teria casas, lojas, praias, áreas de lazer e plantações - tudo apoiado numa base de plástico flutuante. Seus criadores acreditam que a ilha possa se tornar autossuficiente, produzindo a própria comida e energia. "Queremos levar o mínimo de coisas para a ilha. A principio, tudo será feito com o lixo que encontrarmos na área", diz o arquiteto Ramon Knoester. A cidade flutuante seria cortada por canais, para que as correntes oceânicas pudessem passar livremente (sem ameaçar a estabilidade da ilha).

O projeto já recebeu o apoio do governo holandês, mas não tem data para começar - ninguém sabe quanto a obra custaria, nem se é viável. "A ilha não é economicamente rentável. Nós a vemos apenas como uma maneira de limpar a poluição causada pelo ser humano", diz Knoester. Enquanto isso não acontece, toda a matéria-prima que seria usada nesse em-preendimento continua boiando.


LIXÃO FLUTUANTE
Como é e onde fica a supermancha de lixo.
Onde:
Oceano Pacífico.
O que tem: 4 milhões de toneladas de plástico
Origem: 80% vêm dos continentes; 20% são jogados por navios.





 

Outubro Rosa: 
conscientização e combate ao câncer de mama  


Quanto mais cedo diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura
Getty Images

O Outubro Rosa é o mês de conscientização e combate do câncer de mama. No Brasil, estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), indicam que a doença será responsável por 52.680 novos casos até o fim do ano.

O movimento que dura o mês inteiro busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele. Saiba quais são os fatores de risco envolvidos, como prevenir e quais as principais estratégias de tratamento neste especial do R7:


Só 40% das mulheres com câncer conseguem preservar mama

 

Número de cirurgias que preservam as mamas não tem aumentado na mesma proporção em que melhoram as respostas das pacientes às novas terapias Getty Images

O avanço no tratamento do câncer de mama tem permitido a indicação de cirurgias cada vez menos invasivas, que envolvem apenas a retirada de uma pequena porção do seio. Mesmo assim, a taxa de adoção desse tipo de procedimento tem ficado abaixo do esperado. Sob o ponto de vista da importância da manutenção das mamas para a autoestima da mulher, esse tema foi destaque no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica, em Viena, na Áustria.


A indicação da cirurgia capaz de conservar grande parte da mama é possível quando o tumor é pequeno ou, nos casos de tumores grandes, a paciente apresenta uma boa resposta ao tratamento neoadjuvante (quimioterapia aplicada antes da cirurgia com o objetivo de diminuir o tamanho do nódulo).

O que a pesquisadora Carmen Criscitiello, do Instituto Europeu de Oncologia, descobriu é que o número de indicações de cirurgias que preservam as mamas não tem aumentado na mesma proporção em que melhoram as respostas das pacientes às novas terapias neoadjuvantes

No Brasil

Segundo a mastologista Maira Caleffi, presidente da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), esse processo também pode ser observado no Brasil. Para ela, apesar de melhores condições para se realizar a cirurgia que preserva a mama, "o que se observa na prática é que muitas pacientes são informadas pelos próprios cirurgiões que talvez seja melhor tirar tudo e retirar ainda a outra mama como profilaxia".

 Maira ressalta que esse procedimento não tem respaldo científico, a não ser que a mulher possua uma mutação genética familiar que predisponha ao câncer.

—Isso é um desserviço que vem sido praticado. É um exagero, que não observa as recomendações das autoridades e das sociedades médicas.

A decisão sobre qual será o procedimento adotado deve ser compartilhada entre médico e paciente, de acordo com o mastologista Wesley Pereira Andrade, do Hospital A.C.Camargo. Em casos de tumores grandes, pode-se tanto começar o tratamento com a cirurgia mais radical e depois introduzir a quimioterapia quanto adotar a neoadjuvante para tentar conservar a mama.

—Quando se preserva a mama, existe um ganho psicológico. A desvantagem é uma maior chance de o tumor voltar ao longo de dez anos.

Ele observa que a mulher que preserva a mama tem uma aceitação melhor de sua autoimagem.

Para o ginecologista e cirurgião oncológico Fábio Laginha, do Hospital 9 de Julho, depois dos avanços nas novas drogas contra câncer de mama, é preciso progredir nos métodos de imagem e nas técnicas cirúrgicas que permitam a retirada da porção exata da mama necessária para eliminar todas as células cancerígenas.



O que precisa ser feito, quando se escolhe esse tipo de quimioterapia neoadjuvante, é ter certeza do local do tumor, marcar e acompanhar sua diminuição.

O Outubro Rosa é um movimento que busca conscientizar sobre prevenção do câncer de mama, uma doença que chegará ao final de 2013 com 52.680 novos casos somente no Brasil, segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Este tipo de câncer é o segundo mais recorrente no mundo.

O movimento, que dura o mês inteiro e tem várias atividades e campanhas, com alertas sobre os riscos e necessidades de diagnóstico precoce. Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura.

Um engajamento necessário

O engajamento de diversos setores da sociedade, de empresas e órgãos públicos, movimentos sociais, e outros, é fundamental para o sucesso da campanha e o combate a doença. Quanto maior forem as informações e os alertas em relação à prevenção da doença, maiores serão as vidas de mulheres que serão salvas.

Uma luta também de homens

Embora o movimento refira o câncer de mama especialmente em mulheres, há casos também deste tipo de câncer em homens. Para cada 99 casos somente um caso é de homem. Assim, além de chamar os homens para o necessário apoio ás mulheres que são detectadas com câncer de mama, é importante também eles cuidarem-se.

O mundo fica cor de rosa 

Para chamar a atenção, diversos órgãos públicos e empresas iluminam as fachadas dos prédios de cor de rosa. Ônibus e até aviões são pintados de rosa. Monumentos são iluminados com a cor da campanha, num movimento internacional.

Criado na década de 1990, nos Estados Unidos e comemorada de diferentes formas ao redor do mundo por governos, empresas e terceiro setor, a iniciativa busca lembrar a população a respeito da importância do exame periódico de mamografia para mulheres com mais de 40 anos. 

O laço rosa utilizado na campanha simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo, motivando e unindo diversos povos em torno da causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

O Sindjus/RS soma nesta campanha e alerta as mulheres, que são mais de 60% dos servidores do Judiciário, para a importância da iniciativa e para a necessidade de que busquem informações e adotem medidas preventivas. 


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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Ameaça, lesão corporal e cárcere privado são os destaques do balanço do Ligue 180.

A violência contra às mulheres não distingue idade, condição financeira, nível de instrução, etnia ou religião. As manifestações são resultantes de origens culturais. Cerca de 67% das chamadas do Disque Denúncia eram de mulheres entre 25 a 50 anos. Das mulheres atendidas, 72% vivem com o agressor, sendo que 58% são casadas ou estão em união estável. Apenas 14%, prestaram queixa contra ex-namorado ou ex-companheiro.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) divulgou o balanço da Central de Atendimento a Mulher - Ligue 180 refente aos atendimentos registrados de janeiro a setembro de 2010. Leia na íntegra:

"Os relatos de ameaça, lesão corporal e cárcere privado são os destaques do balanço da Central de Atendimento a Mulher - Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Os números referem-se aos atendimentos de janeiro a setembro deste ano. Nesse período, foram registradas 47.244 ocorrências de lesão corporal e 12.788 ameaças, o que corresponde a um aumento de 234% e 102%, respectivamente, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. O número de mulheres presas em suas casas saltou de 86 para 359 (317%). A Central registrou 552.034 atendimentos somente este ano. Isso significa um aumento de 123% na procura pelo serviço, em relação ao mesmo período de 2009. Em quase 70% dos casos, os filhos presenciam as agressões. 

As 12.788 ameaças correspondem a 14,6% do total de atendimentos e os 47.244 relatos de lesão totalizam 54%. Os principais agressores são maridos, companheiros ou ex-companheiros. De acordo com os relatos, 58% das vítimas são agredidas diariamente. Em 51% dos casos, a mulher diz correr risco de morte.

A secretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, destaca que quando a mulher diz que é ameaçada, os agentes de segurança pública devem acreditar e providenciar a medida protetiva. A voz de uma mulher que reporta estar sendo ameaçada tem de ter credibilidade. Pois só a vítima é quem tem a real dimensão do risco que corre”, alerta a secretária. No último domingo (10), em Itajaí (SC), Márcia Regina de Souza Pacheco foi assassinada pelo ex-marido na frente de uma delegacia, depois de registrar sete boletins relatando a ameaça, de acordo com o previsto na Lei Maria da Penha. No começo do ano em Minas Gerais, a cabeleireira Maria Islaine de Morais, de 31 anos, também foi assassinada pelo ex-marido, depois fazer de cinco denúncias.

Lei Maria da Penha

Do total de informações prestadas pela Central (121.528), 50,4% correspondem à Lei Maria da Penha (61.280).


Tipos de violência
 

Dos 88.960 casos de violência relatados, 51.736 correspondem à violência física, 1.873 à sexual (tipo de violência que mais aumentou), 10.569 à moral, 1.526 à patrimonial e 22.897 à psicológica.


De acordo com a Central, 38.020 mulheres são agredidas diariamente, o que corresponde a 58% do total de agressões, 39,3% (22.624) relataram que a violência começou desde o inicio da relação, 71% das vítimas mora com o agressor e 54.168 mulheres (66,5%) não depende financeiramente do companheiro. 

Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
 

É um acordo federativo entre os governos federal, estadual e municipal. Seu objetivo é planejar ações para consolidar a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres por meio da implementação de políticas públicas integradas em todo o território nacional. Conta com 23 Estados. As únicas unidades da federação que não aderiram foram Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, o que pode agravar ainda mais a situação de violência."


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Dia 18 de outubro dia em que se comemora o dia do médico
 Então estamos aqui homenageando o nosso médico sem fronteiras, uma das criaturas humanas de maior valor no século XX - Dr. Albert Schweitzer
A esta homenagem intitulamos, conforme a revista Life de fevereiro de1965:

A nossa homenagem foi inspirada nessa pequena matéria da vida de Dr. Albert, que foi, é, e será para nós a maior figura humana do século XX: 

 A TEOLOGIA DO SÉCULO XX: Albert Schweitzer
 


Para ler toda matéria, por favor,  é só clicar no link Dr. Albert Schweitzer.

Dr. Albert Schweitzer


É meia-noite, Doutor Schweitzer

Peça que estreiou em Porto/Portugal e homenagem ao Dr. Albert Schweitzer

Esta peça insere-se nas comemorações do 20º aniversário da AMI (Assistência Médica Internacional) e baseia-se em factos biográficos de Albert Schweitzer (1875-1965), o precursor da ajuda humanitária no mundo.

Albert Schweitzer, aquele que foi considerado como o “maior homem do mundo” pela Life Magazine, é o protagonista desta peça, sendo relembrado pelos seus feitos e crenças. Devido a este espírito de missão, Schweitzer abandonou a sua vida estável e optou por se mudar de malas e bagagens para África.

Nesta peça vive-se em plena I Guerra Mundial, num hospital sem recursos na província do Gabão. Num cenário de guerra, que traz repercursões para o território africano, a prioridade é salvar a vida a doentes com lepra, disenteria e malária. É com este pano de fundo que se tem de tomar decisões rápidas, decisões que nem sempre conseguem encontrar os limites que dividem a razão e o coração, e onde a liberdade é um conceito desconhecido.

Com esta peça ficamos a conhecer Schweitzer, fonte de inspiração de outros nomes ligados à ajuda humanitária, como é o caso de Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI.

Da autoria de Gilbert Cesbron, esta peça conta ainda com a participação de James Cuggy, Franciso Castanheira e Sónia Castro. Com encenação e interpretação do grupo de teatro – cultural contra-senso, a peça estreia-se primeiramente no Porto e irá encontrar-se posteriormente em Lisboa e Coimbra. Um dos aspectos mais relevantes desta peça é o facto das receitas de bilheteira revertem a favor da AMI.

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Homenagem aos médicos


De início era meio grande e de madeira, e o médico precisava aproximar-se muito de seu paciente, dobrar as costas, curvar-se. Para dizer a verdade, Deus gostava dele, pois via a si mesmo, curvado sobre os seres que criara, escutando-lhes a alma, as dores. E depois, era bom ouvir o coração pulsando, num ritmo constante, como o suceder das horas e das estações. E era tão bom interpretar as batidas: muitas vezes elas vinham acompanhadas de um nome amado, de uma declaração de amor. Que interessante é ser Deus e conhecer todos os segredos do coração humano! 


Depois, é verdade, até mais higiênico, mas esfriou. Deus não gostou muito: o primeiro contato era gélido, alguns médicos nem se preocupavam em esquentar um pouco e as crianças olhavam aquilo com certa desconfiança. Deus preferia a opinião das crianças sempre.

Mas admirava muito os cientistas. às vezes (e isso era contra os seus princípios de Pai), até segredava-lhes algumas coisas, enquanto debruçavam-se sobre os microscópios, pois Deus via tudo a olho nu e eles precisavam de muitas máquinas - e de muita paciência, de muita coragem.

Por isso Deus gostava dos médicos, porque eles cuidavam daqueles que Ele criara. Ainda bem, porque o pessoal, às vezes, abusava e se descuidava, e lá vinha o estetoscópio de novo.

E depois resolveram abrir o peito e mexer no coração como um motor do qual se trocam as velas, as válvulas, o carburador, a ignição.

E Deus ficou surpreso. Um pouco assustado, é bem verdade, mas admirado. Até onde aqueles inventores de estetoscópio haviam chegado! Ficou orgulhoso. Uma só coisa o inquietava: era o som das batidas do coração. Será que além dos extrasístoles, das arritmías e dos sopros, os médicos saberiam ouvir o ritmo dos sentidos, o pulsar das profundas dores e dos apaixonados amores, o sopro divino a mover-lhe a vida?

Pensou Deus em tudo aquilo e seu pensamento vagueou veloz pelos hospitais, pelas filas dos aflitos, pelos consultórios, pelas U.T.Is, pelas salas de cirurgias. Verificou todos os instrumentos. E viu que tudo estava bom! Por via das dúvidas, chamou o Espírito Santo, para ficar sempre ao lado dos médicos, para inspirar-lhes a boa decisão, o bom gosto, o bom conselho. Por via das dúvidas, chamou também Nossa Senhora, para ficar ao lado dos doentes para ajudá-los a ter paciência e coragem, consigo e com os médicos.

Quanto a Ele mesmo, achou que não dava mais para ter um sétimo dia de descanso, como naqueles dias de criação primeira, e decidiu ficar para sempre ao lado de todos nós.

Homilia de Frei Yves

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Movimento negro promove Mobilização Pró-Saúde 
da População Negra - Dia 27 de outubro

Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas, o UNFPA, com o apoio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia - Nações Unidas, Brasil e do MDG F - Fondo para el Logro de los DOM , a Mobilização inicia em 20 de outubro e termina em 20 de novembro, tendo como principais protagonistas as Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá). Para noticiar as ações, o blog da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra entrou no ar no último dia 17.

"Queremos chamar a atenção da sociedade civil e dos poderes públicos para o racismo institucional que existe no SUS.Para consolidar o SUS e garantir que ele sirva a todas as pessoas é preciso enfrentar o racismo. É fundamental que a política seja efetivada para que a população negra seja, efetivamente, atendida e acolhida a partir dos princípios de universalidade e equidade", destaca Verônica Lourenço, representante da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em João pessoa-PB.

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra/PNSIPN foi aprovada em 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde, para estimular a melhoria da qualidade na organização e funcionamento dos serviços, incluindo o trabalho de profissionais e a atuação de gestores do Sistema Único de Saúde. A PNSIPN aponta dois caminhos principais: i) enfrentar o racismo e sua presença no SUS: por meio de formação e treinamento de todas as pessoas que trabalham na saúde; ii) dar atenção à prevenção e ao tratamento dos problemas de saúde que mais atingem a população negra: por meio da reorganização dos serviços, da formação, educação permanente e qualificação de profissionais, da disponibilização de equipamentos, exames, medicamentos e tudo o que for necessário para garantir a proteção, promoção e efetivação do direito de negras e negros à saúde integral.

Médica, representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde e coordenadora da Organização Não Governamental (ONG) Criola, Jurema Werneck chama a atenção para as deficiências no atendimento das mulheres negras, que sofrem com os maiores índices de morte materna por causas que poderiam ser evitadas.

“A mulher negra por ínumeras razões, inclusive pelo impacto do racismo, está mais vulnerável a ter pressão alta na gravidez, o que pode provocar a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia. Quando as mulheres negras conseguem fazer o pré-natal, não conseguem fazer o número de consultas mínimas necessárias e, quando conseguem, nem sempre recebem atendimento adequado, como a medição da pressão arterial, ou seja, várias mortes poderiam ser prevenidas, evitadas, caso não houvesse negligência, omissão, ou mesmo inferiorização destas mulheres”, destaca Jurema.

A Mobilização Nacional pró Saúde da População Negra é uma das iniciativas da sociedade civil apoiada pelo UNFPA por meio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça nas Políticas do Brasil. O programa tem como principal objetivo apoiar o setor público na gestão da transversalidade de gêneros e raça nas políticas e ações programáticas do governo brasileiro como princípio gerador de democracia e desenvolvimento eqüitativo. Além disso, busca fortalecer as organizações da sociedade civil na defesa de seus direitos, no monitoramento dos Planos de Políticas para Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial e das ações e programas comuns a ambos (intersecções de gênero e raça).

Integram o Programa: o UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas, UNIFEM " Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, OIT " Organização Internacional do Trabalho, PNUD " Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, UN-HABITAT " Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos; e UNICEF " Fundo das Nações Unidas para a Infância.



Em 27 de outubro, dia da 'Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra', noticiou-se que o Ministério da Saúde reconheceu a existência do racismo no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Tal declaração veio associada à divulgação de dados sobre a maior incidência de AIDS, tuberculose, hipertensão arterial e mortalidade materna na população negra (pretos e pardos, segundo as categorias do IBGE) em comparação com a população branca.


Existe um conjunto de dados correlacionando pessoas de pele mais escura, classe social e desvantagens materiais e simbólicas, a exemplo das investigações nas áreas da educação e do trabalho. Nos campos da medicina e da saúde pública, pesquisas assinalam a inconsistência do uso do conceito de 'raça' e os riscos no estabelecimento de vínculos entre 'raça' e saúde, como a perigosa reiteração do determinismo biológico. Todavia, até remédios para 'negros' já estão sendo comercializados.


Não temos dúvida sobre a presença do racismo no Brasil, mas há intensas controvérsias sobre a melhor forma de enfrentá-lo. No caso do SUS, pode haver manifestações de preconceito e de discriminação por parte de alguns profissionais, mas elas somente reproduzem o que ocorre na vida social. Daí a afirmar que há racismo institucional no SUS é um passo que as evidências não permitem assegurar. Ademais, os determinantes para as elevadas incidências de AIDS, tuberculose, hipertensão, etc, que se observam em alguns segmentos populacionais, dependem muito mais de outros fatores (sociais, econômicos, biológicos e culturais) do que das rotinas de atendimento do SUS.


Como combater o racismo? Consideramos um equívoco a criação de uma política de saúde focalizada na 'população negra', formulada por setores do movimento negro, da comunidade científica e de representantes do governo, com o apoio recente do Ministério da Saúde. Definir uma política separada para a 'população negra', num país em que os cidadãos são pouco afeitos a sistemas rígidos de classificação por cor, exige a produção da diferença, do sistema bicolor, da 'raça negra'.


Assim, agravos são transformados em doenças 'raciais', como bem ilustra o caso da anemia falciforme. Bancos de dados precários fundamentam políticas de ação afirmativa do Programa Nacional DST-AIDS, em que a AIDS é alçada à condição de mal predominante na 'população negra'. Indo além, a medicina popular deveria ser reconhecida pelo SUS como um conjunto de saberes e práticas terapêuticas de matriz africana. Com esta agenda, parcelas do ativismo negro e seus aliados concebem o enfrentamento das mazelas da discriminação social, inclusive propondo um capítulo sobre saúde no projeto de Estatuto da Igualdade Racial, em tramitação no Congresso Nacional.


Não é de hoje que se celebra o reconhecimento de 'raças distintas' e são propostas 'políticas raciais', expressões usadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em suas memórias. Foi em seu governo que tais ações foram inauguradas, sendo agora expandidas no governo Lula.


Discordamos dessa agenda. O SUS é o resultado de uma luta antiga, da tradição sanitarista não-racialista. O movimento da Reforma Sanitária, calcado no tripé universalidade, integralidade e gratuidade, concebe a saúde como um direito de cidadania. Há um consenso de que a reforma da saúde é um dos mais bem-sucedidos projetos políticos de inclusão dos setores populares. O que falta, de fato, é um amplo e obrigatório debate público sobre políticas de saúde de recorte racial, diferentemente do que ocorre com a atual discussão do projeto de lei sobre cotas raciais nas universidades públicas.


Em contraposição à política pública racializada, ou seja, uma política que define o preconceito racial como o eixo da desigualdade no Brasil, propomos o aperfeiçoamento dos mecanismos das políticas de humanização do SUS. Ao invés de se denunciar o suposto 'racismo institucional', em que atos preconceituosos são atribuídos genericamente a entes institucionais, devemos nos opor a todas as formas de discriminação.


O SUS é uma conquista de caráter universalista rumo a um país mais justo e igualitário, como nos ensinou em vida o sanitarista Sergio Arouca.


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16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação

"1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle." [Artigo XXV / DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]

Estatísticas da Fome:

- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.  Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.

A cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo, o Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome,  tem 15  milhões de crianças desnutridas. 45% das crianças Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia crônica.

O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras.

Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante.Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: ¡§Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada.¡¨

O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.

¡§Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos¡¨, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.

Essas são algumas das Estatísticas da  fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.

 Um mundo livre da fome

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO


A 16 de Outubro celebra-se o Dia Mundial da Alimentação. A comemoração do Dia Mundial da Alimentação que teve início em 1981, é na atualidade reconhecida em mais de 150 países como a mais importante data para alertar e consciencializar a opinião pública em relação a questões globais relacionadas com a nutrição e alimentação. 

Este ano, a FAO (Food and Agriculture Organization) 
escolheu para o Dia Mundial da Alimentação o tema O Direito à Alimentação. A escolha do tema demonstra o crescente reconhecimento pela comunidade internacional da importância de erradicar a fome e a pobreza. Será também de reflectir que o excesso de alimentos, nomeadamente nas sociedades ocidentais, apresenta repercussões graves para a saúde. 

Atualmente mais de 1,2 bilião de pessoas em todo o mundo vivem abaixo do limiar de pobreza, definido pela ONU como sendo pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia, o que seria o mínimo necessário para sobreviver. De acordo com o estudioso norte-americano Phillip Harten, em cada 100 pessoas no mundo, 13 passam fome diariamente. Além das que passam fome, também uma parte significativa da população sofre de carências em alguns nutrientes essenciais.


No Dia Mundial da Alimentação não devemos pois deixar de refletir sobre aquilo que comemos, sobre a situação alimentar no mundo atual e sobre a forma como os alimentos são distribuídos e produzidos a nível mundial


Ana Ribeiro

  16 DE OUTUBRO Dia MUNDIal da alimentação    PENSEM NISSO

Apesar dos extraordinários progressos tecnológicos e agrícolas da era moderna, a fome, esse velho flagelo e necessidade humana fundamental, continua a grassar no mundo. Todos os dias, há 840 milhões de pessoas que não comem o suficiente para matar a fome. No Sul da Ásia, uma pessoa em cada quatro está subalimentada. Na África Subsaariana, a proporção é de uma em cada três.

Um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é erradicar a pobreza e a fome. A Declaração do Milênio apela a uma redução para metade, até 2015, da proporção de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia e da proporção de pessoas que sofrem de fome. Já em 1996, a Cimeira Mundial da Alimentação apelara também a uma redução para metade do número de seres humanos subalimentados, até 2015, um objetivo que foi reafirmado em 2002, na Cimeira Mundial da Alimentação: Cinco Anos Depois.

Estas metas são, sem dúvida, ambiciosas e restam-nos apenas 12 anos para as atingir. Mas estão ao nosso alcance.

Exigem uma ação vigorosa, em várias frentes, para aumentar a produção alimentar e melhorar a distribuição de alimentos. É igualmente necessário realizar os outros Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, pois a segurança alimentar está ligada à educação, ao saneamento, à igualdade entre os sexos, à sustentabilidade ambiental e ao controle das doenças infecciosas.

E, como o tema deste ano do Dia Mundial da Alimentação recorda, não poderemos alcançar os objetivos fixados, se não formarmos uma autêntica "Aliança Internacional contra a Fome", uma aliança que abranja os governos, as organizações internacionais, a sociedade civil, o setor privado, os grupos religiosos e os particulares. Na realidade, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é precisamente a criação de uma parceria mundial para o desenvolvimento.

A fome em tão grande escala é uma afronta à dignidade humana e deveria chocar a consciência da humanidade. As Nações Unidas mantêm a sua determinação em alcançar o objetivo da eliminação da fome e da pobreza no mundo. Apelo a todos os parceiros, a nível nacional, regional e internacional, para que façam convergir os seus esforços e para que mobilizem a vontade política, os recursos e os conhecimentos especializados necessários para vencer a luta contra a fome. Tal luta é tão justa e vital como qualquer outro combate que o mundo trava.

Este ano, o tema do Dia Mundial da Alimentação, "Água: fonte de segurança alimentar", reconhece que a água é uma das mais prementes questões de desenvolvimento do nosso tempo. Registrando-se pouco depois da Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, o Dia é uma ocasião para salientar o papel dos recursos hídricos na produção sustentável de alimentos. Abordar esta questão é vital, se quisermos satisfazer as necessidades das gerações atuais e futuras.

Hoje, a agricultura utiliza 70% dos recursos de água doce do mundo. Temos de conceber abordagens inovadoras em matéria de desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos, se quisermos alimentar os mais de 800 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo e assegurar água potável a mais de 1,1 bilhões de pessoas que carecem atualmente de acesso a ela.

Para impedir que dois terços da população do planeta enfrentem problemas graves de escassez de água nas próximas décadas, devemos aprender a gerir os nossos recursos hídricos de uma forma mais eficaz, sobretudo na agricultura -- "maior rendimento das culturas por cada gota de água" --, e desenvolver uma melhor capacidade de gestão das bacias hidrográficas, em especial onde são cruciais para mais de um país.

Foi por este motivo que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2003 Ano Internacional da Água Doce. E é também por este motivo que, no próximo mês de Março, se realizará em Quioto, na Japão, o Terceiro Fórum Mundial sobre Água, que irá tratar de questões ligadas ao desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos.

Na Cimeira Mundial da Alimentação, que decorreu em Roma, em Junho passado, os dirigentes mundiais renovaram o compromisso, assumido cinco anos atrás, de reduzir para metade o número de pessoas com fome no mundo, até 2015. Não temos tempo a perder, se quisermos alcançar essa meta, que é também um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio acordados pelos líderes mundiais em Setembro de 2000.

Neste Dia Mundial da Alimentação, decidamos cumprir essa promessa. Mostremo-nos mais determinados a utilizar a água de uma maneira prudente e responsável, para bem dos nossos filhos e dos nossos netos.

16 DE OUTUBRO  VEJAM E PENSEM NISSO!

O Dia Mundial da Alimentação relembra-nos todos nos anos que, num mundo de abundância, milhões de pessoas passam fome diariamente.

Uma década depois que os dirigentes mundiais, reunidos na Cúpula Mundial sobre a Alimentação, terem se comprometido a reduzir, até 2015, o número de pessoas que sofrem de desnutrição crônica, muito continua por fazer. Mais de 850 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome crônica. Vários milhões mais sofrem de cegueira, deficiências de crescimento e outras doenças, em conseqüência da falta de nutrição adequada. As crianças constituem uma parte considerável dos que sofrem de desnutrição. Num mundo que tem meios para alimentar todos, é inaceitável que este sofrimento persista.

Este ano, o tema do Dia Mundial da Alimentação, ¡§Investir na agricultura para garantir a segurança alimentar¡¨, faz ressaltar a necessidade de contar com mais recursos para se lutar contra a fome. Nas últimas duas décadas, houve uma diminuição contínua do nível da ajuda externa à agricultura. Muitos países, incluindo os mais necessitados, não atribuíram recursos suficientes ao desenvolvimento agrícola e rural.

è preciso inverter esta tendência e canalizar mais recursos públicos e privados para a agricultura. Estes investimentos não devem limitar-se a infra-estrutura e a sistemas de irrigação, devendo antes abranger objetivos de desenvolvimento humano mais amplos, em particular a educação de mulheres e moças, em zonas rurais, uma vez que elas constituem a espinha dorsal da maioria das economias agrárias.

O mundo dispõe dos recursos e conhecimentos práticos necessários para que a fome se torne uma história do passado. O que precisamos é de determinação. Neste Dia Mundial da Alimentação, renovemos o nosso compromisso de conjugar esforços para que chegue o dia em que nenhum homem, mulher ou criança, se deite com fome. Decidamo-nos a ganhar, de uma vez por todas, a luta contra a fome.

Centro Regional de Informação da ONU em Bruxelas 
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15 DE OUTUBRO

DIA DO PROFESSOR

"O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência".
(Henry Adams)

EM LOUVOR AO MESTRE

Assimilar tudo que emana do mestre, porque é através dele que nasce e floresce o ideal e se desenvolve a cultura, como complemento da educação inicial da vida.

A humanidade inteira tem carências de bons professores, que não se limitam apenas a transmitir conhecimentos, acontecimentos históricos, fórmulas matemáticas ou as maravilhas do pensamento humano, envoltos em embalagens concentradas.

O papel do educador é muito mais amplo e precioso e por isso mesmo deve acompanhar o desenvolvimento intelectual do educando nas suas primeiras experiências contra as barreiras do mundo. Partindo da educação inicial, ministrada no primário, deve o professor encontrar meios para incutir na mente do aluno o gosto pelas matérias que o acompanharão durante sua existência. Das quais depende seu futuro. Inicia-se daí para a frente um aprendizado gradativo que tanto mais fervoroso será, quanto for marcante a personalidade e o caráter do mestre. O dia do professor não deve ser lembrado apenas no dia 15 de outubro.

Mas, deve ser revivido a cada encontro cotidiano. Cada vez que o professor entra na sala de aula deve ser motivo de grande satisfação, pois é por seu intermédio que se pretende alcançar a sabedoria. Cada dia, cada hora deve ser uma consagração ao esforço do professor. Enfrentando intempéries, incompreensões, baixos salários e desajustes vários, o professor desempenha o seu papel de relevante importância, ensinando, formando caráter e aprimorando personalidades; seja nos bancos do Jardim da Infância ou nos anfiteatros das respeitadas faculdades. Contribuir para a formação do caráter do jovem, que alça vôo em direção ao seu ideal é uma tarefa que enaltece o mestre e o faz responsável pelo sucesso da pessoa, formada sob a inspiração dos seus conhecimentos.

Nunca a civilização necessitou tanto de professores capacitados, inteligentes e ecléticos como no presente momento da tecnologia de ponta; cujas exigências são constante desafio para todos. Tanto no campo intelectual, como no que se relaciona com a formação da personalidade do aluno. Mestres, ensinai aos vossos alunos que toda luta em favor de um ideal é uma luta santa.

Que eles pensem com os corações repletos de desejos, para formação de uma personalidade forte e que busquem nas dobras de um futuro nebuloso as auroras iluminadas do saber. Fazei ver aos vossos alunos que o ideal é um impulso natural do espírito em busca da perfeição e que evoluir é ilustrar-se sempre mais em torno dos infinitos possíveis que nos cercam o tempo todo.

Mostrai aos que recebem vossos ensinamentos que viver sem ideal definido, é percorrer caminhos em círculos, onde o saber não poderá alicerçar-se nem dar frutos. Mestres. Vós sois os faróis luminosos que conduzem as mentes ainda não abertas, à cultura e à perfeição do saber. Forjai com vossa sapiência homens extraordinários e de talentos invejáveis.

Homens que busquem na perfeição dos seus conhecimentos, alcançarem a glória dos primeiros lugares. Homens que possam comover-se diante de um pôr-do-sol, que vibrem ao ouvir os versos do poeta, que se contagiem com os feitos soberbos e valiosos dos abnegados cientistas, que bendigam os que chegaram à santidade.

Que assimilem os ensinamentos dos sábios e que penetrem na profunda filosofia dos notáveis pensadores. Parabéns, querido professor pelos conhecimentos transmitidos por seu intermédio. Quer você seja um ás da retórica, ou um simples mestre de qualquer obscuro povoado do interior. Importa, tão-somente, que ao seu lado possam os alunos receber as luzes do coração de mestre, como um farol nas trevas.

Rivaldo Cavalcante

MAS O QUE É A ESCOLA?

A escola não é ilha isolada no oceano social. Não é lugar para guardar crianças, ou reformá-las, embora possa ajudar, orientar e até alimentar. A escola não é paraíso na terra. Nem o inferno entre nós. Nem o purgatório. A escola não está aí por acaso. Dizia-me uma professora nordestina, com muita experiência de vida e muito conhecimento da realidade: "A escola salvará a sociedade se a sociedade salvar a escola".

Os professores, na escola, não são mágicos, não são heróis (embora heroísmo não falte a muitos deles), não são gênios (muito menos da lâmpada...), não são mercenários, não são santos, não são famosos, não são poucos, não são suficientes, não são muitos, não são o que pensamos que são.

Os professores são pessoas cuja profissão é ajudar na humanização de outras pessoas, os alunos. E que, por isso, devem ser tratados não como funcionários apenas, ou técnicos, ou "aplicadores" de conteúdos apostilados. Devem ser compreendidos e tratados como seres humanos livres, críticos e criativos. Como profissionais que ocupam um lugar único na vida social, profissionais de quem muito se espera.

Cabe aos professores avaliarem os alunos. Avaliação não é punição. Não é acusação. Não é vingança. Não é fatalismo. Não é perseguição. Não é condescendência, tampouco. Tampouco é um fechar os olhos para lacunas e preguiças.

Cabe aos pais acompanharem os filhos. Conversar com os filhos sobre a escola. Conversar com a escola sobre os filhos. Conversarem pai e mãe entre si sobre a escola que os filhos freqüentam. Seja escola pública ou privada. Cabe aos alunos entenderem a escola. Cuidarem dela. Defendê-la. A escola não é apenas um espaço físico. A escola não é ponto de tráfico de drogas. A escola não é a sede do tédio. A escola não é escola de samba. Não é apenas lugar de encontro. Mas o que é a escola mesmo? A escola não é uma idéia vaga. Não é um lugar onde haja ou não vagas. A escola não é vagão de trem onde entramos e do qual saímos quando chega a próxima estação. A escola não é a sua quadra de esportes (abandonada ou ampliada), não é um conjunto de salas de aula (sufocantes ou arejadas), não são suas paredes (sujas ou limpas), janelas (abertas ou fechadas), portas (com cadeados ou não), armários (vazios ou cheios), escadas (perigosas ou seguras), computadores (novos ou obsoletos), bibliotecas (reais ou fictícias).

A escola não é o que vemos. A escola não é arquivo morto. A escola não é cabide de empregos. Não é moeda de troca política. Não é campo de batalha. Não é um curso de idiomas. Não é empresa competitiva. A escola não é clube, não é feira, não é igreja, não é partido. Mas então o que é a escola? E sabe a escola nos dizer o que ela é, a que veio, para que existe? Alguém sabe?

A escola é um problema insolúvel. A escola é uma probabilidade. A escola é uma experiência. A escola é uma esperança.

Gabriel Perissé 

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O QUE É FECUNDAÇÃO

Elisa Martins 

A fecundação (ou fertilização) marca o início do desenvolvimento, de todo ser humano. Quando o zigoto, que é uma célula totipotente (que tem capacidade de se dividir e se transformar em qualquer outra célula – são as células tronco), se forma, se forma também um indivíduo único graças aos cromossomos e à carga genética que eles carregam.



Fecundação 
: se o ovócito não for fertilizado na tuba uterina, ele segue lentamente em direção ao útero, onde se degenera e é reabsorvido pelo organismo. Existem sinais químicos que atraem os espermatozóides para o óvulo. Estes sinais são secretados pelo ovócito e por todas as células foliculares circundantes, este processo é conhecido como quimiotaxia dos espermatozóides.

O processo de fertilização é um complexo sequencial de eventos moleculares coordenados que tem início no exato instante do contato do espermatozóide com um ovócito e tem o fim com o produto (zigoto) da união dos  cromossomas maternos e paternos, formando um  embrião unicelular, durando cerca de 24 horas o processo todo. As alterações que podem ocorrer em qualquer estágio da sequencia destes eventos podem causar a morte dos zigotos.

Fases da Fertilização

1) Passagem do espermatozóide através da corona radiata:

Acredita-se que a enzima hialuronidase, liberada do acrossoma do espermatozóide, é responsável pela dispersão das células foliculares da corona radiata. Mas não é só isso que facilita a passagem, os movimentos da cauda do espermatozóide junto às enzimas da mucosa tubária também contribuem bastante.

2) Penetração da zona pelúcida:
Esta é uma fase importante para o início da fertilização. É provável que as enzimas esterases, acrosina e neuraminidase, também liberadas pelo acrossoma, causem o rompimento da zona pelúcida, agindo como facilitador da chegada do espermatozóide ao ovócito. Assim que este penetra a zona pelúcida, ocorre a reação zonal, uma mudança que torna esta zona impermeável a outros espermatozóides. A composição desta cobertura é feita por glicoproteínas extracelularmente e muda após a fertilização. Alguns estudiosos acreditam que a reação zonal seja o resultado da ação das enzimas lisossomais liberadas por grânulos corticais.

fecundacao

3) Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e espermatozóides:

Nesta fase estas membranas se unem e se rompem no exato lugar onde se uniram. A cabeça e a cauda do espermatozóide entram no ovócito, mas a membrana plasmática do espermatozóide fica de fora.

4) Término da segunda divisão meiótica e formação do pronúcleo feminino:

Quando o espermatozóide penetra o ovócito, ele o estimula a completar a segunda divisão meiótica, resultando num ovócito maduro e num segundo corpo polar. A partir disso, há a condensação dos cromossomos maternos e o núcleo já maduro do ovócito evolui para um pronúcleo feminino.

5) Formação do pronúcleo masculino:

O núcleo do espermatozóide aumenta no interior do citoplasma do ovócito com objetivo de compor o pronúcleo masculino e a cauda, então, sofre degeneração. Enquanto acontece o crescimento dos pronúcleos, que são indistinguíveis morfologicamente, eles replicam seu DNA. O ovócito que contém dois pronúcleos haplóides é chamado de oótide.

6) Formação do zigoto:

Logo que os pronúcleos se juntam em um conjunto único e diplóide, a oótide se transforma em um zigoto. Os cromossomos neste zigoto arranjam-se em um fuso de clivagem, preparando-se para a divisão que irá sofrer. Esta estrutura é geneticamente única, já que metade dos seus cromossomos vem da mãe e a outra metade do pai, formando assim uma nova combinação cromossômica, diferente da contida nas células dos pais. Este fato forma a base da herança biparental e, consequentemente, da variação da espécie humana.
Para que surja um novo indivíduo, os gametas fundem-se aos pares, um masculino e outro feminino, que possuem papéis diferentes na formação do descendente. Essa fusão é a fecundação ou fertilização.

Ambos trazem a mesma quantidade haplóide de cromossomos, mas apenas os gametas femininos possuem nutrientes, que alimentam o embrião durante o seu desenvolvimento. Por sua vez, apenas os gametas masculinos são móveis, responsáveis pelo encontro que pode acontecer no meio externo (fecundação externa) ou dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Excetuando-se muitos dos artrópodes, os répteis, as aves e os mamíferos, todos os outros animais possuem fecundação externa, que só acontece em meio aquático.

 

Na fecundação

Para que surja um novo indivíduo, os gametas fundem-se aos pares, um masculino e outro feminino, que possuem papéis diferentes na formação do descendente. Essa fusão é a fecundação ou fertilização.

Ambos trazem a mesma quantidade haplóide de cromossomos, mas apenas os gametas femininos possuem nutrientes, que alimentam o embrião durante o seu desenvolvimento. Por sua vez, apenas os gametas masculinos são móveis, responsáveis pelo encontro que pode acontecer no meio externo (fecundação externa) ou dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Excetuando-se muitos dos artrópodes, os répteis, as aves e os mamíferos, todos os outros animais possuem fecundação externa, que só acontece em meio aquático.

 



Quando a fecundação é externa, tanto os machos quanto as fêmeas produzem gametas em grande quantidade, para compensar a perda que esse ambiente ocasiona. Muitos gametas são levados pelas águas ou servem de alimentos para outros animais. Nos animais dotados de fecundação interna, as fêmeas produzem apenas um ou alguns gametas por vez, e eles encontram-se protegidos dentro do sistema reprodutor.

Além da membrana plasmática, o óvulo possui outro revestimento mais externo, a membrana vitelínica. Quando um espermatozóide faz contato com a membrana vitelínica, a membrana do acrossomo funde-se à membrana do espermatozóide (reação acrossômica), liberando as enzimas presentes no acrossomo.

As enzimas do acrossomo dissolvem a membrana vitelínica e abrem caminho para a penetração do espermatozóide. Com a fusão da membrana do espermatozóide com a membrana do óvulo, o núcleo do espermatozóide penetra no óvulo. Nesse instante, a membrana do óvulo sofre alterações químicas e elétricas, transformando-se na membrana de fertilização, que impede a penetração de outros espermatozóides.


No interior do óvulo, o núcleo do espermatozóide, agora chamado pró-núcleo masculino, funde-se com o núcleo do óvulo, o pró-núcleo feminino. Cada pró-núcleo traz um lote haplóide de cromossomos, e a fusão resulta em um lote diplóide, o zigoto. Nessa célula, metade dos cromossomos tem origem paterna e metade, origem materna.




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Além da membrana plasmática, o óvulo possui outro revestimento mais externo, a membrana vitelínica. Quando um espermatozóide faz contato com a membrana vitelínica, a membrana do acrossomo funde-se à membrana do espermatozóide (reação acrossômica), liberando as enzimas presentes no acrossomo.

As enzimas do acrossomo dissolvem a membrana vitelínica e abrem caminho para a penetração do espermatozóide. Com a fusão da membrana do espermatozóide com a membrana do óvulo, o núcleo do espermatozóide penetra no óvulo. Nesse instante, a membrana do óvulo sofre alterações químicas e elétricas, transformando-se na membrana de fertilização, que impede a penetração de outros espermatozóides.


No interior do óvulo, o núcleo do espermatozóide, agora chamado pró-núcleo masculino, funde-se com o núcleo do óvulo, o pró-núcleo feminino. Cada pró-núcleo traz um lote haplóide de cromossomos, e a fusão resulta em um lote diplóide, o zigoto. Nessa célula, metade dos cromossomos tem origem paterna e metade, origem materna.




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Dia da ovulação: 

o que é o método da arborização?

Dia da ovulação: o que é o método da arborização?

O que é o método da arborização?

O fenômeno da arborização é um método natural auxiliar para saber o período fértil de um ciclo menstrual. Ele pode ser aprendido por qualquer pessoa interessada em conhecer mais o ciclo reprodutor feminino.

Este método pode ser usado para maximizar a possibilidade de uma concepçãodesejada ou também como método contraceptivo natural, caso o desejo seja evitar uma gravidez.

Como todo método anticoncepcional, não existe certeza. Ele é um auxílio a mais para conhecer o dia daovulação.

Em que consiste este método?

Consiste na visualização em microscópio da estrutura da saliva seca ou de uma amostra do muco cervical colhida durante o período fértil. A observação de um aspecto semelhante às folhas de uma samambaia é conhecido como efeito de arborização. Este fenômeno ocorre pois os cristais dos minerais presentes na saliva ou no muco cervical no período fértil agrupam-se em forma de folhas de samambaia e podem ser visualizados ao microscópio com uma ampliação de 100 vezes. Estas alterações começam a acontecer 3 ou 4 dias antes daovulação e desaparecem 1 ou 2 dias após a ovulação.

Durante as outras fases do ciclo menstrual, apenas cristais caóticos sob a forma de areia ou grãos são observados ao microscópio. Este fenômeno natural é conhecido de pesquisadores e médicos há muito tempo mas apenas com a introdução dos mini-microscópios ele pôde ser amplamente utilizado. Hoje em dia, toda mulher em qualquer lugar e a qualquer hora pode testar em que fase do ciclo se encontra. A saliva é um fluido corporal facilmente acessível.

Como definir a estrutura nos cristais de saliva seca?

Durante a primeira fase do ciclo menstrual, os níveis de estrogênio aumentam lentamente e atingem um pico um dia antes da ovulação. Durante 1 ou 2 dias subsequentes, os níveis de estrogênio caem muito. A segunda metade do ciclo menstrual é caracterizada pela presença de outro hormônio sexual, a progesterona. Como pode ser visto na figura 1, os níveis de estrogênio mudam e são seguidos por alterações da cristalização da saliva (fenômeno da arborização).

Geralmente o primeiro padrão de cristalização aparece em torno de 5-7 dias antes da ovulação (o dia daovulação coincide com a máxima cristalização, também chamada de visualização de folhas de samambaia). Com a ajuda de um microscópio, podemos determinar qual o hormônio que está predominando e verificar o dia aproximado da ovulação.

 

Uma ampliação de 100 vezes da saliva permite uma visualização das variações que são vistas acima:

( - ) Nenhum cristal (possibilidade “zero” de concepção).

( + + ) Mais e mais “tubos” são visualizados (a possibilidade de concepção cresce).

( + + + ) Cristalização em forma de folhas de samambaia é observada ao microscópio, os cristais estão agrupados em “hastes” grossas (a ovulação começa e a possibilidade de concepção é maior e encontra-se no seu pico).

Como acompanhar as mudanças de características no ciclo menstrual?

É necessário fazer as observações diariamente no microscópio e registrar a estrutura cristalina de maneira regular em uma tabela (todos os dias por pelo menos 3 meses). O registro pode ser feito anotando em uma tabela o dia do ciclo, a data e a estrutura dos cristais.

Você estará apta a conhecer a duração do seu ciclo e a identificar o dia aproximado da ovulação (atenção, ele varia individualmente!). Baseado nas informações anotadas, mais tarde você será capaz de prever o dia da sua ovulação num ciclo em andamento assim que observar os primeiros sinais de cristalização. Você também terá informações mais detalhadas sobre o seu ciclo menstrual e será capaz de notar oportunamente os desvios de tempo que podem ocorrer.

Ovulação: o fenômeno da arborização pode ajudar a saber o dia da ovulação por um método natural alternativo

Ovulação: o fenômeno da arborização pode ajudar a saber o dia da ovulação por um método natural alternativo

O que é o ciclo menstrual?

O ciclo menstrual é constituído por variações hormonais que geram mudanças no organismo feminino. Ele começa no primeiro dia da menstruação (primeiro dia de sangramento) e vai até o dia anterior ao começo da próxima menstruação. Esta dinâmica nos hormônios sexuais causa mudanças cíclicas e repetidas no corpo.

Podemos nos concentrar nas características biológicas influenciadas por alterações hormonais para determinar a fase do ciclo menstrual feminino (fase fértil e fase infértil).

 

Quando é o período fértil?

Os protocolos médicos tradicionais mostram que o ciclo menstrual feminino dura comumente cerca de 28 dias. Podendo ser mais longo ou mais curto. Em manuais de planejamento familiar por métodos contraceptivos naturais os ciclos variam de 21 a 35 dias e são considerados normais tendo estes intervalos de tempo.

Baseado na duração de cada ciclo, aproximadamente em torno da metade do ciclo (o que acontece entre 13-15 dias – no caso de ciclos de 28 dias, em 10-12 dias no caso de ciclos de 21 dias e 17-19 dias nos casos de ciclos de 35 dias de duração) a ovulação acontece. Um folículo maduro no ovário solta um óvulo que inicia seu caminho pelas trompas de Falópio até o útero. Caso este óvulo seja fecundado por um espermatozoide, a mulher fica grávida.

Usualmente o período fértil dura de 4 a 7 dias com um pico de 1-2 dias. No entanto, numerosos fatores ambientais e do organismo feminino influenciam cada mulher individualmente e podem causar irregularidades menstruais.

Uma vez que esta fase fértil é o único período fértil da mulher, seu reconhecimento é importante tanto para uma concepção desejada, quanto para ajudar na contracepção.

 

Como saber o período fértil de um ciclo menstrual?

Os ciclos menstruais podem ser muito irregulares e o período fértil pode variar bastante. Existem também os ciclos anovulatórios, ou seja, aqueles nos quais a ovulação não ocorre por uma série de motivos diferentes.

O cálculo do período fértil baseado em calendário (tabelinha) às vezes é muito impreciso, principalmente se uma mulher tem ciclos irregulares. Consequentemente, métodos científicos baseados em fenômenos biológico-hormonais podem ser usados. Eles não garantem 100% de certeza, mas são um caminho alternativo para observar o período fértil de uma mulher.

Este método biológico-hormonal maximiza a possibilidade de uma concepção ou, em caso de evitar umagravidez, minimiza esta possibilidade. A abstinência sexual ou o uso de dispositivos contraceptivos como o condom masculino durante o período fértil diminui significativamente a possibilidade de concepção.

Monitorar as mudanças biológicas no corpo feminino ajuda a predizer os períodos férteis e inférteis do ciclo menstrual. O gráfico de temperatura corporal é o método mais frequentemente usado. Durante a primeira fase do ciclo menstrual, a temperatura basal é mais baixa e logo seguindo a ovulação esta temperatura tem um aumento discreto, mas que se mantém até o final do ciclo. Este método requer uma exatidão especial e os resultados são influenciados por vários fatores como o estado de saúde geral e o momento em que a temperatura é medida. Frequentemente os resultados não justificam as expectativas.  

Os testes que determinam os picos dos níveis de estrogênio são mais razoáveis e exatos. Antes da ovulação, junto com o aumento nos níveis de estrogênio no organismo feminino, os fluidos corporais (saliva, urina, etc.) mostram um significativo aumento de minerais. A possibilidade de identificar este aumento nos minerais usando um microscópio é um dos métodos alternativos para predizer o momento da ovulação. 

Como é o método da arborização?

A estrutura da saliva seca ou de uma amostra do muco cervical (vista em microscópio com ampliação de 100 vezes) colhida durante o período fértil, assemelha-se às folhas de uma samambaia (este fenômeno é conhecido como efeito de arborização). Este fenômeno ocorre pois os cristais dos minerais presentes na saliva ou no muco cervical no período fértil agrupam-se em forma de folhas de samambaia e podem ser visualizados ao microscópio. Ele começa a acontecer 3 ou 4 dias antes da ovulação e desaparece 1 ou 2 dias após a ovulação.

Durante as outras fases do ciclo menstrual, apenas cristais caóticos sob a forma de areia ou grãos são observados ao microscópio. Este fenômeno natural é conhecido de pesquisadores e médicos há muito tempo, mas apenas com a introdução dos mini-microscópios ele pôde ser amplamente utilizado. Hoje em dia, toda mulher em qualquer lugar e a qualquer hora pode testar em que fase do ciclo se encontra. A saliva é um fluido corporal facilmente acessível.

 

O que é preciso para utilizar este método?

É necessário adquirir um microscópio com lentes objetivas que proporcionem um aumento de 100 vezes. Um microscópio simples com 3 objetivas rotativas que permite ampliações de 100, 200 ou 300 vezes já é o suficiente. A melhor ampliação para visualizar as alterações na saliva é a de 100 vezes. Este microscópio vai ajudar na visualização do fenômeno da arborização (forma de folhas de samambaia) para saber o período fértil de uma mulher.

Para aprender a olhar as diferenças nos cristais e saber o que são grãos e o que são folhas de samambaia, é recomendável que o material seja colhido durante pelo menos uns 3 ciclos menstruais diariamente e observado ao microscópio, de preferência no mesmo horário.

Depois que a pessoa aprender a ver estas diferenças, este método pode ser usado como um auxílio para facilitar a concepção ou evitá-la.

 

Como deve ser a coleta da saliva?

O melhor horário é pela manhã em jejum, antes de escovar os dentes.  Ou duas horas após a alimentação, escovação dentária ou fumo.

Colher a saliva embaixo da língua, onde está localizada a maioria das glândulas salivares. Colocar uma gotade saliva sobre a lâmina do microscópio. Em um intervalo de 15 a 20 minutos a saliva seca, o que é suficiente para ocorrer a cristalização dos minerais. Uma pequena quantidade de saliva é suficiente para facilitar a visualização e agilizar o processo. Idealmente uma amostra sem formação de bolhas deve ser observada.

 

Qual é a exatidão do método? O que devo levar em consideração?

Lembre-se, não há 100% de certeza, pode haver erros.

O método não evita gravidez indesejada, não assegura que uma gravidez irá ocorrer, nem evita doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ele é um método auxiliar para que as mulheres possam pesquisar o período fértil de seu ciclo menstrual.

Um médico deve ser consultado para melhor orientação sobre métodos contraceptivos, planejamento familiar e prevenção de doenças venéreas, também conhecidas como DSTs.

Fonte ABC da Saúde

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Dia 08 de outubro

 Dia Nacional pelo Direito à Vida



A Vida contra o Aborto  

Dra. Marlene Nobre

A célula-ovo é considerada a nossa primeira morada e, após muitas modificações, se transforma em um ser humano multicelular. Alguns embriologistas afirmam que o zigoto e o embrião inicial são organismos humanos vivos, nos quais já estão fixadas todas as bases do individuo adulto. Com fundamento nesse conceito, figuras notáveis de obstetrícia brasileira fizeram uma declaração conjunta: "Abortamento induzido significa a eliminação de uma pessoa biologicamente viva". Estudos científicos demonstram que há uma individualidade embrio-fetal muito nítida, tanto imunológica quanto psicológica, que pode ser acompanhada, desde muito cedo, através da ultrassonogrfia. Tem-se verificado que cada feto, assim como cada recém nascido, é um ser altamente individualizado. Não é de  modo algum uma tabula rasa, como se pode supor, esperando ser moldado, exclusivamente, pelo meio ambiente. Tem vida emocional própria: experimenta prazer e desprazer, dor, tristeza, angustia ou bem-estar, e tem um relacionamento intenso com sua mãe, sendo capaz de captar seus estados emocionais e sentir quais os sentimentos de afetividade dela em relação a ele.

O embrião, portanto, não pertence a mãe, ao pai, ao juiz, à equipe médica, ao Estado. Pertence, exclusivamente, a ele mesmo, porque a vida lhe foi outorgada, é um patrimônio intrínseco, inerente a sua condição de organismo humano vivo. O feto anômalo, mesmo o portador de grave deficiência, como é o caso do anencéfalo, faz parte dessa diversidade, o texto da AMEB reconhece que a mulher ao gerar um feto deficiente, pode  precisar de ajuda psicológica. Mas uma mulher que abortar intencionalmente se encontrará em situação muito pior, carregando o complexo de culpa a carecer ainda mais de ajuda de ajuda psicológica. isto é algo que os defensores do aborto nunca comentam, mas é comum e traz muito sofrimento. Trata-se da depressão que surge, em geral, à época da menopausa, tendo como causa o complexo de culpa por aborto praticado, vários psicoterapeutas constataram a ligação muito próxima entre aborto e depressa.

 

O aborto é a expulsão de um "concepto" inviável. Esta, a denominação dada ao feto que pesa até 500 gramas e cujo comprimento máximo é de 16 cms. Embora conste da literatura médica o caso de um feto que sobreviveu com apenas 397 gramas, os dados acima são os aceites para a sua definição.
Do ponto de vista médico, há muitas classificações de aborto contudo, neste artigo, vamos apenas abordar, de forma sucinta, o aborto provocado ou intencional.
Eticamente, existem duas atitudes ante o embrião. Uma, é a de quem o considera como uma coisa, algo descartável, sem dignidade intrínseca, e do qual se pode dispor sem problemas. Esta é a idéia do "embrião-coisa", que predomina na mente das pessoas que aceitam o aborto. Um exemplo típico de quem adepta esta atitude é Molly Yard. Numa entrevista concedida à revista  - Isto É/Senhor", de 23/08/89, a então Presidente da Organização Nacional das Mulheres dos EUA, afirmou: "Num aborto praticado no primeiro trimestre de gravidez, o que se perde são algumas colheradas de células, mais nada. Aquilo não tem a menor viabilidade de vida independente fora do útero da mulher".  Esta é a visão distorcida do embrião difundida pelas militantes pró-aborto, sobretudo pelas feministas, com o objetivo de reduzir o extraordinário fenômeno da vida a um acontecimento banal, destituído de importância.
Quando se difunde a idéia de que o embrião não é senão uma "colherada de células", uma "massa informe", "aquilo",  ou algo que "pertence" à mulher, na mesma está implícita a noção de ser uma "coisa".  No entanto, cientificamente falando, nada há de mais falso.  Mas o que se pretende obter com esta depreciação é bem claro: procura-se reduzir o embrião ao estado de “coisa”, para o colocar sob a exclusiva "competência" da mãe, completamente dependente do seu organismo, a fim de dar à grávida a "autonomia"  para decidir se este vive ou morre.  Com isto tenta-se justificar o injustificável, ou seja, negar ao zigoto (a célula-ovo) e ao embrião o direito inalienável à vida.
Felizmente, há uma segunda atitude. O da personificação. O termo persona exprime o rosto humano, o aspecto irredutível da sua personalidade, "o mistério de ser o seu fim em si mesmo".  Deste modo, a pessoa tem o seu valor intrínseco, a sua dignidade ontológica, que reside no simples fato de existir. No caso do "embrião-persona", aplica-se-lhe o conceito de pessoa, embora as suas potencialidades não se tenham ainda desenvolvido. A Bioética Personalista privilegia este modelo. Neste paradigma, o embrião usufrui de um bem que lhe é concedido, outorgado: o direito à vida.
Fica, assim, claro que as atitudes de "coisificação" ou de "personificação" do embrião, vão determinar a aceitação, ou não, do aborto intencional.
à primeira vista pode parecer que as razões contrárias ao aborto provocado estejam exclusivamente ligadas a questões religiosas, mas uma reflexão mais profunda demonstrará que têm raízes na própria ciência. Vejamos qual é o verdadeiro significado do zigoto (ovo fertilizado) à luz das Ciências da Vida.
Para Moore e Persaud "o desenvolvimento humano é um processo contínuo que começa quando o ovócito de uma mulher é fertilizado por um espermatozóide de um homem. O desenvolvimento envolve muitas modificações que transformam uma única célula " o zigoto " num ser humano multicelular". Ainda segundo estes ilustres embriologistas, o zigoto e o embrião inicial, são organismos humanos vivos, nos quais já estão fixadas todas as bases do indivíduo adulto. Sendo assim, não é possível interromper qualquer ponto do continuum - zigoto, feto, criança, adulto, velho - sem causar danos irreversíveis ao bem maior que é a própria vida.
O que é um fato é que os especialistas sabem das qualidades da célula-ovo ou zigoto. Em nenhum outro momento da vida humana se vai encontrar tanto potencial dentro de uma única célula: a sua extraordinária força germinativa, o seu DNA inconfundível, o seu rico quimismo celular.   A concepção é, portanto, um instante especial da existência: a célula-ovo (zigoto) não ultrapassa os 130 micrômetros (medida de dimensionamento histológico) mas tem um aumento ponderal de dez mil vezes nas primeiras 4 semanas de desenvolvimento e semelhante velocidade não se volta a repetir nunca mais durante a existência humana.

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Dia do Nascituro  -  08 de outubro




Defenda a vida desde a sua concepção. O aborto, a lei, a ciência e a consciência, são temas palpitantes em nossos dias. Por que será? Penso que os homens se acham deuses (politeísmo e relativismo), que em muitas áreas da natureza estão se tornando estéreis, sem vida. Mas, mesmo assim, a destruição da natureza não é o mal maior. O pecado maior da sociedade atual é contra a vida humana, contra o quinto mandamento da Lei de Deus: não matar. Gostaria de ressaltar o Dia Nacional pelo Direito à Vida - que se comemora hoje. Direito à vida - a defesa da vida desde o início. A vida é defendida pelas pessoas, famílias e sociedade? Até que ponto a mulher é responsável pela vida? Em primeiro lugar é bom salientar que a natureza viva não ameaça a vida. A grande ameaça à vida provém da inteligência humana e de sua maneira de pensar. As ações humanas brotam do pensamento. Esse poder, quando perverso, é a maior ameaça à vida. A proteção da natureza pelo homem deveria ser um compromisso, um dever moral e ético a fim de melhorar a sobrevivência da humanidade. Enquanto a engenharia genética corrige defeitos da natureza, essa mesma ciência, muitas vezes, ameaça muitas formas de vida no seu início: embriões humanos assassinados, abortos de embriões e até fetos em nome da ciência e do direito da mulher sobre seu corpo.

É bom lembrar que no ato do aborto acontece uma emotividade desequilibrada de quem defende a "liberdade ilimitada" sobre o próprio corpo. A inteligência humana criou ao lado de uma finalidade beneficente uma outra maleficente, para as mesmas criaturas humanas, discriminando as que vão se desenvolver e as que vão perecer, as que vão viver e as que vão morrer. O embrião humano deveria ser tratado como um ser humano, tanto que o Código Civil cita: "O desenvolvimento do nascituro, em qualquer dos estágios... representa apenas um continuum do mesmo ser que não se modificará depois do nascimento, mas apenas cumprirá as etapas posteriores de desenvolvimento, passando de criança, adolescente e adulto" (Silmara J.A. Chinelato - professora de Direito Civil da USP). "O ovo encerra um ser humano completo, mas isso não é repassado ao público" (doutor Nathanson).


Cito o grande poeta gaúcho Mario Quintana, que em certo dia escreveu sobre o aborto, dizendo: "O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo. Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito".   

Adelmo Cechin 

Os direitos do nascituro

Nascituro é o ser já concebido, que está gerado, para nascer. O Código Civil protege as expectativas de direito do nascituro, que se confirmam se houver nascimento com vida, ou como se nunca estivesse existido.

 O Código Civil estabelece em seu artigo 2º : "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".

Assim, se um indivíduo morreu deixando esposa grávida teremos duas situações : se a criança nascer morta, o patrimônio do de cujus passará aos herdeiros deste, que podem ser seus pais; se a criança nascer viva, morrendo no segundo subseqüente, o patrimônio de seu pai pré-morto passará aos herdeiros do infante, no caso, sua mãe.

O direito, como se sabe, é um símbolo da própria expressão da vida. E tem que ser exercido, independentemente de ideologias políticas ou crenças religiosas. Podemos lembrar o que nos diz o saudoso Dante Alighier:


"O direito é uma proporção real e pessoal do homem para o homem que, servindo-a, vem servir a sociedade e corrompida corrompe essa mesma sociedade "jus est realis ac personalis hominis ad hominem proportio, quae servata servit societatem, et corrupta corrumpit".

No entanto, essa proporção real e pessoal do homem para o homem evidencia os seus direitos de vida, de conservação, de liberdade, de defesa, assegurando-lhe o direito de vir ao mundo sadio, sem traumas, sem deformações físicas, de caráter ou qualquer outro tipo, provocadas na maioria das vezes, pelas violências que a mãe sofre durante o período de gestação.

Por essas razões, os direitos do nascituro devem ser assegurados a partir de sua concepção, e por conseqüência natural a sua mãe, seu criadouro divino, para que o Estado lhe assegure o que a lei determina. Para que seu filho venha ao mundo dentro da mais perfeita normalidade.

O Código Civil não exige a permanência com vida do nascituro para início de sua personalidade, sendo sujeito de direitos e obrigações. Basta que tenha havido vida para garantia de seus direitos.

Para que se possa constatar o nascimento com vida utiliza-se da docimasia respiratória, colocando-se os pulmões do recém-nascido em água com temperatura até vinte graus centígrados para averiguar se eles flutuam, comprovando-se a respiração.

Nesta esteira, com o nascimento com vida a lei põe a salvo desde a concepção os direitos deste nascituro, tais como o direito a vida, à filiação, à integridade física, a alimentos, a assistência pré-natal, a um curador que zele pelos seus interesses em caso de incapacidade dos genitores, de receber herança, de ser contemplado com doação, a ser reconhecido como filho.

Autor : Bueno e Costanze Advogados

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Mês de SETEMBRO  

mês do Dr. Albert Schweitzer

14 janeiro 1875 - 04 setembro 1965

Johann Sebastien Bach na África – o multiculturalismo de Lambarena – Bach to Africa (An Hommage to Albert Schweitzer)

Homenagem da África para Dr. Albert Schweitzer, Sebastien Bach com coral de vozes e atabaques africanos.

          

Este disco foi feito em homenagem ao médico, teólogo, filósofo e ativista pela paz, Albert Schweitzer que, no início do século XX , foi para o Gabão e lá fundou um leprosário, onde atendia aos doentes. Chamou-o de Lambarena. Curiosamente, este médico era um famoso organista da Europa, mas decidiu deixar sua carreira para dedicar-se a seu hospital. Para ele, o respeito à vida era o mais alto princípio e em sua existência deixou marcas evidentes dessa convicção.

Pier Akendengue e Hughes de Courson foram os encarregados de fundir estas duas realidades em Lambarena: África e Europa. Akendengue pesquisou entre os grupos musicais do Gabão, para encontrar 10 agrupamentos que melhor poderiam participar do projeto. Em seguida foram 100 dias em Paris, com músicos da qualidade do brasileiro Naná Vasconcelos e outros, para finalmente criar esta pequena joia. O caráter multicultural desta obra é fascinante. Unir Jonhann Sebastien Bach e os grupos tradicionais africanos foi transformar sons humanos em divinos.

   LAMBARENA


Lambarena - Bach Goes para Africa

http://youtu.be/9sjXfkSDciI

http://youtu.be/9sjXfkSDciI

http://youtu.be/K8CfYKNm8gM

   http://youtu.be/Gt0pS0qh4-U

(Apenas um extrato. Procure – e aproveite – o disco completo).




Homenagem a Dr. Albert Schweitzer


(Albert Schweitzer - Kaysersberg,  Alsacia, ✫14/01/1875  † 04/09/1965, Lambaréné, Gabão).

"Desde a minha mocidade tive certeza de que todo pensamento levado às últimas conseqüências deve acabar no misticismo.
O silêncio da selva africana capacitou- me a formular e professar essa idéia".

Nas margens do grande rio Ogowe, na África Equatorial Francesa, fica um hospital. Não um hospital de tijolos e argamassa, como encontraríamos numa cidadezinha inglesa. Tem cerca de quarenta edifícios, uns grandes, outros pequenos, construídos sobre pilotis. As paredes são de madeira e ferro corrugado, assim como o teto é também de ferro corrugado. O grande Ogowe corre aos seus pés e para, após 175 milhas, lançar-se no oceano e atrás, lá está a floresta africana primitiva, como se fosse uma escura parede de cem pés de altura estendendo-se para o interior

 

Em torno do hospital há árvores de fruta-pão, pés de café, grandes "kapoka", laranja, limão, toranja e outra frutas.gansos galinhas, perus, patos, carneiros e cabras passeiam entre os guardas, macacos se balançam nas árvores e erram pelas varandas. Papagaios voam para todo lado, pássaros tecelões constroem seus ninhos nas palmeiras, um pelicano pousa perto, tímidos antílopes de pequeno porte, brincam por perto.

Além desses amiguinhos domésticos, a grande floresta está bem viva com seus orgulhosos animais selvagens, panteras, gorilas, coras venenosas e toda espécie de insetos, e, nos rios o hipopótamo e o crocodilo, um peixe-espada cuja espada tem uma jarda de comprimento na ponta da mandíbula, e o peixe-elétrico que pode picar um homem de modo que perdendo o uso dos membros ele se afoga.

Pode parecer um lugar estranho para um hospital. Fica-se imaginando quem viria a um hospital num lugar destes. A resposta é que quase todos os pacientes são negros, Negros africanos que sofrem de doenças terríveis das quais nada sabemos.

Seria preciso um homem corajoso para implantar um hospital nessas vizinhanças perigosas, com muito amor por seus irmãos negros, mas este homem apareceu.

 


"Se Deus envia os Espíritos para instruir os homens, é para que estes se esclareçam sobre seus deveres, é para lhes mostrarem o caminho por onde poderão abreviar suas provas e, conseguintemente apressar o seu progresso. Ora, do mesmo modo que o fruto chega à madureza, também o homem chegará à perfeição. Porém, de par com Espíritos bons, que desejam o vosso bem, há igualmente os Espíritos imperfeitos, que desejam o vosso mal. Ao passo que uns vos impelem para a frente, outros vos puxam para trás. A saber distingui-los é que deve aplicar-se toda a vossa atenção. É fácil o meio: trata-se unicamente de compreenderdes que o que vem de um Espírito bom não pode prejudicar a quem quer que seja e que tudo o que seja mal só de um mau Espírito pode provir. Se não escutardes os sábios conselhos dos Espíritos que vos querem bem, se vos ofenderdes pelas verdades, que eles vos digam, evidente é que são maus os Espíritos que vos inspiram. Só o orgulho pode impedir que vos vejais quais realmente sois. Mas, se vós mesmos não o vedes, outros o vêem por vós. De sorte que, então, sois censurados pelos homens, que de vós se riem por detrás, e pelos Espíritos."    Dr. Albert Schweitzer

 

"Estamos agora vagueando nas trevas, mas . . . estamos avançando . . . Virá outra vez um tempo em que a religião e o pensamento ético se unirão. OLHEMOS PARA A LUZ".
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Schweitzer com sua família



"A bondade constante pode realizar muito. Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade evaporem."  Dr. Albert Schweitzer


Albert Schweitzer - um místico em ação que consagrou sua vida ao serviço da humanidade. Nascido na Alsácia (14/01/1875) teve uma infância mesclada de tradições culturais e religiosas como filho de pastor evangélico. Iniciado pelo pai em lições de piano e posteriormente apaixonado pelo órgão, teve os estudos escolares acompanhados pelos tios paternos. Como toda criança teve seus períodos de divagação até encontrar o caminho do estudo/aprendizado com dedicação, colocando sentimento e a própria alma na interpretação de grandes mestres da música - Beethoven, Mendelssonh, Brahms, Mozart, Bach - que o acompanharam por toda a vida como seu grande intérprete. De temperamento inquisitivo o levou a estudar teologia e filosofia para entender os ensinamentos do Mestre Jesus - histórico e lendário. A lógica do pensamento estóico - enfrentar a realidade - era o que importava; não era a natureza do Universo ou o problema do conhecimento mas sim o enfrentar as situações comuns da vida o grande desafio. Em sua juventude acompanhou todo o evoluir para um novo estilo de vida, o progresso através de novas conquistas da ciência, o fim do século XVIII - e ao mesmo tempo sentia fadiga de tudo o que estava a usufruir; sentia-se em débito para com os que não conheciam a felicidade. Toma a decisão de dedicar a vida a fazer outras coisas mais...Seguem-se nove anos de intensos estudos de filosofia, religião e música. Viveria até os 30 anos sua própria vida. Trabalha em obras sociais, medita, estuda medicina e se prepara para o grande salto rumo continente africano . Em 1905 comunica aos amigos e à família sua decisão de ir para o Congo Francês como médico e missionário. Estava no auge da carreira quando deixa tudo para estudar medicina em Paris. Em paralelo trabalha uma de suas obras "Em busca do Jesus Histórico". Os pontos de vista religiosos divergentes criam-lhe dificuldades na aprovação de seu nome para erguer um hospital em Lambaréné, colônia de Gabão na África Equatorial Francesa. Rumores de guerra na Europa correm quando ele parte; seguindo o que os governos da França e da Alemanha fazem, ele também providencia uma reserva em ouro com a ajuda recebida para a obra que pretende realizar. Parte em 1913 com a esposa Helena Bresslau. A viagem por mar e depois pelo rio Ogowe até a estação missionária termina com uma decepção - tudo estava por fazer. Seu trabalho teve início ao ar livre atendendo centenas de pessoas doentes a chegar de todos os lados; e o dr. "Oganga" (feiticeiro) fazia mágicas com instrumentos misteriosos e brilhantes. O convívio e o aprendizado na selva com um povo de costumes muito diferentes dos costumes europeus foi mais uma lição para o médico que passa a falar como juiz, misssionário, amigo, patrão. A guerra na Europa transformou-o num prisioneiro - era alemão em terras francesas! A burocracia falava mais alto. Os nativos não entendiam o que se passava, mas passaram a sofrer as consequências sendo inclusive recrutados para a guerra. Voltou para a França como prisioneiro e posteriormente libertado podendo voltar às atividades como conferencista, teólogo, músico, professor, etc., sem esquecer sua empresa na África para onde voltou e recebeu ajuda de outros missionários que passaram a participar, pois tudo precisava ser reconstruído. A sua liderança era a melhor lei para colocar tudo em funcionamento. A mentalidade do negro nativo não entendia a filosofia do branco. O exemplo, o bom humor, a justiça, a bondade eram a melhor método para que eles aprendessem a lição contribuindo com seu trabalho para a construção de um novo hospital num local onde haveria inclusive a produção de alimentos para atender às levas de doentes que vinham de todos os lados.Sua obra foi reconhecida com o Prêmio Goethe pelo seu esforço para desenvolver uma filosofia da vida e da humanidade. Ele havia entendido as palavras - "só uma coisa é necessária" - Assumiu a posição de fazer os homens pensar, torná-los mais puros de coração, aprofundar a vida íntima das pessoas.  

"Não há heróis da ação; há somente heróis da renúncia e do sofrimento".

Vejam o video, filme da vida de Dr. Albert Schweitzer, clique no link


http://youtu.be/fbuu8IRr50g


Vídeo da filha de Dr. Albert Schweitzer,  Rhena Schweitzer,  clique no link


http://youtu.be/4DJqmQfDdwA

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TUDO PODE ACONTECER

É muito comum ouvirmos afirmações do tipo: Eu nunca pensei que isso fosse acontecer na minha família!

É claro que ninguém espera, e muito menos deseja, que um membro da família, ou um amigo, venha a se envolver com drogas.

Mas, infelizmente, isto pode acontecer. Principalmente com as proporções epidêmicas que o uso e o abuso das drogas vem atingindo no mundo inteiro, inclusive aqui, perto de nós.

O problema, muitas vezes, começa na própria família, com drogas lícitas como o álcool, o cigarro, os medicamentos e outros produtos, que aparecem entre as principais causas de morte evitáveis.

O combate pode ser feito por várias ações: a repressão ao tráfico, a redução da produção e, principalmente, pela prevenção, reduzindo o consumo e evitando que as pessoas comecem a consumir. É a ação mais eficaz, sem dúvida, e pode ser praticada por todos nós.

COMO AJUDAR OS FILHOS?

  • Afeto: Manifestações de carinho e amor são sempre bem vindas. Abrace, beije, incentive os filhos, mesmo em público. Fortaleça os vínculos entre os membros da família, incentivando o clima de afetividade, sinceridade e companheirismo entre todos.
  • Ambiente: Reduza a influência negativa que possa vir de outros grupos. Faça com que o ambiente familiar seja atrativo e aconchegante. Faça com que seu filho se sinta bem em sua própria casa.
  • Diálogo: Ache tempo para conversas e consultas freqüentes sobre qualquer assunto. Reserve um tempo especial para cada membro da família. Mantenha em casa um clima de diálogo franco e aberto. Converse com seus filhos sobre o consumo de álcool e de outras drogas, mas também sobre demais assuntos que fazem parte de seus interesses.
  • Exemplo: Álcool e cigarro são drogas lícitas, mas evite consumi-las, se não quiser estimular os filhos a fazer o mesmo. Viva o que você recomenda aos seus filhos. Mesmo que os contestem ou questionem, terão nos pais os melhores exemplos e guias.
  • Liberdade: Mais autonomia significa maior capacidade de decisão. Incentive a responsabilidade de cada um. Respeite os valores e os sentimentos de seu filho. Evite criticá-lo o tempo todo.
  • Modelo: Cuide para que a relação com os filhos seja fundamentada na confiança e no respeito. Isso cria um modelo de comportamento para eles. Os jovens precisam de bons modelos.
  • Ocupação: Encoraje as atividades criativas e saudáveis de seus filhos, ajude-os a lidar com as pessoas de seu meio, motive-os a tomar decisões, ensine-os a assumir responsabilidades e estimule-os a desenvolver valores fortes e o senso crítico diante das mais diferentes situações, inclusive das drogas.
  • Participação: Tome decisões em conjunto, assim todos percebem que suas opiniões e pontos de vista são respeitados.
  • Presença: Reforce as relações familiares, participe mais das atividades dos filhos. Cresça com seus filhos.
  • Prevenção: Explique sempre aos filhos quais são os riscos do uso de drogas. Ensine-os a não experimentá-las.
  • Princípios: Evidencie os princípios espirituais, em contraposição aos valores materiais.
  • Regras claras: Imponha limites. Quando fizer alguma proibição, não deixe dúvida sobre suas razões. O amor de pai e de mãe precisa ser exigente. Esse amor acompanha, coloca limites, exige comportamentos, orienta respostas, deixa as regras claras e alerta para os sinais de fraqueza. Confie em seus filhos.

EDUCANDO COM VALORES

A educação dos filhos é uma das tarefas mais importantes que podemos realizar, mas é também aquela para a qual menos nos preparamos. Quase todos aprendemos a ser pais seguindo o exemplo que nos deram nossos próprios pais.

Hoje em dia, a extensão do uso do álcool e de outras drogas a nossos filhos, famílias e comunidades tem uma força que era desconhecida até 30 ou 40 anos. Sinceramente, somos muitos os que necessitamos de ajuda para enfrentarmos esta temível ameaça à saúde e ao bem estar de nossos filhos. Por sorte, também temos mais informações sobre o que funciona para prevenir que estes usem drogas.

Como pais, podemos utilizar este progresso em benefício de nossa família.

ENSINANDO PRINCÍPIOS UNIVERSAIS

Cada família tem suas expectativas de conduta que vêm determinadas pelos princípios. Com muita freqüência são estes princípios que ajudam nossos filhos a decidir que não tomarão álcool nem outras drogas.

Os princípios sociais, familiares e religiosos são os que dão aos jovens os motivos para dizer “não” e os que os ajudam a manter sua decisão.

Provavelmente, você já sabia disto e, certamente, já o havia posto em prática em sua casa. Mas não será demais examinar nossas ações como pais. Algumas maneiras que ajudam a clarear os princípios familiares:

  • Comunicar os princípios abertamente. Falar sobre a razão da importância de princípios como a honestidade, a fidelidade, a integridade, a confiança em si mesmo e a responsabilidade, assim como da utilidade que eles tem para ajudar seus filhos a tomar decisões corretas.
  • Ensine a seus filhos que cada decisão se baseia em uma decisão anterior, tomada quando se está formando o caráter, pelo que uma boa decisão faz com que seja mais fácil tomar a seguinte. Somos o resultado das escolhas que fizemos em nosso passado.
  • Reconheça como afeta suas ações o desenvolvimento dos princípios de seus filhos. Os filhos copiam a conduta dos pais. Se os pais fumam os filhos tem mais possibilidades de converter-se em fumantes. Trate de avaliar como você usa o fumo, o álcool, os remédios receitados e inclusive os que se compram sem receita. Considere que com suas atitudes e atos pode estar contribuindo à formação da decisão de seus filhos de tomar, ou não, álcool e outras drogas.

Isto não significa que, se você costuma beber um pouco de vinho nas refeições, ou a tomar ocasionalmente uma cerveja, precisa deixar de fazê-lo. Os filhos podem entender e aceitar que haja diferenças entre o que podem fazer os adultos, legal e responsavelmente, e o que se torna apropriado e legal para eles.

Deve manter, no entanto, esta distinção com toda clareza. A este respeito, seus filhos não devem intervir em absoluto: não devem preparar seu copo nem trazer-lhe a cerveja. E por mais inofensivo que pareça, não permita que provem uns goles.

Muitos de nós fazemos algumas coisas sem pensar no que significam. É algo normal. Porém, se queremos transmitir a nossos filhos a mensagem correta, convém que sejamos precavidos ante determinadas condutas.

Nilo Momm

A importância do diálogo

entre pais e filhos

A importância da família na educação dos filhos é fundamental. Pesquisa recente nos EUA na Universidade de San Diego, Califórnia, confirma, mais uma vez, esse grande impacto positivo. Crianças e adolescentes que têm uma refeição diária ou um momento diário para diálogos e interação familiar amistosa podem ter diminuídas em até 80% as chances de se envolverem em atos de violência, agressões, drogas e prostituição. Isso é fantástico e precisa ser cultivado. A família é o primeiro grupo social da criança e atitudes de carinho, atenção e estimulação sensório-motor são fundamentais para o desenvolvimento infantil saudável em todos os aspectos: afetivo, psicomotor, sentimental, comunicacional, fala e cognitivo. É exatamente nessa primeira fase do desenvolvimento infantil até a pré-escola que se processam as maiores de decisivas transformações no cérebro e no comportamento. Grandes traumas ou grandes problemas de saúde podem originar graves problemas na vida adulta. É importante que os pais saibam da importância que eles têm na criação desse repertório comportamental básico dos seus filhos.

Desde o nascimento e certamente por toda a vida, os pais são elementos de suma importância para os filhos: exemplo, compromisso, e atenção constante são fundamentais para a formação de qualidade dos filhos. A velha e verdadeira "educação de berço" ainda é atual e importante: Dessa forma, assumir com responsabilidade e compromisso a educação dos filhos deve ser uma prioridade para os pais. Acho até que deveria existir um pequeno curso para ser pai e mãe.

Talvez seja essa a nossa tarefa mais complexa na vida- educar bem os nossos filhos. Será que todos os pais estão preparados para essa missão, principalmente na sociedade atual com graves problemas sociais e uma verdadeira revolução nos costumes, nos valores e nas atitudes? Consumismo exacerbado, alta competitividade profissional, inclusão cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, luta da mulher pela divisão do trabalho doméstico, revolução tecnológica com tantos atrativos, que podem induzir a equívocos e desvios, a precoce escolarização da criança e as tantas atividades extracurriculares a que são submetidas. É um tema abordado pelos psicólogos no mundo inteiro. Até que ponto o excesso de cobrança da criança, principalmente na pré-escola e na escolarização precoce podem afetar negativamente o seu desenvolvimento?

Faz sucesso nos EUA um importante documentário feito por uma mãe e advogada Vicki Abeles intitulado Race to Nowhere (Corrida para lugar nenhum), que questiona e faz fortes críticas à cultura da "alta performance" que impera nos subúrbios de classe média alta dos EUA. Segundo dados desse documentário, ao longo das últimas décadas a corrida da população endinheirada para colocar os seus filhos numa universidade de elite cresceu mais do que a oferta de vagas e o resultado é uma competição acirrada com altas cobranças de excelência em notas e múltiplas atividades extracurriculares para entrar na Harvard por exemplo. Lá as boas universidades são caríssimas. Ela chama atenção para os riscos de doenças psicossomáticas, evasão escolar, envolvimento com drogas, agressões, depressão e até suicídio. Com certeza é um importante alerta para todos os pais e, embora seja uma realidade nos EUA, sentimos que essa tendência de "alta performance" existe também no Brasil e no mundo todo, principalmente a precoce escolarização e as múltiplas atividades extracurriculares. Diante de tantas cobranças, ainda existe espaço para as crianças brincarem livremente? Será que não estamos impondo uma agenda muito apertada aos nossos filhos e que essa escolarização precoce também não "esconderia" certo comodismo dos pais ao transferir a responsabilidade da educação dos filhos à escola?

Uma excelente reflexão para esse início de ano letivo. Educação de qualidade na família e na escola, mas dentro dos limites.

Fonte:  da autoria de Vivina de C. Rios Balbino

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Dia 29 de agosto dia nacional do combate  ao fumo:

Diga não ao cigarro! 

Fumar causa câncer de boca?


Ana Claudia Izidoro


O tabagismo realmente tem  relação com o câncer de boca?


Sim. O hábito de fumar tabaco é considerado um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Aproximadamente 90% dos pacientes com câncer de boca são fumantes. Muitas evidências clínicas mostram que fumantes têm duas a três vezes mais chances de desenvolver câncer de boca que a população em geral.


Como o câncer de boca se  manifesta?

O câncer de boca pode se manifestar de várias formas:

- pequenas feridas ou úlceras indolores que não cicatrizam em 15 dias ou mais;

- manchas brancas, manchas vermelhas ou a combinação de áreas vermelhas e brancas;

- crescimentos teciduais: formações de aumento de volume: nódulos ("caroços") ou verrugas.


Quais são as outras causas do câncer de boca? O tabagismo é a principal causa?

Sabe-se que o câncer de boca é uma doença multifatorial. Nenhum agente ou fator etiológico único tem sido claramente definido ou aceito, acreditando-se que seja necessária uma combinação de fatores internos (próprios do indivíduo) e de fatores externos para produzir o câncer de boca (co-carcinogênese).

Entre os fatores internos, estão a predisposição genética e o estado nutricional do paciente. Os fatores externos são os hábitos nocivos como tabagismo e alcoolismo, doenças infecciosas como a sífilis e, no caso do câncer do lábio, a exposição crônica a luz solar.

O tabagismo é o principal fator de risco para diversos tipos de câncer, incluindo o câncer de boca.


Quais são os sintomas do  câncer de boca?

A ausência de dor ou outros sintomas nos estágios iniciais é o que mais dificulta o diagnóstico precoce do câncer de boca. As lesões iniciais são em sua grande maioria assintomáticas e passam despercebidas pelo paciente, que só tem sintomas importantes em estágios mais avançados, após meses de desenvolvimento da doença.

Quais são os sintomas do câncer de boca em estágio avançado?

Com a invasão do tumor pode haver dor, destruição do osso subjacente, perdas dentárias, sialorréia (excesso de saliva), trismo (dificuldade de abrir a boca), sangramento, dificuldade para falar, mastigar ou engolir, linfoadenopatia cervical e emagrecimento.


Como deve ser feito o  autoexame da boca?

O autoexame deve ser feito pelo menos uma vez por mês. Antes de executar o autoexame, deve-se escovar bem os dentes e lavar bem a boca, retirar próteses e aparelhos removíveis.

Procure um local bem iluminado, e de frente para um espelho examine com cuidado:

1. Face: observe seu rosto no espelho. Verifique a presença de manchas na peleaumentos de volumeferidas ou outras alterações não observadas antes. Observe também o pescoço, se há nódulos ou caroços;

2. Lábios: observe o contorno dos lábios. Com os dedos, puxe o lábio inferior para baixo e examine sua parte interna apalpando-o. Faça o mesmo com o lábio superior;

3. Língua: com a língua para fora da boca observe sua parte superior, depois levante a língua até o palato ("céu da boca") e observe a parte inferior. As laterais também devem ser cuidadosamente examinadas, puxando a ponta da língua para a esquerda e para direita;

4. Assoalho da boca: introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo, procurando sentir todo assoalho da boca;

5. Gengivas: procure alterações de cor ou volume;

6. Bochechas: abra bem a boca e com o auxílio do dedo indicador estique bem a bochecha para visualizar melhor a parte interna da mesma. Repita a operação do outro lado

7. Palato: incline a cabeça para trás e, abrindo a boca o máximo possível, examine o palato.

8. Garganta: ponha a língua para fora, diga “A, A, A, ...” e observe a garganta.

O que você deve procurar: manchas brancas, vermelhas, escuras, feridas, dentes amolecidos, caroços ou alterações da normalidade.

Percebendo qualquer alteração procure imediatamente um Cirurgião-Dentista.


Pessoas que fumam “socialmente” e as que fumam diariamente tem a mesma chance de desenvolver o câncer bucal? Ou as pessoas que fumam menos tem menos chance de ter este mal?

O risco de desenvolver câncer depende de vários fatores, mas com relação ao tabagismo, já está estabelecido que o risco é dose-dependente e tempo-dependente, ou seja, aumenta de acordo com o número de cigarros consumidos por dia e o tempo (anos) de duração do vício.

Pessoas que fumam 40 cigarros por dia têm 5 vezes mais chances de desenvolver câncer de boca que as não-fumantes, já os que fumam 80cigarros por dia tem 17 vezes mais chances de desenvolver a doença.

Mas não devemos esquecer que o desenvolvimento da doença depende também do indívíduo.


Fumantes passivos podem ter câncer de boca devido ao tabaco?

Os fumantes passivos absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras centenas de substâncias da mesma forma que os fumantes, embora em menor quantidade. A quantidade de tóxicos absorvidos depende da extensão e da intensidade da exposição, além da qualidade da ventilação do ambiente onde se encontra a pessoa.

Entre as consequências do fumo passivo em crianças estão: maior risco de doenças infecciosas do trato respiratório como bronquite e alergias, otite média, asma, doenças cardiovasculares, distúrbios de comportamento e do desenvolvimento neurológico e câncer, principalmente do pulmão. Todos estes efeitos são muito semelhantes aos descritos em adultos, mas as crianças são mais suscetíveis à toxicidade da fumaça do cigarro por serem imaturos em sua constituição.

A associação do fumo passivo com o câncer de boca ainda não está comprovada. Entre os pacientes não-fumantes que apresentam a doença, a maioria é do sexo femininomuito jovem e que possui algum tipo de mutação em genes supressores tumorais como o p53.


Os riscos do câncer de boca aumentam quando o tabagista é também alcoólatra?

Sim. A combinação do álcool com o tabaco aumenta o risco para o câncer bucal. Esta relação também depende das doses e do tempo de uso. A evidência indireta do papel do álcool no desenvolvimento do câncer de boca baseia-se no fato que aproximadamente 1/3 dos pacientes homens com câncer de boca é alcoólatra.

As deficiências nutricionais associadas ao alcoolismo também podem contribuir para o risco aumentado de desenvolvimento de câncer de boca.


Qual é o grupo com mais incidência de câncer de boca?

Homens, com idade acima dos 40 anos, tabagistas, etilistas, e com má higiene bucal.

Em relação ao câncer de lábio, o perfil dos pacientes é semelhante, porém a grande maioria (70%) é de homens de pele clara que trabalha em atividades ao ar livre, expostos ao sol sem proteção.


A incidência de câncer de boca aumenta conforme o tabaco consumido, como cachimbos e narguilés? Ou a incidência é a mesma, independente do tabaco?

Sim, a incidência também varia de acordo com o tipo de tabaco. Todas as formas de utilização do tabaco liberam nicotina para o meio e seus usuários tem, de forma significativa, risco aumentado para o câncer de boca, porém esse risco varia de acordo com o tipo de fumo.

As formas mais utilizadas liberam fumaça e afetam não só o fumante, mas todos que o cercam. São exemplos os cigarros, charutos, cachimbos e narguilés. Um charuto de tamanho médio equivale em quantidade de tabaco a 70 cigarros, sendo mais carcinogênico.

O consumo de charutos e cachimbos vem diminuindo ao longo dos anos, por outro lado, o consumo do narguilé, uma espécie de cachimbo d’água, tem aumentado nos países ocidentais, e virou moda no Brasil. Essa modalidade de consumo de tabaco também faz mal à saúde. A composição do tabaco utilizado não é padronizada, a quantidade de nicotina consumida é maior, e, além disso, o usuário do narguilé acaba consumindo outras substâncias tóxicas liberadas na queima do carvão, como nitrosaninas, hidrocarbonetos e metais pesados, elementos altamente cancerígenos. Em uma sessão de uma hora o fumante de narguilé inala a mesma quantidade de fumaça que um fumante de cigarros inalaria se consumisse 100 ou mais cigarros.

O tabaco que não produz fumaça pode ser encontrado em preparações para ser mascado ou para ser absorvido pela mucosa oral ou nasal (rapé). No Brasil esse tipo de consumo ainda é muito comum em áreas rurais.

Nos Estados Unidos, a indústria de tabaco promove o consumo de tabaco sem fumaça, tendo até atletas de baseball como garotos-propaganda. Porém, uso de produtos de tabaco sem fumaça aumenta o risco a várias doenças da boca, incluindo a leucoplasia, doença periodontal, perda óssea e de dentes, abrasão de dentes, e o câncer de boca.


Próteses e bordas cortantes podem causar lesões que podem induzir a um tumor bucal?

Não existem estudos conclusivos de que o trauma crônico causado por próteses mal-adaptadas ou bordas cortantes possa induzir a formação de um tumor. No entanto, as lesões causadas por dentes quebrados ou próteses mal-adaptadas podem estar associadas a lesões pré-malignas ou malignas, mascarando-as e dificultando o diagnóstico precoce do câncer de boca. Portanto essas lesões devem ser evitadas ou tratadas pelo Cirurgião-Dentista, o mais cedo possível.

A natureza da relação com as variáveis dentais é difícil de ser comprovada, pois existe uma sobreposição com outros hábitos de vida que são determinantes, como álcool, tabaco, dieta, bem como condições sócio-econômicas e culturais.


Como o hábito de fumar pode afetar a boca e os dentes?

O fumo causa doença periodontal podendo levar à perda dos dentes, manchas escuras nos dentes e na boca, mau hálito, prejudica a cicatrização de feridas e a osteointegração de implantes dentários. Além disso, está associado ao desenvolvimento de doenças pré-malignas e malignas da boca.


Qual é o tratamento do câncer de boca? É um câncer letal?

O tipo de tratamento recomendado depende da origem do câncer e de sua fase de desenvolvimento. Os tratamentos mais comuns para o câncer de boca são cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Se câncer é descoberto em uma fase mais precoce, as chances de tratamento com sucesso são muito maiores. Os tumores no estágio I e II são aqueles onde o câncer é menor que 4 centímetros em seu maior diâmetro, e não se disseminou para os linfonodos. Os cânceres de boca nesta fase podem ser tratados com uma boa chance de cura, usando cirurgia ou radioterapia. Tumores nos estágios III e IV são cânceres que estão mais avançados, são grandes, envolvem mais de uma parte da boca, ou se disseminaram para um linfónodo. Estes cânceres normalmente são tratados com cirurgia mais extensa, radioterapia, quimioterapia, ou radio e quimioterapia combinadas.

A recuperação dos tratamentos do câncer de boca também pode incluir a reabilitação para recuperar a habilidade de falar e de comer, como também uma cirurgia estética se uma cirurgia mais extensa foi feita.

O câncer de boca pode matar! A maioria dos casos não é letal, porém a sobrevida do paciente dependerá do estadiamento da lesão no momento do diagnóstico e da saúde geral do paciente.


Como evitar o câncer bucal?

1. Evitando os hábitos que aumentam o risco de desenvolver a doença, como fumo, álcool, má-alimentação e má higiene bucal;

2. Ter uma alimentação saudável consumindo frutas, legumes e verduras;

3. Realizar o autoexame mensalmente;

4. Consultar um Cirurgião-Dentista regularmente.


Ao parar de fumar, os dentes e a boca continuam com as consequências do fumo, como dentes amarelos e mau-hálito, por quanto tempo?

Alguns danos causados pelo cigarro podem ser facilmente revertidos com procedimentos odontológicos, como limpeza profissional em consultório, restaurações e clareamento dental, porém se houver doença periodontal o tratamento se torna mais difícil. A melhora da halitose irá depender também da condição bucal do paciente.

Estudos mostram que fumantes tem mais cálculo, mais perda óssea severa e mais bolsas profundas entre os dentes e gengivas quando comparados a não-fumantes, além de ter o processo de cicatrização mais lento. Cerca de um ano após a interrupção do tabagismo, a gengiva perde a aparência fibrótica e espessada e assume uma anatomia normal. A essa altura, o estado periodontal parece estabilizar-se e para a maioria dos pacientes.

Somente após 10 anos de cessação do vício, o paciente terá o mesmo risco de desenvolver doença periodontal do que quem nunca fumou.

A cessação do fumo leva a redução de 50% do risco de desenvolver câncer de boca em 3 a 5 anos e retorna ao nível normal após de 10 anos de cessação.


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Fumar na menopausa pode 
aumentar risco de câncer e diabetes

Fonte: Minha Vida

Mulheres mais velhas que fumam produzem níveis maiores de hormônios sexuais do que as mulheres não fumantes, o que pode aumentar o risco de câncer de mama, diabetes e outras doenças, afirma uma pesquisa feita pela University Medical Center Utrecht.

O estudo incluiu 2.030 mulheres na fase pós-menopausa, com idades entre 55 e 81 anos, que foram divididas em três grupos: fumantes, ex-fumantes e nunca fumantes. Amostras de sangue foram colhidas de todas as participantes do estudo e os níveis de hormônios sexuais foram analisados.

Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que as mulheres pós-menopáusicas fumantes tinham níveis muito mais altos de hormônios sexuais masculinos e femininos - como testosterona e estrogênio - do que as demais.

As mulheres que pararam de fumar dentro de um a dois anos depois da menopausa tinham níveis semelhantes aos daquelas que nunca fumaram.

A associação foi observada mesmo após os pesquisadores levarem em consideração o peso corporal, já que mulheres com obesidade tendem a ter níveis mais altos de estrogênio e testosterona no sangue.

De acordo com os estudiosos, o fumo parece ir além de seus efeitos tóxicos e carcinogênicos conhecidos, já que também influencia o risco de doenças crônicas por mudanças hormonais.

Siga as dicas e pare de fumar

O primeiro passo é, sem dúvida, decidir firmemente largar o cigarro. Sem essa determinação, nada vai funcionar.

Por isso, é preciso estabelecer os motivos para abandonar o vício e, uma vez listados, planejar a data de preferência, um momento tranquilo da vida, longe de estresse. Se você fumar mais de 15 por dia, procurar um médico pode fazer toda a diferença.

Além disso, é preciso identificar os gatilhos que disparam a vontade de fumar: tem gente que gosta de acender um cigarro depois café, ou quando vai a um barzinho ou depois da relação sexual. Trace estratégias para neutralizar esses momentos.

Como funciona a terapia de reposição da nicotina? A terapia de reposição da nicotina ajuda a diminuir a abstinência e o desejo de suprir seu corpo com nicotina.

Contém cerca de 1/3 a ½ da quantidade de nicotina contida em um cigarro. As pessoas se tornam dependentes da nicotina porque ela aumenta o nível de certas substâncias químicas, como a dopamina no cérebro. Isso traz uma certa sensação de prazer e relaxamento, que leva a pessoa a querer fumar mais.

Com os adesivos, pastilhas, sprays ou chicletes de nicotina, o nível de dopamina é mantido no cérebro, por isso os sintomas da abstinência deixam de existir.

A diferença é que esses produtos de reposição do nível da nicotina levam mais tempo do que um cigarro para liberar a nicotina no seu corpo. Assim são menos propensos a causar dependência. A terapia de reposição é segura quando usada de forma adequada.

Vale lembrar que a nicotina não é a substância mais prejudicial do cigarro. Alcatrão, monóxido de carbono e outras substâncias químicas do cigarro fazem mal à saúde.

Para pensar

Não fume enquanto você estiver fazendo o tratamento de reposição da nicotina. Você pode ter uma overdose, com dor de cabeça, enjôo, náusea, confusão mental e vômito. Quando você tiver terminado a terapia de reposição da nicotina, você terá diminuído em muito sua dependência.

Também terá se acostumado a não fumar nos horários habituais. Ao terminar o tratamento, você ainda pode apresentar alguns sintomas de abstinência. Mas eles não vão durar e serão menos intensos.

Estabelecendo metas

Um jeito de conseguir atingir seu objetivo é ir estabelecendo pequenas metas. Toda vez que você conquistar uma delas, terá uma sensação de orgulho, o que o ajudará no caminho para livra-se do vício.

Estabeleça seus objetivos de forma clara: Escreva-os ou diga a alguém o que você está tentando fazer. Por exemplo: Vou escrever um diário com o meu comportamento sem o cigarro por uma semana.

Recompense-se ao atingir um objetivo: Parar de fumar é um processo longo e cada pequeno sucesso merece uma comemoração. Não se puna ao não atingir suas metas. Em vez disso, se dê um agrado ao atingi-las.

Determine seu ritmo: Você pode querer ou precisar parar de forma gradual, ao longo de meses ou até de um ano. Estabeleça uma velocidade razoável.

Seja realista: Você pode se sentir muito excitado com seu plano para parar de fumar. Tome cuidado para não estabelecer metas que estejam acima daquilo que você pode cumprir. Coloque metas realistas.

Repetição

Lembre-se sempre por que você quer parar de fumar. Faça uma lista de suas razões para parar e os benefícios futuros.

Ponha essa lista na cabeceira da cama, na sua carteira, ou na geladeira. Dê uma olhada nela sempre que puder, durante o período de luta contra o cigarro.

Adicione a qualquer momento alguma outra razão ou novo benefício, caso você lembre. Se você já tiver tentado parar antes, lembre-se que a maioria das pessoas tenta muitas vezes antes de conseguir pra valer. Não desista.

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Por que os jovens começam a fumar?

Dra. Maria Sylvia de Souza Vitalle


Por que os jovens começam a fumar?

Muitas vezes para se firmar como adultos, outras vezes para ter a sensação de pertencimento a um grupo, ser semelhante aos seus pares, ou por que os pais têm o hábito.


Quem tem mais influência ao fazer o jovem começar a fumar: a família ou os amigos?

Esta questão não é tão simples de responder, por que depende, depende da família, da continência que ela é capaz de dar ao jovem, depende da rede de amigos que tem, depende do momento de desenvolvimento psico-emocional-social em que o jovem está...conforme a conjunção desses fatores, em um dado momento a família terá mais influência, dependendo, os amigos...


Como as famílias devem evitar que os filhos fumam?

Dizer não, criticar de modo agressivo, sem possibilitar que se estabeleça um diálogo franco e aberto, onde cada um pode colocar seus motivos, suas razões, seus por ques, seus quereres, sem que se possa ouvir e ser ouvido, pode servir de grande estímulo para qualquer coisa, independente de estarmos na posição de pais ou de filhos.

A família reproduz o micro-cosmos social, e quando é continente, quando interage, é afetuosa, conversa, ouve, permite a exposição de opiniões, mesmo que diversa daquela que se pensa, desde a mais tenra infância, até a vida adulta, o jovem aprende a discriminar e conviver com bons valores e os seguirá por toda a vida, por que terá desenvolvido a capacidade de discernir e poderá fazer escolhas adequadas. Isso também se aplica ao tabagismo.


O cigarro pode prejudicar a fase de crescimento do jovem?

Desconheço trabalhos que mostrem essa relação, mas estudos em gravidez mostra uma relação direta do tabagismo com o baixo peso ao nascimento, afetando o crescimento durante a vida intra-uterina; existem trabalhos em animais - ovelhas, mostrando também alterações. Portanto, é de se pensar que deva ocorrer algum comprometimento.


É mais fácil o jovem se viciar do que o adulto?

De modo geral os estudos mostram que o tabagismo se inicia na adolescência, quando a pessoa está em fase de experimentação, buscando coisas novas, e isso facilita o contato e se tiver propensão a manutenção do vício.


E quanto aos narguilés, moda difundida entre os jovens, e muitas vezes apoiada pelos pais? É uma porta de entrada para o cigarro?

O jovem passa por fases em que adere a modismos, como alimentares, sociais, etc, o que preocupa não é o narguile como porta de entrada para o cigarro, mas todo jovem propenso a modismos pode ser considerado vulnerável para comportamentos de risco e fumar é um deles.



29 de Agosto dia nacional do combate ao fumo

O tabagismo é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Estima-se que no país ocorram 200 mil falecimentos por ano, em consequência do cigarro.

Os males causados pelo hábito de fumar incluem câncer de pulmão, doença coronariana, doença pulmonar obstrutiva crônica, e doença cérebro-vascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.

Uma pesquisa realizada entre 2002 e 2003 com pessoas de 15 anos ou mais, em 15 capitais brasileiras, mostrou que Porto Alegre tem o maior índice de fumantes do país.

Mesmo assim, o consumo tem se mantido estável. Isto porque o cigarro causa dependência química, o que torna difícil para o fumante abandonar o hábito. No cigarro, assim como em todos os outros derivados do tabaco, a nicotina faz o papel de vilã.

Esta droga é uma substância psicoativa, ou seja, produz sensação de prazer, o que pode induzir o abuso e a dependência. Com o tempo, o fumante necessita de cada vez mais doses da substância para proporcionar aquela sensação inicial de prazer.

O aumento no consumo agrava a dependência, o que aumenta as possibilidades de se contrair doenças debilitantes, que podem levar à invalidez e à morte.

Mas parar de fumar não é impossível. Confira aqui as dicas do Ministério da Saúde para se livrar deste vício e levar uma vida muito mais saudável!

Parada Imediata

Você marca uma data e nesse dia não fumará mais nenhum cigarro. Esta deve ser sempre sua primeira opção.

Parada Gradual

Você pode utilizar este método de duas formas:

Reduzindo o número de cigarros

Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros por dia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais.

no segundo - 25

no terceiro - 20

no quarto - 15

no quinto - 10

no sexto - 5

O sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.

Retardando a hora do primeiro cigarro

Por exemplo:

no primeiro dia você começa a fumar às 9 horas

no segundo às 11 horas

no terceiro às 13 horas

no quarto às 15 horas

no quinto às 17 horas

no sexto às 19 horas

no sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarro

A estratégia gradual não deve gastar mais de duas semanas para ser colocada em prática, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. O mais importante é marcar uma data-alvo para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.

Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa.

Todos os tipos de derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, etc) fazem mal à saúde.

Caso não consiga parar de fumar sozinho, procure orientação médica. Cuidado com os métodos milagrosos para deixar de fumar.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

Dia Nacional de Combate ao Fumo

29 de Agosto

Lei Nº 7.488, 11/06/1986

O tabagismo é principal causa de muitas doenças pulmonares, como a bronquite crônica, o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão. Está associado ainda a doenças cardiovasculares e a tumores em vários outros locais.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre o assunto e diminuir os riscos desses tipos de doenças, o governo aprovou, em 1986, a Lei Federal nº 7488, que estabeleceu o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo, criando assim, o compromisso de elaborar campanhas de combate ao tabagismo.

Essa iniciativa também é praticada em todo mundo no dia 31 de Maio, conhecido como Dia Mundial sem o Tabaco, que movimenta todos países na luta contra o vício.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, no Brasil, cerca de 30% da população adulta é fumante. Além disso, estima-se que ocorram, a cada ano, 125.000 mortes no país por doenças associadas ao fumo.

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Dança dos Aruanãs JAVAÉS


 

Aruanã, filho de Aruá e primo dos Lendários Arumanás, vivia solitário e triste dentro das fundas águas do imenso Araguai. , correram para o fundo do rio, a fim de erguerem suaves preces entre cantos e louvores. Somente Aruanã não conseguiu ir com a turba e exclamou: "Pobre de mim, nas águas nasci, nas águas me criei, contudo já não tenho felicidade! 

Assim falou o valente Aruanã e colocando a cabeça fora da água, continuou: - Ó pai Tupã, se a ti próprio te apraz, a felicidade de um pobre mortal, se propício a mim, faze-me um ser humano e, se algum dia eu tenho que morrer, não me deixe nestas águas, tira-me delas. Tanto suplicou Aruanã que sua prece acabou sendo ouvida. No aprazível e sagrado monte Ibiapaba, Tupã observou com seus olhos divinos e compadecidos o que estava se passando nas margens do rio Araguaia. - Vai tu Polo e satisfaz os desejos de Aruanã. Obedecendo as ordens do supremo, o deus do vento, aproximou-se do local onde estava o formoso peixe e tomando-o levou-o para o verde campo. - És tu, um valente guerreiro, Tupã mais do que dele esperavas! Assim disse Polo, o deus dos ventos e desapareceu. Ó maravilha! Ali estava um homem! Então vieram, por ordem do criador, as belas e divinas Parajás deusas da honra, do bem e da justiça e assim falaram: - Aruanã, peixe foste tu; Aruanãs hás de chamar-te daqui para o futuro.

E, foi deste modo que nasceram os valentes Aruanãs e habitaram as margens do lendário rio Juruá. Era uma tribo poderosa, laboriosa, resistente e reconhecida. Deles vieram mais tarde os Aruaques, que foram habitar nas Antilhas, os Aruãs que ficaram na ilha de Marajó; os Arucuinas, que habitaram nas fronteiras do Brasil com a lendária Guiana Francesa; os Arumás, que foram viver nos altos do rio Parú, os conservadores e canoros Karajás, que foram habitar as margens do Araguaia, onde todos os anos organizam o sagrado Ritual do Aruanã, com suaves danças e divinos cantos, em homenagem ao inesquecível Aruanã, pai da nação Karajá. O mundo Karajá é habitado por um grande número de personagens mais ou menos fantásticos, os aõni e outros seres que os Karajá distinguem como habitantes do céu (biuludu) da terra (suuludu) e da água (beeludu). 



O mundo Karajá é habitado por um grande número de personagens mais ou menos fantásticos, os aõni e outros seres que os Karajá distinguem como habitantes do céu (biuludu) da terra (suuludu) e da água (beeludu). Grande parte desses seres, principalmente os celestes, semelhantes aos pássaros que voam ou diversos Ijasó, são “pessoal” do Xiburè, imahãdu, ou “criação dele”, ou seja, são seres animados por Xiburé. São formas diferentes que Xiburè assume; mas todas elas são Xiburè. 
Grande parte ou a totalidade dos animais valorizados pelos Karajá e que existem aqui na terra são pertencentes, ou parte dos ijasò que vivem nas profundezas.





Desde que os humanos de baixo ascenderam do Fundo das Águas, os xamãs e a coletividade masculina responsabilizam-se em trazer, todos os anos, os aruanãs (irasò) – ancestrais que permaneceram morando no nível subaquático, em sua maioria – para conhecer o mundo “aqui de fora” e suas comidas diferentes. Cada aruanã é uma dupla de  personagens rituais quase idênticos, que é “entregue” ritualmente a um casal com filhos, como um presente honrado, para que este se responsabilize por sua alimentação durante todo um ciclo anual, o qual se dá, em geral, paralelamente à estação das chuvas. Os aruanãs são considerados como um “bem de valor” (nohõ) e são transmitidos dentro das famílias, ao longo do tempo, idealmente através de uma linha de primogênitos, não importando o sexo.




Segundo dizem os Javaé, o ciclo anual da Dança dos Aruanãs – cujo ápice é o complexo ritual de iniciação masculina, Hetohoky ou “Casa Grande” – só existe porque os ancestrais comparecem ao nível terrestre, trazidos pelos xamãs, para comer o “pagamento pela vagina” feito à mãe ritual de um aruanã. Em outras palavras, os aruanãs vêm se alimentar da comida que um homem (o “pai ritual”) entrega aos seus sogros e cunhados em retribuição pela esposa.

Cada dupla de aruanãs canta e dança músicas próprias durante todo o ciclo cerimonial, que é composto por uma série de jogos rituais entre homens e mulheres e, principalmente, de “refeições/oferendas rituais coletivas” (xiwè) dentro da Casa dos Homens. O
pai e a mãe ritual de uma dupla de aruanãs – podem existir várias duplas a cada ciclo, em cada aldeia – são conhecidos como os “donos de aruanã” (irasò wèdu). O “pai de aruanã” é responsável pela produção dos alimentos que serão consumidos (peixes, quelônios, caça, produtos de origem agrícola), enquanto a “mãe de aruanã” é responsável por sua preparação. A comida farta e saborosa é levada para a alimentação cotidiana dos aruanãs, na Casa dos Homens (também conhecida como Casa dos Aruanãs), onde é compartilhada por todos os homens, sem distinção. A honra do casal, conhecida por todos através das gerações, será proporcional à sua capacidade de produzir os alimentos e distribuí-los generosamente na Casa dos Homens.

Este é, aliás, um princípio geral da sociedade javaé, para quem a generosidade (wowi) e a capacidade de distribuir os bens produzidos entre os parentes e os afins são os principais valores sociais. Os “humanos honrados” (inytyhy) são as pessoas pacíficas, trabalhadoras e, principalmente, as que distribuem generosamente os bens produzidos. A preguiça, o egoísmo e a avareza estão entre os maiores defeitos que uma pessoa pode manifestar. A honra construída com o trabalho e a generosidade é cultuada pela memória oral de gerações e é o mais importante patrimônio pessoal que um homem ou uma mulher pode adquirir. Quanto mais trabalhador e generoso um casal, mais ele será agraciado pela Casa dos Homens com aruanãs e outras entidades rituais que precisam ser alimentadas ciclicamente, aumentando o valor da honra que será transmitida a seus descendentes. Os aruanãs, enquanto principal patrimônio de valor transmitido entre as famílias, são o símbolo visível de um princípio cultural – manifesto em várias práticas rituais – que valoriza o coletivo sobre o individual, a distribuição sobre a acumulação.

Segundo a cosmovisão karajá e javaé, a realidade física é inseparável da vida social e a perpetuação da cultura e do meio ambiente é parte de um mesmo e complexo processo. Os recursos naturais só existem porque os seres humanos realizam os procedimentos rituais corretos e as oferendas sagradas ao “Povo do Fundo das Águas” e ao “Povo do Céu”. De modo complementar, as oferendas das cerimônias tradicionais da Casa dos Homens só existem porque os humanos capturam os animais e peixes disponíveis que compõem as refeições especiais. De um ponto de vista interno, o fortalecimento cultural é intrinsecamente associado à preservação do meio circundante e vice-versa. As atividades produtivas tradicionais não são concebidas como destruição do meio ambiente, mas como garantia de manutenção da ordem social e cósmica, pois animais e plantas integram o circuito de reciprocidade entre humanos e divindades.



A Dança de Aruanãs está intimamente conectada à estrutura de aliança matrimonial, ou seja, de troca de esposas, à medida que as refeições rituais são a forma mais importante de retribuição alimentar de um homem aos seus afins, ainda que isso não seja expresso explicitamente. Os credores das prestações matrimoniais são associados simbolicamente ao extremo cosmológico do rio acima e ao nível superior, lugar da nutrição abundante e infinita, enquanto os devedores associam-se ao extremo do rio abaixo e ao nível inferior (Terra dos Ensangüentados), lugar das perdas energéticas constantes. A Casa dos Homens, enquanto centro da reciprocidade ritual, está situada no “meio da aldeia” (itya) por ser concebida como o principal lugar de mediação entre os afins.

Todos os Javaé filiam-se  a um dos dois grupos rituais (ou metades cerimoniais) – os Saura (“macaco prego”) e os Hiretu (“gavião carcará”) – de acordo com a linha de descendência materna. São grupos de origem mítica e de importante atuação nos jogos rituais e na cerimônia de iniciação masculina. Em vários momentos do ciclo ritual, os participantes das metades cerimoniais dramatizam o conflito entre as duas partes, o que ocorre principalmente durante as lutas rituais (ijèsu), similares na forma e conteúdo às lutas rituais dos povos do alto Xingu. Embora não regulem efetivamente a troca de esposas, os Saura, associados ao rio acima, e os Hiretu, associados ao rio abaixo, representam simbolicamente dois grupos ligados por uma tensa relação de afinidade, por meio da qual um homem deve uma retribuição aos seus afins.

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LEI MARIA DA PENHA:  08 ANOS 


08 de agosto

No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 8 anos de existência.
“Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.” (Lei Maria da Penha)

A  LEI MARIA DA PENHA,  AOS OITO  ANOS

Ailton Weler

Em agosto de 2006 foi san­cionada a Lei 11.340, conheci­da como Maria da Penha, que tornou mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres. Recebeu esse nome como for­ma de homenagear a pessoa símbolo dessa luta, Maria da Penha Fernandes, que sobre­viveu a duas tentativas de ho­micídio por parte do ex-mari­do, ficou paraplégica, mas se engajou na luta pelos direitos da mulher e na busca pela pu­nição dos culpados. No seu caso, a punição do marido agressor só veio 19 anos e 6 meses depois.

A lei triplicou a pena para agressões domésticas - a pena máxima foi de um para três anos. Antes da lei, o crime de violência doméstica era con­siderado de "menor potencial ofensivo" e julgado nos juiza­dos especiais criminais junto com causas como briga de vi­zinho e acidente de trânsito.

A lei alterou o Código Pe­nal e permitiu que agresso­res sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventi­va decretada. Também aca­bou com as penas pecuniárias, aquelas em que o réu é conde­nado a pagar cestas básicas ou multas. Alterou ainda a Lei de Execuções Penais para permi­tir que o juiz determine o com­parecimento obrigatório do agressor a programas de recu­peração e reeducação.

Neste mês quando a Lei Maria da Penha completa os seus primeiros seis anos de existência há muito que se co­memorar, mas ainda falta mui­ta coisa para que ela funcione em sua plenitude, principal­mente nas comunidades mais carentes da população.

Em Cachoeiro de Itapemi­rim, a brava lutadora pela cau­sa das mulheres, a delegada Ancila Zanol coleciona uma série de vitória, mas concor­da que há muito que fazer. As mulheres, mesmo denuncian­do mais, continuam tímidas e ao mesmo tempo em que dão queixa dos maridos ou com­panheiros retiram a denúncia por medo e dependência do parceiro.

Outras ainda preferem apa­nhar e sofrer humilhações psi­cológicas caladas por causa dos filhos. E isso é a grande e absoluta maioria.

O aparato do Estado ain­da se faz um tanto ausente da realidade preconizada na le­tra fria da lei e os covardes de plantão estão espalhados por todas as partes.

Mas já é um bom começo.

Leis não impedem aumento

de agressão às mulheres


Não se calem - Denunciem

O ato covarde de homens atacando desconhecidas

 ou parceiras porque elas não se submetem aos 

seus desejos não é um caso isolado, mas vitimiza, 

cada vez mais,  mulheres de todas as idades e 

atitudes. E não só no ambiente doméstico, mas 

também em espaços públicos, como os das 

estações e veículos de transportes coletivos
.


O pior é que os números oficiais não são representativos do número verdadeiro de ataques, porque as vítimas se sentem culpadas em função do arraigado preconceito de que as mulheres provocam o assédio em função de sua vestimenta. Em agosto, mês em que a Lei Maria da Penha completa  seis anos, é importante rever e fortalecer essa antiga luta feminina.

A Lei Maria da Penha foi criada em 2006 com muito esforço, graças à mobilização de mulheres e de militantes por direitos humanos, mas, para que ela se torne realidade, o Estado e, principalmente, o Judiciário precisam criar condições necessárias à sua efetivação.

Conforme manifestantes contra a agressão às mulheres, a Lei Maria da Penha não é aplicada de verdade, do contrário muitas mortes poderiam ser evitadas e as estatísticas, diminuídas: 10 mulheres são assassinadas por dia no Brasil e a cada 24 segundos uma mulher é espancada.

Se só existe um Juizado de Violência Doméstica no estado mais rico do país, São Paulo, é fácil imaginar a precariedade desse órgão de atendimento em todo o país. Militantes estão reivindicando a criação de mais juizados para a proteção das mulheres, mas enfatizam, em manifesto:

"Não queremos juizados fajutos, queremos juizados que possuam uma equipe preparada para o acolhimento da mulher em situação de violência doméstica."

Na comemoração dos 6 anos, no dia 5 de agosto de 2012, militantes, inúmeras entidades e autoridades civis convocaram para um ato público das 12 às 14 horas, em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo, na Praça da Sé. A bandeira arregimenta forças: “Exija que o Judiciário não deixe mais mulheres morrerem. Essa luta é de todos nós”.

Marcha das vadias reúne-se na rede

De acordo com as organizadoras da Marcha das Vadias, o movimento recebeu esse nome em um protesto no Canadá, em fevereiro. A ação foi uma resposta à declaração de um policial durante uma palestra na universidade de Toronto, uma das mais importantes do país. O agente teria sugerido às estudantes que evitassem se vestir como “vadias,   para não serem vítimas de assédio sexual.

Ainda de acordo com os organizadores, marchas semelhantes já foram realizadas nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia, Argentina e Índia. No Brasil já aconteceram Marchas das Vadias em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Florianópolis, Juiz de Fora, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Natal.

Com apoio de mais de 6 mil pessoas na página do Facebook, a Marcha das Vadias levou cerca de mil pessoas, na tarde de sábado (4 de agosto), para a Praça do Ciclista, entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, em São Paulo. O movimento é a versão brasileira do "Slut Walk" (movimento mundial que denuncia a violência às mulheres),

Oito  anos depois da criação da lei que leva seu nome, a farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes, de 69 anos, avalia que houve avanços, mas que as cidades ainda precisam de investimentos para aumentar o atendimento às mulheres vítimas de violência e garantir o cumprimento da legislação.

Em entrevista ao G1, Maria da Penha fez um balanço do impacto da nova lei, comentou as ameaças de revisão da legislação e avaliou como a medida transformou sua própria vida. Hoje, Maria da Penha conta com o apoio de um instituto  para divulgar a causa e vive a expectativa de ver sua história retratada em um filme com direção de Cininha de Paula e produção da atriz Naura Schneider. A previsão, segundo Maria da Penha, é que ele seja gravado em 2012.

Ao fazer o balanço dos  seis anos da legislação, Maria da Penha se mostra otimista e não deixa de cobrar mais empenho de autoridades, "Em termos de aplicação da lei, não há políticas públicas", diz. A crítica é sobre a falta de delegacia da mulher e centros de referência nos municípios. Em Fortaleza, onde ela mora, só há uma delegacia da mulher. "Fortaleza já merecia uma delegacia em cada regional (seis). Isso é importante que aconteça. E desde que a lei foi sancionada que se sabe disso e infelizmente ainda não foi feito nada a esse respeito", comenta.

"Não é porque se tem uma lei que a problemática vai ser resolvida. Pelo contrário, a gente precisa trabalhar para que a lei seja desenvolvida", diz Penha. Para isso, ela pede a ajuda de todas as mulheres para apontar as falhas que estão sendo encontradas na hora de denunciar. "A gente precisa tomar conhecimento para ficar exigindo do poder público a política que venha atender à lei".

A farmacêutica alega ainda que é preciso estar "atento" para que a lei não seja cumprida apenas nas camadas mais pobres da sociedade. "O que tem poder econômico alto entra com recursos e protela-se muito", alega. No entanto, ela afirma que a mulher rica também tem mais condições de contratar advogado e ir em frente. "Nem sempre os agressores são pessoas normais. São pessoas altamente violentas e que o dinheiro faz com que a lei não alcance, através de recursos, o agressor".

Apesar disso, ela se diz satisfeita com a aceitação da população à lei e com os avanços proporcionados pela nova legislação. "A gente percebe que a sociedade está atenta porque já houve um interesse muito grande de instituições, de pessoas não comprometidas com a causa e que dentro das suas instituições tentam enfraquecer a lei", diz. Essas ações contrárias, garante ela, têm recebido resposta dos órgãos que lutam pelos direitos das mulheres.

Ela ressalta que algumas das discussões sobre o novo Código Penal no Congresso Nacional colocaram em risco a eficácia da Lei Maria da Penha. Um dos pontos mais polêmicos permitia ao juiz a extinção da punição para os envolvidos, privilegiando a conciliação. "Graças ao movimento dos apoiadores da lei foi sustada essa possibilidade porque, se não houvesse essa contrapartida, com certeza, a lei hoje estaria bem diminuída, sem eficácia", afirma Maria da Penha.

Giselle Dutra


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Violência contra a MULHER 

no BRASIL


Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.
“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.
A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”

De onde vem a violência contra a mulher?

Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.
Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.
Por que muitas mulheres sofrem caladas?
Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.
Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.
O que pode ser feito?
As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.
A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres.
Como funciona a denúncia
Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.
Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la.
Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante.
Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.


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Festa da Transfiguração

de Nosso senhor Jesus Cristo 


06 de agosto

 

 

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.
 

Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".
 

A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).
 

O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)".
 

Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.



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Dependência Afetiva

Osvaldo Shimoda


Dependência Afetiva
Da mesma forma que um viciado em drogas, álcool ou jogos, este ser é normalmente incapaz de se livrar dessa dependência; o viciado afetivo também se sente incapaz de sair de um relacionamento afetivo ruim e destrutivo.

Na entrevista de avaliação percebo que a queixa de um dependente afetivo não difere muito daquela de um dependente químico (viciado em drogas) em relação à sua incapacidade de sair dessas ligações tóxicas.

As frases mais freqüentes que costumo escutar dos meus pacientes são: Quando ele liga para mim não consigo dizer não. Depois, como sempre, ele some e fico com muita raiva por não ter dito não.

Fico pensando o tempo todo nela. Não consigo me concentrar em outra coisa.
Toda vez que penso em terminar esse relacionamento, entro em pânico.
Quando ele não me telefona, tenho crises de choro, angústia, insônia, falta de apetite (ou excesso), depressão e incapacidade de me concentrar.

Existem ainda aquelas pacientes que me relatam que já perderam as contas de quantas vezes romperam o relacionamento e voltaram a reatar por não conseguir ficar sem o parceiro.

Uma paciente me confidenciou no inicio da terapia que chegava a sustentar o namorado pagando todas as suas contas e chegou a entrar em pânico, pedindo aos prantos, de joelhos, para que ele não a deixasse.
Desta forma, o desespero dela em não mais tê-lo era tão grande, que chegou a perder sua própria dignidade e seu amor próprio, passando a mendigar afeto.

Desde a época em que eu era estudante de psicologia, ficava me questionando o porquê do ser humano, apesar de estar em primeiro lugar entre todos os seres da Natureza, mostra esta fragilidade emocional.

Os animais desde cedo se desvinculam de seus pais e normalmente, se insistirem em continuar a querer mamar além do tempo necessário, levam uma patada da mãe. Por outro lado, nós, seres humanos, somos muito frágeis e, durante muito tempo, totalmente dependentes de nossos pais.

Chamamos de simbiose primária quando há uma relação de dependência (saudável) entra a mãe e o nenê, da mesma forma como ocorre em todos os seres do reino animal. Por outro lado, denominamos de simbiose secundária quando a dependência (recíproca) continua e, em muitos casos, vai até o final da vida. Este tipo de dependência só existe entre os humanos, não ocorrendo com as outras espécies do reino animal.

Desta forma, na simbiose secundária, muitos homens e mulheres reproduzem essa relação parasitária nos seus relacionamentos amorosos. Assim, se um homem teve uma mãe possessiva, autoritária e controladora, tende a reproduzir no nível da inconsciência esse modelo de relacionamento, buscando mulheres com perfil semelhante ao da sua mãe.

No caso da mulher, se teve um pai alcoólatra, dependente da esposa, em geral a filha tende a buscar se relacionar com homens também alcoólatras. É isso que constato em muitas pacientes em meu consultório.

Por outro lado, cada pessoa é única e por este motivo a causa de seu problema é também singular. Neste aspecto, só através do processo regressivo da TVP (Terapia de Vidas Passadas), saberemos desvendar, isto é, abrir a caixa preta da mente e descobrir se a origem da dependência afetiva vem da vida atual (infância, nascimento, útero materno) ou muito mais atrás, em vidas passadas. Neste caso, podemos dizer que essa dependência afetiva é resultado de um relacionamento cármico trazido de uma existência passada.

Caso Clínico: Sentimento de abandono
Mulher de 27 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório por se sentir incompreendida pelas pessoas, sentindo-se irritada, ansiosa e tensa. Costumava remoer acontecimentos de seu passado (guardava muitas coisas ruins) e não conseguia se livrar deles.

Irritava-se profundamente com as coisas erradas das pessoas. Sua tensão, ansiedade, preocupação no seu dia-a-dia geraram tendinite nos joelhos, braços, pulsos e ombros, baixando também sua resistência imunológica e isso a fazia ficar gripada e resfriada constantemente, bem como enfrentava crises alérgicas em forma de eczemas de pele. Dormia muito mal, tinha um sono muito agitado, acordava várias vezes de madrugada. Chorava com facilidade, sem saber o motivo. Tinha muita dificuldade de expressar o que pensava e sentia.

Ao regredir me relatou:
Parece que estou dormindo numa enfermaria. Estou deitada numa cama, vejo um lençol branco. Visto um roupão branco.

- Como você se sente? – pergunto-lhe
Eu me sinto cansada. O lugar é claro, estou sozinha. É como se estivesse na UTI de um hospital. Eu tenho muita vontade de dormir (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
Agora estou na beira de uma lagoa, num campo bem amplo. Vejo uma mulher loira, alta e magra. Ela está do meu lado, usa um roupão branco. Eu sou uma menina, devo ter uns 10 anos. Sou magra, meus cabelos são lisos, cumpridos. Uso um vestido rodado, estou descalça.

- O que você faz nesse lugar? – pergunto-lhe.
Eu me sinto impaciente. Tenho pressa em fazer as coisas. A mulher diz para eu aprender a ter mais paciência e não ser muito ansiosa. Mas eu me sinto como se estivesse de castigo, como tivesse que aprender algo para sair desse lugar. Ela diz também que eu preciso confiar na vida.

- Pergunte para ela o porquê de sua irritabilidade, de se sentir incompreendida, de ficar remoendo coisas do passado – peço-lhe.
Ela me esclarece dizendo que me sinto muito sozinha porque fui abandonada numa existência passada. Ela diz ainda que esse problema nas articulações é porque eu me agrido e que guardo coisas ruins do passado. Explica que eu me frustro, fico desiludida com as pessoas por conta desse sentimento de abandono que trago dessa existência passada e que a minha ansiedade é decorrente do medo de vir a ser abandonada novamente.

- Pergunte quem é ela – peço-lhe.
“Ela diz que é a minha mãe. É a mulher que me deixou (Veio a falecer) quando eu tinha 7 anos na existência passada. Ela me deixou com os meus avós (paciente chora intensamente). Eu fiquei magoada com ela porque me senti abandonada, eu era só uma criança. Diz ela que eu achei que ela fez de propósito, me abandonando ao morrer. Então, eu passei a não confiar nas pessoas porque me senti profundamente decepcionada pela sua partida. Ela fala que eu ainda brigo com ela em sonho.
Minha mãe pede desculpas pela sua partida e me esclarece que foi necessário, pois tinha chegado a sua hora. Mas ela diz que me compreende visto que eu era uma criança e é difícil aceitar a morte da mãe (pausa). Agora está dizendo que eu tenho que ser mais nobre, procurando entender a sua partida, que a vida é eterna e que a nossa alma é imortal. Prova disso é eu estar conversando com ela agora”.

- Você gostaria de dizer alguma coisa para ela? – pergunto-lhe.
“Eu peço para ela ficar mais próxima de mim e que vou tentar ouví-la mais. Ela diz que sempre esteve do meu lado, mas eu nunca a escutei. Eu digo que a amo (chora intensamente) e que agora me sinto mais segura e reconfortada (pausa). Agora ela está se despedindo de mim”.

- Peço então para que a paciente se despeça de sua mãe.

No término da sessão, a paciente estava muito emocionada e percebeu o quanto estava agindo de forma infantilizada.
Fizemos mais 8 sessões de regressão e, no final do tratamento, estava se sentindo bem mais tranqüila e centrada.



Você é um Dependente Afetivo?  
Você é um Dependente

 Afetivo
?

:: Sirley Bittú ::

Há pessoas que se arrepiam só com a possibilidade de ficar dependente de alguém ou alguma coisa, passam a vida lutando contra isso, e algumas vezes tornam-se onipotentes, distantes e sós. E há pessoas que tremem apenas com a idéia de dependerem principalmente de si mesmo; confundem individualidade com solidão, abandono e rejeição. São as duas faces da mesma moeda, os primeiros temem se envolver e perder a sua individualidade e o outro extremo teme té-la. Na verdade ambos acreditam que a autonomia e a capacidade de cuidar de si, tomar as próprias decisões, fazer escolhas, está fora de seu controle, ou melhor, fora de si.

A DEPENDÊNCIA AFETIVA é um estado de imaturidade que faz parte do processo natural de desenvolvimento humano, ou seja, nascemos totalmente dependentes, tanto fisicamente como afetivamente. Com nossas vivências e experiências vamos evoluindo de forma gradativa buscando nossa independência emocional.

Algumas vezes temos clareza de nossas dificuldades, então nos resta pelo menos duas saídas: enfrentá-las e superá-las ou como costumo dizer... dar a volta no quarteirão... mas, nem sempre a dependência afetiva é consciente.

Uma pessoa é dependente afetivamente quando sua autonomia está prejudicada, ela precisa de algo ou alguém para sentir-se segura e tranqüila, nas mais diferentes decisões em sua vida, desde as mais simples como decidir que roupa vai usar por exemplo, ou até as mais difíceis, como que profissão escolher... se muda de emprego ou não... se continua namorando ou não, se casa ou não... enfim, inúmeras situações onde está implícita a escolha.

Você que está lendo, deve estar se perguntando: ...mas, todos nós não gostamos de uma opniáozinha às vezes? Sim é verdade, pedir a opinião de alguém sobre algo não o torna dependente afetivo. A diferença está quando você depende realmente dessa opnião e não consegue seguir o seu desejo se ele não for aprovado se não houver o aval de alguém.

O objeto de dependência entra na vida da pessoa como uma muleta, ocupa um espaço vazio. A dependência pode ser de uma pessoa específica, uma droga, uma atitude de carinho, uma palavra amiga, ou mesmo de alguém que lhe possa ouvir ou dizer o que deve fazer.

Na verdade essas pessoas ou objetos tem uma única função para o dependente afetivo, dar a sensação de segurança que precisa para suportar problemas, tensões e dificuldades pessoais e/ou sociais. A questão é que a segurança não está nas relações que fazemos, não é algo que vem de fora é algo que existe ou não dentro de nós. Nossa segurança e auto-estima são os reguladores de nossa maturidade emocional.

Jacob Levy Moreno, quando criou o Psicodrama partia do princípio que o ser humano é um ser social, influencia e é influenciado todo o tempo. No Psicodrama dizemos que toda a saúde e doença emocional nasce nas relações, ou seja são aprendidas durante o desenvolvimento através dos modelos que recebemos primeiramente por nossa família de origem e secundariamente através das demais relações que vivenciamos durante a vida. Nos primeiros anos de vida necessitamos da confirmação de nossas atitudes, da certeza de que nosso comportamento está sendo aceito pelas pessoas que amamos. Com o nosso desenvolvimento emocional, passamos a desejar e não mais necessitar dessa aprovação. Aprendemos a nos relacionar com o mundo pelas regras que recebemos em nossa família. A criança é espontânea e criativa por natureza, ninguém nasce culpado em ser espontâneo. A dependência afetiva muitas vezes nasce e é sustentada por problemas no relacionamento familiar, pelos conflitos pessoais, pela sensação de rejeição e de não ser aceito.

Certa vez recebi em meu consultório uma jovem de 22 anos, vou chama-la aqui de Joana. Joana veio para psicoterapia porque tinha muitas dificuldades afetivas, era brilhante aluna, fazia faculdade e tinha ótimas notas, mas tinha dificuldade de arrumar namorado, era introvertida, sentia-se feia e sem graça. Joana tinha uma grande amiga de quem falava muito. Estava sempre contando como sua amiga se saía bem com os rapazes e tinha várias paqueras, mas em compensação tinha péssimas notas, dependia de suas colas para passar de semestre. Durante o processo terapêutico Joana percebeu que cada uma desempenhava um papel na relação, ou seja, uma cuidava dos estudos e a outra arrumava amigos e namorados, funcionavam como se fossem uma única pessoa.

Apesar de nunca ter percebido até então esse trato, era difícil vencé-lo, mesmo porque Joana não acreditava que pudesse ser alguém interessante, ou mesmo algum dia se sentir bonita. Nesse exemplo, Joana tinha dois caminhos possíveis: o primeiro era continuar nessa relação de dependência onde uma supostamente supria a necessidade da outra, ou escolher o segundo caminho, o mais trabalhoso e também o mais saudável: perceber e enfrentar seus limites e suas próprias dificuldades, para poder superá-los.

Na verdade ninguém é dependente sozinho, DEPENDÊNCIA AFETIVA é uma via de mão dupla, se uma criança é dependente afetivamente, a mãe com certeza também o é, pois neste caso, a mãe é quem a estimula e acredita em seu potencial ajudando-a a ter a certeza que conseguirá superar suas dificuldades. Dessa relação, nasce a auto-estima e a sensação de segurança pessoal. Todo o ser humano nasce com uma capacidade de cuidar de si, um potencial que precisa ser estimulado e se não recebe este estímulo torna-se dependente. Na prática acabam por não confiarem em si mesmas e em seu valor pessoal, deixam de oferecer o seu melhor na vida, no trabalho e em seus relacionamentos.

Para pais e/ou educadores: exercitem o respeito às características genuínas de cada criança, respeitando sua natureza espontânea e sua criatividade. É importante aprender que dar limite é prova de amor e é diferente de reprovação. Dar parâmetros é dar condição para a criança desenvolver responsabilidade e aprender a superar as frustrações.

Não podemos perder de vista o humano que existe em nós, somos criatura e criadores capazes e genuinamente, imperfeitos. 

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Semana Mundial de Aleitamento Materno

04 de 10 agosto de 2014

SMAM 2014

 Mãe e filhos

Vantagens. O leite materno tem todos os nutrientes que a criança precisa nos primeiros 6 meses de vida. Amamentar fortalece o vínculo entre mãe e bebê e ajuda a combater cânceres de mama e ovário nas mães

04.08.2014 – Começa hoje, dia 04 de agosto, a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2014, também conhecida como 22a Semana Mundial da Amamentação SMAM 2014. O evento, realizado sempre na primeira semana de agosto, é muito especial para quem acredita, incentiva e promove o aleitamento materno. O tema deste ano será aconselhamento e discutirá sobre a importância do apoio, suporte e incentivo próximos, contínuos e oportunos à mulher que amamenta, tanto por parte dos profissionais, como por parte dos familiares e comunidade.

Neste contexto, será abordado o aconselhamento de pares, ou seja, mães apoiando mães. De acordo com o Jornal da Semana Mundial de Aleitamento Materno, as redes sociais de mulheres tem uma grande influência sobre as decisões relacionadas à saúde. Em geral, as mulheres identificam-se umas com as outras quando compartilham experiências semelhantes de vida, especialmente quando estas experiências se relacionam com os filhos. Os grupos de apoio ajudam as gestantes e mães que amamentam a ganharem confiança em sua capacidade de amamentar.


Isto só vem a fortalecer ainda mais as ações do nosso querido grupo Mães Amigas.

Pensando, então, neste nosso importante papel educativo, decidi escrever um pouco sobre a fisiologia do aleitamento materno para entendermos como palavras de apoio e acolhimento podem influenciar neste processo.

Fisiologia da amamentação

Os principais hormônios atuantes na amamentação são a prolactina e a ocitocina. A prolactina é responsável pela produção do leite materno e a ocitocina pela ejeção do mesmo da mama.

Para mantermos uma boa produção e ejeção, temos que ter uma produção adequada desses hormônios. Existem fatores que podem estimular a produção e outros fatores que podem inibir.

Dentre os fatores estimulantes, temos a sucção do bebê (quanto mais o bebê sugar, mais leite a mãe irá produzir), conforto da mãe, o contato com o bebê (troca de olhares, toque, cheiro) e acreditar que é capaz de amamentar. A mulher nesta fase precisa de apoio, palavras incentivadoras, acolhimento e não cobranças e aconselhamentos negativos como, por exemplo, dizer que o seu leite é insuficiente e/ou fraco.

Quanto aos fatores negativos, temos a falta de sucção do bebê (quanto menos o bebê sugar, menos leite a mãe produz), desconforto, dor e insegurança, gerada muitas vezes por falta de apoio e acolhimento.

Desta forma, podemos perceber o quanto o apoio prestado à mulher que amamenta pode fazer a diferença, seja ele virtual ou presencial.

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é comemorada, todos os anos, entre os dias 4 e 10 de agosto, em mais de 170 países, com o objetivo de encorajar esta prática e fomentar a saúde dos recém-nascidos de todo o mundo.

A data evoca a Declaração Innocenti, assinada pelos responsáveis da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, em agosto de 1990, comprometendo-se a proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.

Em 2014, o tema da comemoração é "Apoio à amamentação: Perto de mães” que destaca o aconselhamento de pares. O programa de aconselhamento de pares é “uma forma rentável e altamente produtiva para chegar a um maior número de mães com mais frequência”. Conheça o site Aleitamento.com

São objetivos da SMAM 2014:

  • Chamar a atenção para a importância do aconselhamento para apoiar mães e manter a amamentação.
  • Informar sobre os benefícios do uso de aptidões de aconselhamento e de unir esforços para expandir programas de aconselhamento a mães.
  • Incentivar os defensores da amamentação, independentemente da formação educacional, a serem envolvidos e capacitados para ajudar mães e bebés na amamentação.
  • Identificar os contactos, na comunidade local, de grupo de mulheres bem-sucedidas na amamentação que possam oferecer apoio às mães que apresentem dificuldades logo após o nascimento da criança.
  • Incentivar governos e maternidades a implementarem ativamente os “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, em especial o “Passo 10”, para melhorar a frequência e duração da amamentação e as taxas de aleitamento materno exclusivo.

O aleitamento materno é a melhor forma de fornecer, aos recém-nascidos, os nutrientes de que necessitam. A Unicef recomenda o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de vida e a sua manutenção, com alimentos complementares, pelo menos, até ao segundo ano de vida.

Semana Mundial da Amamentação 2014

A Semana Mundial da Amamentação – SMAM, celebrada anualmente de 4 a 10 de agosto, foi idealizada pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) e é comemorada desde 1992, em mais de 150 países, com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

 A cada ano, a WABA define o tema central da campanha, que passa a ser discutido nos diversos países, unificando as comemorações em todo o mundo. O tema definido para 2010 é “Iniciativa Hospital Amigo da Criança” (IHAC). A IHAC foi criada há vinte anos, a partir da Declaração de Innocenti, na qual foram determinadas metas e objetivos para a promoção da amamentação exclusiva até os quatro ou seis meses, e continuada até o segundo ano de vida ou mais.
Hospital Amigo da Criança é todo hospital que cumpre os “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Esses passos garantem que o hospital tenha normas e rotinas que proporcionem a todos os bebês o melhor começo de vida possível, criando um ambiente de apoio ao aleitamento materno. Todo Hospital Amigo da Criança tem em sua entrada principal uma placa indicando a obtenção deste título e, para renová-lo, há uma reavaliação a cada três anos. Cerca de 28% das maternidades do mundo (em torno de 20.000), espalhadas por mais de 170 países, são credenciadas na IHAC. No Brasil, 335 maternidades já foram credenciadas na Iniciativa.
A campanha deste ano, além de divulgar amplamente as vantagens e a importância da amamentação, visa estimular a revitalização da IHAC, enfatizando a contribuição dessa iniciativa para aumentar as taxas de aleitamento materno exclusivo; revitalizar atividades que apoiam as mulheres e seus filhos no seu direito de amamentar; estimular os gestores hospitalares a implementarem a Iniciativa Hospital Amigo da Criança; estimular os profissionais de saúde a se capacitarem adequadamente para aconselhar e apoiar a alimentação infantil ótima, além de envolver familiares e rede social, governo e sociedade civil organizada junto à mulher, uma vez que a amamentação depende, em grande parte, do apoio dado às mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto.
A comemoração da SMAM tem se mostrado um método efetivo de mobilização de todos os segmentos da sociedade em prol da promoção, proteção e apoio da amamentação. No Brasil, foi coordenada pela WABA até 1998 e, a partir de 1999, pelo Ministério da Saúde.

A Campanha da Amamentação, do Ministério da Saúde, traz as seguintes informações:

É importante amamentar o bebê até os 2 anos ou mais.

E, até os 6 meses, dê somente o leite materno.

Nos primeiros 6 meses de vida, o bebê que mama no peito não precisa de nenhum outro alimento, líquido ou complemento, pois o leite oferece tudo de que o bebê precisa. Mata a sede, a fome e possui todos os nutrientes de que ele necessita para crescer e se desenvolver forte e saudável. Após os 6 meses, o bebê deve receber alimentos saudáveis e continuar sendo amamentado até os 2 anos ou mais, pois assim ele receberá todos os nutrientes e os benefícios que a amamentação oferece.

Por que é tão importante amamentar?

Na amamentação, o bebê recebe os anticorpos da mãe para proteção contra diarreia e infecções, estando as respiratórias entre as principais, também diminuindo o risco de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade.

A amamentação favorece a relação afetiva entre a mãe e o bebê, ajuda a criança a desenvolver-se bem, física e emocionalmente.

A amamentação é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, importante para que ela tenha dentes fortes e bonitos, desenvolva a fala e tenha uma boa respiração.

Vantagens também para a saúde da mulher.

Amamentar é bom não só para a saúde do bebê, mas também para a saúde da mulher. O sangramento pós-parto diminui, assim como as chances de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco. A mulher que amamenta perde mais rápido o peso que ganhou durante a gravidez.

Todo mundo pode ajudar a mulher na amamentação.

Veja como:

Procure escutar a mulher nesse momento, saber como ela se sente e apoiá-la para que a amamentação seja mais tranquila.

• Reconheça a importância da amamentação.

• Transmita experiências positivas de aleitamento materno.

• Acredite que a mulher é capaz de amamentar, incentivando e encorajando o aleitamento materno.

• Ajude a mulher a acreditar na capacidade de amamentar o filho, mesmo nas situações de estresse.

• Ajude nas tarefas de casa, para que a mulher tenha mais tempo para amamentar o bebê.

• Se você é empresário, conceda a licença-maternidade de 6 meses. Crie em sua empresa um espaço mais reservado para amamentação, coleta e armazenamento do leite materno.

Assista o vídeo da Campanha, com o ator Marcelo Serrado, sua mulher Roberta e seus filhos gêmeos, Felipe e Guilherme

Outro vídeo super bacana sobre a importância da amamentação foi elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

O filme de vinte e dois minutos é voltado tanto para mães gestantes e que estejam amamentando, como para profissionais de saúde. Lançado em dezembro de 2009, o filme dá dicas de como amamentar, os cuidados com a mama desde a gravidez e traz ainda depoimentos de mães que amamentaram seus filhos, como Cássia Kiss, Claudia Leite e Maria Paula. Ao final, uma série de perguntas e respostas tira as dúvidas sobre o assunto. O filme foi produzido em Feira de Santana (BA) com mães usuárias dos hospitais do SUS, das unidades básicas de saúde e de clínicas privadas.

Você pode ver esse vídeo aqui.

26 de junho dia inernacional de combate às drogas

A magnitude do problema do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país. Além disso, este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como: acidentes de trânsito e de trabalho, violência domiciliar e crescimento da criminalidade.

Os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício de drogas são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um grupo até um problema de cunho familiar ou emocional. Da mesma forma são inúmeras as pessoas que se aproveitam disso para traficar e obter lucros com as fraquezas alheias.

Mas como resolver essa situação? O tráfico cresce porque cresce o número de usuários de drogas.

Este número aumenta porque aumenta o tráfico de drogas.

Isso significa que não adianta combater às drogas simplesmente como um “problema de polícia”.

Não adianta lutar contra o tráfico, enquanto crime, e esquecer-se de lutar contra as causas que levam as pessoas ao consumo e a dependência química. O combate às drogas deve se dar também no âmbito educacional, psicossocial, econômico e até mesmo  espiritual.

Muitos setores da sociedade já perceberam isso e, em consequência, aumentam as campanhas de combate às drogas e as organizações que visam à recuperação de dependentes químicos e sua reintegração na sociedade.

Saiba como agir:

Tente conversar e mostrar ao dependente químico quais os danos que o vício está causando na vida dele, bem como apresentar-lhe soluções viáveis. Caso o viciado já esteja numa fase crônica, não relute em encaminhá-lo para uma clínica de recuperação; mas não deixe de comunicá-lo anteriormente.

A ajuda e as dicas de um profissional competente, como um psicólogo ou psiquiatra, são de extrema importância para o próprio dependente e para aqueles que têm que lidar com um. Outro fator relevante é tornar o dependente ciente de seu comportamento quando está sob efeito da droga e as consequências que ele traz para si e para as demais pessoas.

O que é Droga?

É toda e qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

Temos as mais frequentes: álcool, nicotina, cocaína, anfetaminas e êxtase, inalantes, opióides, ansiolíticos benzodiazepínicos e maconha.

Cada substância age no cérebro de uma maneira e são utilizadas pela humanidade com propósitos distintos, podendo estes serem lícitos ou ilícitos. Assim, surgiram classificações para organizar tais substâncias e seus modos de consumo.

Podemos classificar as drogas quanto ao tipo de ação ou efeito que causam no cérebro dos seus usuários.

Classificação das drogas quanto ao seu modo de ação no cérebro:

  • Drogas depressoras do sistema nervoso central:

Depressores de ação central ou psicolépticos são substâncias capazes de diminuir as atividades cerebrais, possuindo também alguma propriedade analgésica.

Efeito sobre as pessoas: tornam-se sonolentas, lerdas, desatentas e desconcentradas.

Nesse grupo temos: Álcool; Benzodiazepínicos (tranquilizantes ou calmantes),Barbitúricos (soníferos), Opiáceos, Solventes.

  • Drogas estimulantes do sistema nervoso central:

Estimulantes centrais ou psicoanalépticos são substâncias capazes de aumentar a atividade cerebral.

Efeitos: aumento da vigília, da atenção, aceleração do pensamento e euforia.

Exemplos: Cocaína; Anfetaminas e seus derivados; Nicotina; Cafeína.

  • Drogas perturbadoras do sistema nervoso central ou alucinógenas:

As drogas perturbadoras, alucinógenas, são aquelas relacionadas à produção de quadros de alucinação ou ilusão, geralmente de natureza visual.

Efeito: o cérebro passa a funcionar fora do seu normal e sua atividade fica perturbada.

Exemplos: Mescalina; Maconha; Psilocibina (de certos cogumelos); LSD; DMT (Ayahuasca ou Santo Daime); MDMA (ecstasy); Anticonérgicos naturais (lírio) e sintéticos (exemplo: Bentyl)

A Federal Drug Enforcement Administration (DEA) elaborou uma classificação bastante adotada hoje pelos órgãos de saúde pública e Vigilância Sanitária:

1) Depressores :Drogas que diminuem a velocidade de funcionamento do cérebro

Álcool

Soníferos ou hipnóticos (drogas que promovem o sono)

Barbitúricos, alguns benzodiazepínicos

Ansiolíticos (inibem a ansiedade).

Narcóticos (aliviam a dor e dão sonolência): morfina, heroína, codeína, meperidina etc.

Inalantes ou solventes (colas, tintas, removedores etc.).

2) Estimulantes :Drogas que aceleram o funcionamento do cérebro, as principais

Anfetaminas

Cocaína

Cafeína.

3) Perturbadores: Drogas que agem modificando qualitativamente a atividade do nosso cérebro. Não se trata, portanto, de mudanças quantitativas como aumentar ou diminuir a atividade cerebral. O cérebro passa a funcionar fora do seu normal, e a pessoa fica com a mente perturbada. São drogas que alteram o funcionamento do cérebro.

Alucinógenos primários sintéticos:

LSD e êxtase.

Alucinógenos primários naturais de origem vegetal:

Mescalina (do cacto mexicano)

THC (da maconha)

Psilocibina (de certos cogumelos)

Lírio (trombeteira, zabumba ou saia branca).

Alucinógenos secundários:

Anticolinérgicos etc.

DIAGNÓSTICOS DE USO NOCIVO OU ABUSO:

É um padrão de uso de substância psicoativa que está causando dano à saúde. O dano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração de drogas injetáveis) ou mental (como episódio depressivo secundário a um grande consumo de álcool).

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA DEPENDÊNCIA;

A OMS utiliza esses critérios para elaborar suas diretrizes diagnósticas para a síndrome de dependência de substâncias psicoativas.

Intoxicação Aguda: É uma condição transitória seguindo-se à administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto, comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas.

Toxicomania:

A toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga, (natural ou sintética).

Características:

Irresistível desejo causado pela falta, o que obriga a continuar a usar droga.

Tendência a aumentar a dose.

Dependência de ordem psíquica (psicológica).

Síndrome de Dependência

Conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.

Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo de consumir drogas psicoativas, as quais podem ou não ter sido prescritas por médicos.

Drogas, uma chispa de esperança

No ranking da cocaína o Brasil exerce triste liderança. O País é hoje o maior mercado consumidor da droga da América do Sul e provavelmente o segundo maior das Américas. O Brasil, infelizmente, tem não apenas uma crescente demanda doméstica, mas é um corredor de distribuição mundial de drogas. As conseqüências da assustadora escalada das drogas podem ser comprovadas nos boletins de ocorrência de qualquer delegacia de polícia. De fato, o tráfico e o consumo de drogas estão na raiz da imensa maioria dos assassinatos. E o que é pior: a idade das vítimas e dos criminosos é cada vez menor. A detenção de crianças, algumas com menos de 10 anos, com papelotes de cocaína e cigarros de maconha é uma triste rotina nas rondas policiais. O fato revela um dado preocupante na estratégia dos traficantes: a utilização de mão-de-obra infantil no esquema de distribuição das drogas.

Observa-se, lamentavelmente, um crescente movimento a favor da descriminação das drogas, sobretudo da maconha. Bandeira freqüentemente agitada em certos setores da mídia e em alguns redutos de profissionais da saúde, a descriminação não ajudará em nada. Ao contrário. Como afirmou o respeitado psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), "os artigos recentes mostram de uma forma inquestionável que o consumo de maconha aumenta em muito o risco de os jovens desenvolverem doenças mentais". E sublinhou o especialista: "Do meu ponto de vista, essa geração que consome maiores quantidades de maconha do que a geração anterior pagará um alto preço em termos de aumento de quadros psiquiátricos."

A verdade, caro leitor, precisa ser dita. Não se podem admitir argumentos politicamente corretos quando o que está em jogo é a vida das pessoas. Na verdade, o hediondo mercado das drogas está dizimando a juventude. Ele avança e vai ceifando vidas nos barracos da periferia abandonada e no trágico auê dos bares e boates freqüentados pela juventude bem-nascida.

Movimenta muito dinheiro. Seu poder corruptor anula, na prática, estratégias meramente repressivas. A prevenção e a recuperação, as únicas armas eficazes a médio e longo prazos, reclamam um apoio mais efetivo do governo e da iniciativa privada às instituições sérias e aos grupos de auto-ajuda que lutam pela reabilitação de adictos.

Tenho acompanhado o excelente trabalho realizado por alguns serviços especializados. O Grea (setor vinculado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo - www.usp.br/medicina/grea) e a já mencionada Uniad (da Universidade Federal de São Paulo - www.uniad.org.br) desenvolvem importantes esforços na recuperação de adictos. Admiráveis têm sido as atividades promovidas pelos grupos de Narcóticos Anônimos (www.na.org.br) e Amor-Exigente (www.amorexigente.org.br) e a bem-sucedida estratégia adotada pelas comunidades terapêuticas. Sem uso de medicamentos e apostando num conjunto de providências que vão às causas profundas da dependência, essas comunidades têm obtido bons índices de recuperação. Visitei algumas dessas instituições. Registro, entre outras, duas entidades de referência: a Comunidade Terapêutica Horto de Deus, em Taquaritinga (www.hortodedeus.org.br), e a Fazenda do Senhor Jesus, em Campinas (www.apot.org.br), ambas no interior de São Paulo.

Preocupado, com razão, com a multiplicação de centros de recuperação inadequados e pouco sérios (existem hoje mais de 2 mil comunidades terapêuticas no Brasil), o governo estabeleceu normas mínimas para o funcionamento das comunidades terapêuticas. Tais normas foram definidas na Resolução n.º 101/01 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Estado tem o dever de fechar as arapucas, mas não pode, num exercício de irresponsável precipitação, acabar com experiências bem-sucedidas. É preciso separar o joio do trigo. As comunidades terapêuticas idôneas precisam de um prazo maior para se adequar às exigências da Vigilância Sanitária (segundo uma fonte do governo, esse prazo será dilatado) e, sobretudo, receber ajuda financeira para o bom desenvolvimento do seu trabalho. Recentes debates na Câmara dos Deputados sugerem que as comunidades terapêuticas, bem como as demais instituições idôneas que trabalham na recuperação de adictos, possam, num futuro próximo, receber recursos provenientes do Fundo Nacional Antidrogas e do Sistema Único de Saúde (SUS). É sempre melhor apoiar o que já funciona e bem do que cair na tentação de criar novas estruturas.

Conversei, recentemente, com o general Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa, secretário nacional Antidrogas. Manifestou-me o seu entusiasmo com o trabalho das comunidades terapêuticas sérias. Segundo Uchôa, essas instituições "são importantes iniciativas da comunidade para o acolhimento de dependentes químicos que por alguma razão não tiveram acesso a outros programas de tratamento. No Brasil, hoje, são responsáveis por boa parte da assistência ao dependente e seus familiares".

O secretário Uchôa é um homem competente e bem-intencionado. E a política antidrogas do governo brasileiro tem recebido sucessivos elogios da comunidade internacional. Por isso, algo de novo pode estar despontando no horizonte da luta contra as drogas no Brasil.

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo para Editores, professor de Ética Jornalística, é representante da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra no Brasil. Colaboração de Vera Gelas, coordenadora de AE em Marília

Dia Internacional de Combate às Drogas - 26 de junho

Alguns de nós podem até imaginar que combater, lutar contra não é eficaz e que o certo mesmo seria um grande sim à vida! Entretanto, palavras são palavras e nenhuma terá sentido se não vier a ação que vivifica. E a Febrae (Federação Brasileira de Amor Exigente) sabe que, para consolidação deste objetivo, o fundamental é nos darmos as mãos e estarmos juntos em nossos cursos e encontros, de modo que sempre possamos opinar e decidir sobre as posições a serem tomadas quanto a assuntos de interesse comum. Estar alerta, apontar soluções a nosso alcance e agir defendendo os interesses da família brasileira, nesta área, é o que assegurará a vitória de nosso ideal.

"Sozinhos, estamos perdidos; em comunidade, encontramos a nossa força". Enfrentando e superando desafios de toda espécie, este trabalho cresce e se fortalece dia-a-dia, recebendo estímulo e apoio realmente motivadores.

O Amor-Exigente veio para ficar. Unindo, organizando, protegendo as relações interpessoais, esta proposta ganha expressão plena ao atingir pais e filhos e conduzi-los fielmente à busca da sobriedade e da qualidade de vida. É isso que, com grande alegrai, assistimos de Norte a Sul, em todo o país, nos Grupos de AE.

Entretanto, muitas vezes, há riscos de distorções que, verdadeiramente, nos preocupam. Pedimos então que, para garantir nossa unidade, que é o que nos faz fortes e respeitados, estejamos firmemente ligados entre nós representando com coragem e coerência os valores e princípios do Amor-Exigente da forma como nossa Federação prega, pois é esta a maneira mais eficiente e que vem obtendo os melhores resultados.

Assim, fortes e unidos pela Febrae, devemos também abrir para uma rede de parceiros de modo a não desamparar os que precisam de diferentes abordagens para serem ajudados.

Sabemos que vivemos momentos de alto risco que exigem mudanças difíceis de serem conseguidas. Temos que nos estruturar em nossos valores de integridade moral e ética, nos nossos 12 Princípios e em profunda espiritualidade.

E se quisermos consolidar os objetivos do Dia Internacional de Combate às Drogas, que é também a meta dos grupos de AE, devemos ter parceiros. Parceiros na área jurídica, médico-sanitária e social, para sermos atendidos em todas as nossas necessidades.

Enfim, parceiros em órgãos públicos e privados que visam os mesmos ideais do Amor-Exigente para, juntos, alcançarmos um comportamento de verdadeiro respeito por todos, com plena solidariedade e responsabilidade social.

Mara Silvia Carvalho de Menezes, presidente da Febrae

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Prostituição Infantil: uma

violência contra a criança

A prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários motivos, torna-se fragilizada. Segundo a UNICEF, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil.

A prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários motivos, torna-se fragilizada
A prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários motivos, torna-se fragilizada
Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças – principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil.

De forma geral, a prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada. Dessa forma, tornam-se vítimas do aliciamento por adultos que abusam de menores, os quais ora buscam o sexo fácil e barato, ora tentam lucrar corrompendo os menores e conduzindo-os ao mercado da prostituição.

Os aspectos facilitadores desta condição na qual se vê destruída a infância desconsideram os direitos e a necessidade de proteção da criança. Para além das possíveis vulnerabilidades decorrentes da situação socioeconômica - se não a principal causa, certamente uma das mais importantes – estão outros aspectos como o próprio gênero da criança, fato que explicaria uma maior vulnerabilidade das meninas, tão expostas à violência contra a mulher até mesmo no ambiente familiar. Isso sugere que são aspectos importantes para a compreensão da violência contra a criança e outros para além daqueles ligados apenas às questões de pobreza. A questão de gênero estaria intrínseca a um modelo sociocultural que, por vezes, como no caso brasileiro, pode reproduzir uma naturalização da discriminação contra a mulher (fruto de valores machistas), vista como objeto destituído de valor, de consciência e liberdade.

Assim, não se deve associar a prostituição infantil apenas à condição de pobreza da criança, mas sim considerar as particularidades de sua manifestação. Também para além da pobreza, o desenvolvimento de vícios por drogas conduzem essas crianças a uma situação deplorável e de extrema necessidade de cuidados especiais. Para atenderem às imposições da dependência química que as dominam, vendem seus corpos para conseguirem algum dinheiro para a compra de drogas (ou mesmo aceitam fazer programas tendo como pagamento a própria droga).

Outro complicador desta questão é o chamado turismo sexual, o qual consiste na chegada de vários estrangeiros a regiões como o Nordeste brasileiro em busca de sexo. Meninas pobres, moradoras das regiões periféricas e precárias ao redor dos grandes centros ocupam as principais ruas e avenidas para se oferecerem como mercadoria barata neste mercado do sexo que se estabelece em endereços turísticos por todo o Brasil, principalmente nas praias nordestinas.

Se por um lado a prostituição ainda faz parte da realidade brasileira, é importante destacar alguns avanços nesta luta. No Brasil, em 2000, institui-se o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, assim como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado em 18 de maio, dia em que uma menina de 8 anos foi abusada e morta em 1973 no Estado do Espírito Santo causando indignação nacional. Segundo o Governo Federal, este Plano Nacional de Enfrentamento está dividido em seis eixos estratégicos, sendo eles: Análise da Situação, Mobilização e Articulação, Defesa e Responsabilização, Atendimento, Prevenção e Protagonismo Infanto-Juvenil. A coordenação deste Plano fica a cargo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), assim como dos Conselhos de Direitos Estaduais e Municipais de cada região. Além destas instituições, outras esferas de acompanhamento e controle foram criadas, além de Varas Criminais especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. Ainda segundo o governo federal, em 2008 foram reunidas mais de 3.500 pessoas de várias nacionalidades no III Congresso de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, fato que marca uma sensibilidade internacional com esta realidade que afronta os Direitos Humanos.

Segundo o site da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, este órgão adotou em meados de 2000 o Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança, que trata da venda de crianças, prostituição e pornografia infantis. Vários países aderiram, a exemplo do governo brasileiro que promulgou tal protocolo em 2004. Este documento não apenas evidencia uma preocupação internacional, mas sinaliza a tentativa da criação de mecanismos para esforço mútuo contra essas terríveis formas de violência e exploração contra a criança. Ao longo do texto que introduz os pontos deste protocolo, a UNICEF aponta haver a concordância entre os países de que “a eliminação da venda de crianças, prostituição e pornografia infantis será facilitada pela adoção de uma abordagem global que leve em conta os fatores que contribuem para a existência de tais fenômenos, particularmente o subdesenvolvimento, a pobreza, as desigualdades econômicas, a iniquidade da estrutura socioeconômica, a disfunção familiar, a falta de educação, o êxodo rural...” (UNICEF, 2011, s/p).

Isso mostra que o posicionamento mais efetivo do Estado com relação a este problema não apenas se faz urgente, como também possui de fato certa complexidade. Não se trataria apenas de coibir a ação de aliciadores ou de uma clientela em potencial deste tipo de prostituição, mas fundamentalmente pensar o cuidado com o menor e o adolescente nas mais diversas esferas: da saúde, passando pela educação, bem como na criação de oportunidades claras de inclusão social. Requer a necessidade de apoio e orientação psicológica às crianças nesta condição, seja para aquelas que realmente estão em condição de rua, seja para aquelas que a despeito de terem família estão em um ambiente impróprio para sua infância e formação enquanto indivíduo (haja vista a exploração promovida em muitos casos pelos próprios pais).

 Em suma, cabe ao Estado zelar pelo bem-estar da criança e do adolescente, em especial por aqueles em maior situação de vulnerabilidade social. Porém, tal vulnerabilidade seria promovida não apenas pelo desprovimento de recursos, mas também pela naturalização cultural da discriminação, como no caso das meninas vistas como meros objetos. Logo, é preciso refletir não apenas sobre o papel do Estado, mas sobre o da própria sociedade, sobre seus valores e sua capacidade de percepção sobre a real natureza da lógica da violência contra a criança.

Paulo Silvino Ribeiro


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Crescer sem violência

© UNICEF/BRZ/Claudio Versiani

A violência contra crianças e adolescentes se manifesta em todos os lugares. Pode ser na comunidade onde moram, na escola, nas instituições socioeducativas e na família.

Para dar uma resposta positiva ao problema, há que se considerar uma faceta cruel dessas agressões: a invisibilidade. Muitos dos casos de violência, seja ela física, sexual ou psicológica, não são notificados e, muito menos, investigados. A vulnerabilidade é ainda maior quando se fala em pessoas com deficiência, negros, adolescentes em conflito com a lei, moradores de rua e de meninas e meninos que vivem em comunidades populares dos grandes centros urbanos.

As prioridades do UNICEF no enfretamento da violência contra crianças e adolescentes são:
• Combater o abuso físico e sexual de crianças em casa;
• Prevenir a violência contra adolescentes, em especial, homicídios e exploração sexual, considerando as questões de raça e gênero;
• Promover reformas na justiça juvenil e nas políticas e práticas de proteção à criança com finalidade de reduzir a institucionalização e a violência contra a infância e adolescência.



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15 de junho - Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso

Quem foi acostumado a amar e respeitar os mais velhos, sente o maior prazer em dar amor, carinho e a ter muita paciência quando pais e avós chegam a velhice. Afinal, estamos retribuindo tudo que recebemos durante a nossa vida.Infelizmente, para muitos idosos, a realidade é bem diferente. E o mais triste é que a violência e os maus tratos muitas vezes acontecem na própria família, isso quando não são abandonados em asilos clandestinos, sem a mínima condição de uma vida digna  e, o pior de tudo, sem receber a visita de filhos e netos.

A violência pode ser física, psicológica e muitas vezes financeira quando são tirados do idosos dinheiro e bens. Atos revoltantes que precisam ser denunciados mesmo que o idoso sinta medo de represálias.

Casos de abandono e maus-tratos devem ser denunciados às delegacias e ao Ministério Público. Algumas cidades têm atendimento especial para os idosos, mas todas as denúncias podem ser registradas em delegacias normais. Se a vítima for mulher o caminho é procurar as delegacias de mulheres.


Em celebração ao dia 15 de junho – Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado realizou, esta semana, audiência pública para discutir a situação dos idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos) brasileiros.

Senadores e representantes da sociedade concordaram que mudanças nas leis podem contribuir para o combate à violência contra idosos, mas o problema, segundo eles, é mudar a consciência das pessoas, pois muitas vezes os agressores são os próprios familiares.

Senadores e representantes da sociedade concordaram que mudanças nas leis podem contribuir para o combate à violência contra idosos, mas o problema, segundo eles, é mudar a consciência das pessoas, pois muitas vezes os agressores são os próprios familiares.

A tendência mundial concretiza o aumento da expectativa de vida da população, e no Brasil a situação não é diferente. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem hoje cerca de 17.6 milhões de idosos. Esse número é maior do que as populações de países sul americanos, como Chile, Uruguai e Paraguai.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República também está atenta à questão da violência e de outros problemas enfrentados pelos mais velhos. Em maio, a Secretaria realizou a 1ª Conferência Nacional da Pessoa Idosa e aprovou algumas propostas para solucionar os problemas.

Entre as proposições, destacaram-se a Criação dos Conselhos Municipais do Idoso em todos os municípios, sob a fiscalização do Ministério Público; a implementação de Defensorias Públicas nos Estados e na União com o intuito de viabilizar a criação de órgãos especializados na proteção e defesa da pessoa idosa e o compromisso do poder público e da sociedade na fiscalização dos serviços prestados aos idosos pelas empresas concessionárias e/ou permissionárias de transporte público coletivo.

Quanto à violência contra os idosos, foi deliberada a implantação e/ou ampliação de residências temporárias nos municípios, com
financiamento público, para acolher idosos vitimas de violência familiar. A idéia é, também, proporcionar a garantia de inserção das famílias com idosos em situação de maior vulnerabilidade e risco social no Cadastro Único para o acesso a benefícios assistenciais, como o Bolsa Família.

Fontes:
Secretaria Especial de Direitos Humanos 
 

Na data em que é celebrado o Dia da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

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“A violência é inconcebível. As pessoas têm que entender que não se pode aceitar de maneira nenhuma os abusos às pessoas idosas, sejam eles físicos, psicológicos ou financeiros. Todos devem denunciar e combater essa violência”, ressalta a coordenadora do Centro de Referência e Enfrentamento a Violência Contra a Pessoa Idosa (Cevi), Gonçala Alves.

O Cevi presta atendimento especializado à população idosa, por meio de equipe multidisciplinar composta por núcleo jurídico, social e psicológico, que desenvolvem ações de prevenção e promoção da cidadania a idosos vítimas de violência e discriminação.

Durante a panfletagem, representantes dos órgãos e apoiadores da causa seguravam faixas sobre a razão da mobilização e, também, realizavam adesivação dos carros de motoristas que se dispunham a propagar a ideia do combate a violência ao idoso.

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Jesus Diocesano, presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), ressalta a importância da ação. “Nós sabemos que existe muita violência porque as pessoas pensam que são naturais a existência de algumas situações. Essas atividades servem para mostrar a população que a violência não é permitida, é um crime e temos o estatuto do idoso para resguardar nossos direitos. A luta é essa, fazer com que as pessoas não aceitem e denunciem qualquer tipo de violência contra o idoso”, considera.

A diretora do Abrigo São Lucas, Liliane Costa, reitera que os cuidados à pessoa idosa devem perpassar pelas esferas do poder público, da sociedade e, principalmente, pela família.

Data

Em 15 de junho é celebrado o Dia da Conscientização da violência contra a pessoa idosa. A data foi instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas(ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. 

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Dia nacional de Triagem Neonatal 

ou Teste do Pezinho - 6 de junho


O próximo dia 6 de junho é o Dia Nacional do Teste do Pezinho e também comemoração de dez anos do Programa Nacional de Triagem Neonatal, criado pelo Ministério da Saúde, para possibilitar tanto o diagnóstico quanto o tratamento precoce de quatro importantes doenças genéticas, identificadas na coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, logo após o nascimento.
A bem sucedida iniciativa foi possível graças aos esforços da APAE DE SÃO PAULO, que trouxe, em 1976, o exame para o Brasil, e lutou posteriormente por sua obrigatoriedade em território nacional.
Teste do Pezinho, em sua versão básica, diagnostica quatro patologias metabólicas e genéticas: a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme (e demais Hemoglobinopatias, doenças do sangue) e a Fibrose Cística. Se não tratadas a tempo, as duas primeiras doenças citadas podem desenvolver a Deficiência Intelectual e as demais, causar prejuízos à qualidade de vida do bebê. Por este motivo, é essencial que se realize o exame na primeira semana de vida da criança, após 48 horas do nascimento.
O governo brasileiro por meio do Ministério da Saúde, com a implementação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, vem observando resultados que mostram um programa com índices de cobertura populacional crescente e uniforme em todo o país, mesmo considerando a diversidade e característica brasileira. Durante esses dez anos, a APAE DE SÃO PAULO já triou mais de 13 milhões de recém nascidos, prevenindo que as crianças diagnosticadas desenvolvessem deficiência intelectual e garantindo a melhora na qualidade de vida.
O laboratório da organização é responsável por 50% dos testes realizados no estado de São Paulo. No ano passado, mais de 325 mil bebês foram triados, sendo as Hemoglobinopatias os casos mais diagnosticados, seguido pelo Hipotiroidismo Congênito. 




Teste do pezinho



Trata-se de um exame laboratorial de algumas gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, com o objetivo de pesquisar doenças metabólicas ou genéticas congênitas.

A amostra de sangue é coletada após 72 horas de vida, quando o nenê já mamado bem.

Onde e como é feito o teste?

Como o teste do pezinho é obrigatório pro lei, é, geralmente, realizado na própria maternidade (teste tradicional). Pode ser feito, também, em laboratórios especializados, que, com análise de uma mesma amostra, pesquisam várias doenças congênitas. Neste caso, (teste ampliado), o resultado demora aproximadamente 30 dias, mas, se há problemas, os pais são avisados antes desse prazo.

Doenças pesquisadas

Existem três tipos de testes do pezinho: o básico ou tradicional, o ampliado e o plus. No teste básico ou tradicional, são pesquisadas duas doenças:

Fenilcetonúria - doença genética que afeta 1 em cada 12000 recém-nascidos. A criança nasce aparentemente normal, mas, como não consegue digerir o aminoácido fenilalanina, este se acumula no tecidos e causa perturbações no desenvolvimento neuropsicomotor. O tratamento consiste em uma dieta especial, sem fenilalanina.

Hipotireoidismo congênito - 

É uma deficiência da glândula tireóide, que, devido a um defeito de formação, produz poucos hormônios. A falta de hormônios tireoideanos acarreta deficiência física e mental de vários graus. Detectada precocemente, e doença pode ser tratada com sucesso.
Os testes ampliado e plus permitem, ainda, detectar várias doenças, entre elas:

Fibrose cística (mucoviscidose) - É uma doença causada por distúrbio nas secreções de algumas glândulas que são muito espessas. Nos pulmões, essas secreções facilitam as infecções respiratórias e, no trato gastrointestinal, prejudicam a digestão.

Galactosemia - Dificuldade do organismo em metabolizar uma substância normalmente presente na alimentação. O problema é ocasionado pela lactose do leite materno, de vaca ou de seus derivados. Os sintomas são vômitos, diarréia, icterícia, convulsões e, até, retardo mental. o tratamento é simples: apenas a retirada do leite. 



Toxoplasmose - É uma doença transmitida durante a gestação, da mãe para o feto. A gravidade depende da etapa da gestação em que a mãe foi infectada. Podem ocorrer microcefalia e complicação visual.

Tratamentos

Os distúrbios metabólicos detectados pelo teste do pezinho podem ser tratados com sucesso desde que identificados precocemente, antes de a criança apresentar sintomas, por isso, ao receber os resultados, os pais devem procurar, imediatamente, o médico pediatra.

Questionamentos

Todos os bebês precisam fazer o teste?

Sim. A realização do teste é obrigatória pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pois muitos bebês com apar6encia normal, podem ser portadores de erros metabólicos congênitos, com futuro comprometimento do seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Qual dos testes é mais seguro: o tradicional ou o ampliado?

No teste tradicional, a contagem do aminoácido (fenilalanina) analisado é individual, sem verificação de sua relação com outros aminoácidos. Pode ocorrer, portanto, um falso positivo. No teste ampliado, esse problema não acontece e mais doenças são pesquisadas. Entretanto, um resultado normal, mesmo no teste ampliado, não afasta a possibilidade de outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas. O teste não diagnostica, por exemplo, a síndrome de Down. Basta apenas uma picada no calcanhar do bebê para retirar quatro gotinhas de sangue, que serão colhidas num papel filtro e analisadas, se você se preocupa com a vida do seu filho, faça o teste do pezinho e garanta seu desenvolvimento saudável. 
  
Dra. Elisabete  Almeida

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Dia Mundial do Meio Ambiente do ano de


2014

Dia 05 de junho dia mundial do meio ambiente

Tema para 2014: O tema do DMMA deste ano é

“Aumente sua voz, não o nível do mar”.

Líder em energia solar, Barbados será o país-sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014


Barbados, ilha caribenha que investe cada vez mais em projetos contra a mudança do clima, foi escolhido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA). A data é comemorada no dia 5 de junho, e as celebrações acontecerão ao longo de toda a semana.
O tema do DMMA deste ano é “Aumente sua voz, não o nível do mar”, e chama a atenção para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e seus desafios relativos às mudanças climáticas.

Dentre outras coisas, Barbados se comprometeu em aumentar para 29% a participação de energias renováveis na matriz energética da ilha até 2029. Isso cortaria cerca de US$ 283,5 milhões do custo total de eletricidade e reduziria as emissões de CO² em 4,5 milhões de toneladas, de acordo com o governo.

“Esse grande evento será uma oportunidade para Barbados mostrar sua cultura para todo o mundo. Nosso objetivo é estar no mapa global do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Isso só poderá ser alcançado se todas as partes — setor público e privado, ONGs e sociedade civil — trabalharem juntas para um Dia Mundial do Meio Ambiente de grande sucesso”, declara o Primeiro Ministro de Barbados.

“Os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento estão enfrentando riscos relacionados à mudança do clima, desde o aumento de temperatura, que afeta negativamente a agricultura, até o crescimento do nível do mar, que ameaça a existência de algumas nações”, declara o subsecretário geral da ONU e diretor executivo do PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

 “Como sede do DMMA, Barbados terá a oportunidade de mostrar suas iniciativas e se tornar um exemplo para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento que estão enfrentando desafios similares. O país demonstra um grande interesse político, provando que a transição para uma economia verde é possível — mesmo em países que enfrentam grandes desafios — quando políticas ambientais robustas são traduzidas em ações”.

A dependência da ilha sobre combustíveis fósseis se tornou um de seus principais problemas ambientais. O Plano Estratégico Nacional foi desenvolvido para diminuir essa dependência e aumentar o fornecimento de energia renovável, com um foco especial no número de aquecedores solares residenciais.

Eventos em Barbados para a celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente acontecerão ao longo de cinco dias. Serão discutidos tecnologias de adaptação à mudança do clima, negócios, manejo de recursos sustentáveis, áreas protegidas, cultura local, e também falarão de desafios e oportunidades para os estados insulares em desenvolvimento do mundo todo.

 

PNUMA no Brasil

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O PNUMA,  principal autoridade global em meio ambiente, é a agência do Sistema das Nações Unidas (ONU) responsável por promover a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustentável.

Estabelecido em 1972, o PNUMA tem entre seus principais objetivos manter o estado do meio ambiente global sob contínuo monitoramento; alertar povos e nações sobre problemas e ameaças ao meio ambiente e recomendar medidas para aumentar a qualidade de vida da população sem comprometer os recursos e serviços ambientais das futuras gerações.

Com sede em Nairóbi, no Quênia, o PNUMA dispõe de uma rede de escritórios regionais para apoiar instituições e processos de governança ambiental e, por intermédio  desta rede,  engaja uma ampla gama de parceiros dos setores governamental, não-governamental, acadêmico e privado em torno de acordos ambientais multilaterais e de programas e projetos de sustentabilidade.

Em 2004, o PNUMA pôs em marcha uma estratégia para reforçar suas atividades no país com a inauguração de um escritório em Brasília.   Este processo de descentralização de ações, deverá alcançar em breve outros países em desenvolvimento com o objetivo de  facilitar a identificação de  prioridades e o desenvolvimento de iniciativas que atendam especificidades subregionais e nacionais.

No Brasil, o PNUMA trabalha para disseminar, entre seus parceiros e à sociedade em geral,  informações sobre acordos ambientais, programas, metodologias e conhecimentos  em temas ambientais relevantes da agenda global e regional e, por outro lado, para promover uma mais intensa participação e contribuição de especialistas e instituições brasileiros em foros, iniciativas e ações internacionais. O PNUMA opera ainda em estreita coordenação com organismos regionais e subregionais e cooperantes bilaterais bem como com outras agências do Sistema ONU instaladas no país.

Dentre as principais áreas temáticas de atuação do PNUMA estão as mudanças climáticas, o manejo de ecossistemas e biodiversidade, o uso eficiente de recursos e o consumo e produção sustentáveis e a governança ambiental.

 Nestas áreas, o PNUMA procurará contribuir para o diálogo entre os gestores públicos, atores da sociedade civil, do setor privado e acadêmico abordando temas como:  

  • A compilação e análise integrada de informações sobre o estado do meio ambiente e os impactos de processos de desenvolvimento sobre os recursos naturais, com objetivo de produzir subsídios para tomadores de decisão e apoiar a elaboração de políticas ambientais.

o    A identificação e desenvolvimento de alternativas para minimizar impactos negativos ao meio ambiente causados por padrões insustentáveis de produção e consumo, enfocando, principalmente, a eficiência de recursos.

o    A assistência ao desenvolvimento de capacidades, de conhecimento científico e transferência de tecnologias para fortalecer a implementação de acordos ambientais multilaterais.

  • Promoção de parcerias integrando o setor privado em uma nova cultura de responsabilidade ambiental e criação de espaços para a preparação e participação da sociedade civil e setores acadêmicos para atuar solidariamente na gestão ambiental e no desenvolvimento sustentável.

O PNUMA Brasil atua em estreita colaboração com o Escritório Regional para a América Latina e Caribe, baseado no Panamá, e mobiliza recursos técnicos de suas diversas unidades especializadas localizadas em Nairobi, Paris, Genebra, Cambridge etc.

Por intermédio do site www.unep.org pode-se acessar mais informações sobre os programas e as atividades do PNUMA em todo mundo, além de documentos técnicos (nos idiomas oficiais inglês, francês e espanhol), publicações, campanhas e outras informações de interesse ambiental.




No dia 05 de junho, dia do meio ambiente, homenageamos o nosso velho Chico – “ Rio São Francisco”    

Importância do Rio São Francisco   



 
Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. Seu descobrimento é atribuído ao navegador florentino Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 1501. O nome é homenagem a São Francisco de Assis, festejado naquela data. A 4 de Outubro de 1501, uma expedição de reconhecimento descia a costa brasileira, rente ao litoral, comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio e vinda do Cabo de São Roque. A região da foz era habitada pelos índios, que a chamavam Opará, que significa algo como “rio-mar”. Outra expedição, em 1503, chegou à foz, comandada por Gonçalo Coelho, outra vez com Américo Vespúcio. 

O rio era visitado apenas nas cercanias da foz, pois a mata, a caatinga desconhecida e as tribos ferozes impediam os brancos de penetrar na terra.
   




  rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e de toda a América do Sul. Conforme estudos, sua nascente real e geográfica está localizada no município de Medeiros, Minas Gerais. Na Serra da Canastra no município de São Roque de Minas,Minas Gerais encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a errônea chamada nascente histórica, qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamadoVelho Chico

O rio São Francisco é um dos poucos rios permanentes no Nordeste Brasileiro, ou seja, ele não desaparece (seca) em nenhum mês do ano. Sua importância é de abastecimento de água (irrigação para a produção de frutas no Vale de São Fancisco - região de Juazeiro - BA - Petrolina - PE), emergia (com as hidrelétricas de Paulo Afonso e Sobradinho) Turismo e Pesca.    

rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e de toda a América do Sul. Conforme estudos, sua nascente real e geográfica está localizada no município de Medeiros, Minas Gerais. Na Serra da Canastra no município de São Roque de Minas,Minas Gerais encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a errônea chamada nascente histórica, qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamadoVelho Chico.



 Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1.371 km de extensão, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) / Petrolina (PE) e o baixo, com 208 km, entre Piranhas (AL) e a foz, no Oceano Atlântico.  

 O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem cinco usinas hidroelétricas.  

   As partes extremas superior e inferior da bacia apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco. Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da bacia ali inserida é de apenas 37% da área total.   

     A área compreendida entre a fronteira Minas Gerais-Bahia e a cidade de Juazeiro(BA), representa 45% do vale e contribui com apenas 20% do deflúvio anual.  

     Os aluviões recentes, os arenitos e calcários, que dominam boa parte da bacia de drenagem, funcionam como verdadeiras esponjas para reterem e liberarem as águas nos meses de estiagem, a tal ponto que, em Pirapora (MG), Januária (MG) e até mesmo em Carinhanha (BA), o mínimo se dá em setembro, dois meses após o mínimo pluvial de julho.   




     à medida que o São Francisco penetra na zona sertaneja semi-árida, apesar da intensa evaporação, da baixa pluviosidade e dos afluentes temporários da margem direita, tem seu volume d'água diminuído, mas mantém-se perene, graças ao mecanismo de retroalimentação proveniente do seu alto curso e dos afluentes no centro de Minas Gerais e oeste da Bahia. Nesse trecho o período das cheias ocorre de outubro a abril, com altura máxima em março, no fim da estação chuvosa. As vazantes são observadas de maio a setembro, condicionadas à estação seca.


O rio São Francisco é também o maior responsável pela prosperidade de suas áreas ribeirinhas compreendidas pela dominação de Vale do São Francisco, onde cidades experimentaram maior crescimento e progresso como Petrolina em Pernambuco e Juazeiro na Bahia devido a agricultura irrigada. Essa região apresenta-se atualmente como a maior produtora de frutas tropicais do país, recebendo atenção especial, também, a produção de vinho, em uma das poucas regiões do mundo que obtêm duas safras anuais de uvas.Em grande parte do vale do São Francisco as áreas mais propícias ao aproveitamento agrícola situam-se às margens do mesmo. Por esse motivo a maior parcela da população do vale se encontra nas proximidades do rio.

Não é só o rio que justifica a viagem, muito pelo contrário: Piranhas é uma cidade ímpar. Seu conjunto de casinhas coloniais está bastante preservado e a história que ele conta é riquíssima. A cidade alagoana possui, por exemplo, uma estação ferroviária centenária, construída nos moldes das paradas de trens inglesas.hoje o edifício abriga o museu do Sertão, onde é possível se embrenhar na vida de um dos mais ilustres personagens da tradição local: Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Foi de Piranhas que partiram os soldados encarregados de fazer a emboscada final ao cangaceiro, em 28 de julho de 1938. Como a investida foi bem sucedida, os combatentes retornaram à cidade carregando seus "troféus": as cabeças de Lampião, Maria Bonita e de outros nove membros do bando. Estas ficaram expostas na escadaria da atual prefeitura de Piranhas, e ainda é possível encontrar testemunhas oculares desse dia dispostas a dar seu relato.


Energia solar já é uma ótima alternativa para empresas que querem ser sustentáveis 

O Brasil possui a quarta tarifa de energia mais cara do mundo, de acordo com estudo divulgado recentemente pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o valor médio pago no país é de R$ 329,00 por MWh, ficando atrás somente de Itália, Turquia e República Tcheca e bem acima da média mundial que é de R$ 215,50 por MWh, segundo o levantamento.


Por isso formas de se diminuir os gastos são bem vindas e as ações de sustentabilidade fazem o casamento perfeito entre custo pro seu bolso e beneficio para todo o meio ambiente.


Quer ser sustentável e ainda economizar conheça sistemas alternativos, como a energia solar.


 O Brasil tem o privilégio de receber grande incidência solar durante a maior parte do ano. Entretanto, o aproveitamento dessa fonte de energia ainda é muito pequeno no país. Por seu grande potencial, o calor emitido pelo sol pode ser convertido em energia elétrica por meio do inversor solar.


Esse sistema já muito usado na Europa, mesmo tendo menor incidência de sol anula e acontece por meio  da captação da luz solar por placas fotovoltaicas.


É importante salientar que neste sistema a energia é captada mesmo em dias nublados.


Estas placas fotovoltaicas, que são constituídas de silício, transferem o calor para um módulo de inversão que transforma a energia contínua captada pelos painéis em energia alternada que fica armazenada em baterias, desta forma mesmo durante a noite sua empresa ainda terá energia solar.


Outro ponto importante é que a energia solar é limpa, não e não gera resíduos.
Atualmente. indicamos este tipo de técnico apenas por conta de seu custo, mas já existem comunidades inteiras em regiões de xtremo calor, como na África, que já usam esta geração de energia com a principal


Existem também estudos que buscam o barateamento da tecnologia para que possa ser usada em baixa escala  na tentativa da popularização do método.

devido ao seu custo, ele é implantado em escala industrial e em comunidades afastadas onde a energia elétrica não está instalada. 



No dia 05 de junho, dia do meio ambiente, homenageamos o Tuiuiú: a ave de muitos nomes


A homenagem da foto dessa vez vai para o Tuiuiú (Jabiru mycteria), que também atende por Jaburu, Jabiru, Tuim-de-papo-vermelho, entre outros nomes, que variam de acordo com região. A ave-símbolo do Pantanal tem um grande porte, pesa até 8kg, com até 1,40 metros de comprimento, cerca de um metro de altura e uma envergadura (distância entre as pontas das asas abertas) que pode chegar à impressionantes 3 metros. Seu bico é preto, combinando com a cor da sua cabeça e pescoço, que contrastam com o papo vermelho. No resto do corpo, sua penugem é branca. Sua beleza chama atenção dos turistas, que podem vê-los nas margens de grandes rios e lagos, onde vivem. Põe seus ninhos no topo de árvores altas e são postos de dois a cinco ovos por ninhada. Uma curiosidade sobre seus ninhos, é que são as maiores estruturas construídas por aves no Pantanal, e podem ser feitos com a ajuda de até seis membros da espécie. O Tuiuiú ocorre desde o México ao Norte da Argentina; no Brasil, é encontrado principalmente na zona do Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Brasil, inclusive, abriga mais de 50% da espécie em seu território.

O estado de conservação da espécie na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) é considerada pouco preocupante, mas a perda progressiva do seu habitat - localizado no Brasil em Estados com forte expansão agrícola - pode inverter essa posição, por enquanto favorável da espécie, na lista vermelha dos animais em extinção. Foto: Manoel Francisco Brito


DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Dia Mundial do Meio Ambiente

Preservar o meio ambiente é muito importante para que possamos ter um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro.

Vamos aproveitar este dia e listar quantas ações podemos fazer para colaborar na preservação do meio ambiente. Se todo mundo fizer um pouquinho, podemos contribuir um montão para o mundo!

Segue algumas medidas que podemos facilmente tomar em casa e na escola:

Água

  • Escovando os dentes - desligue a água enquanto faz a escovação.
  • Lavando a louça - desligue a água enquanto ensaboa pratos, copos, talheres e panelas.
  • Tomando banho - nada de banhos muito longos e quando estiver se ensaboando, desligue a torneira.

Energia

  • Desligue as luzes - ao sair do seu quarto, sala ou cozinha não esqueça de apagar as luzes.
  • Desligue aparelhos eletrônicos - não deixe a televisão, rádio ou computador ligado caso não esteja sendo utilizado.
  • Ar condicionado - utilize com moderação!
  • Lavando roupa suja - dedique dias da semana para lavar a roupa. Assim você utiliza a máquina de lavar em sua capacidade máxima, economizando energia e água ao mesmo tempo.
  • Passando roupa - também dedique dias da semana para passar roupa. Evitando assim, o liga e desliga.

Lixo

  • Coleta seletiva - tenha uma atitude bacana. Programe a coleta seletiva na sua casa. É muito fácil, basta separar os lixos em: material orgânico, papel, metal, vidro e plástico.

Desta forma, você estará fazendo uma grande contribuição à mãe natureza, já que este material será reciclado, ou seja, será reaproveitado para a fabricação de novos produtos.


Transportes

As emissões de gases emitidos pelos transportes é muito nociva para a nossa atmosfera. Mas podemos tomar algumas atitudes para contribuir na diminuição da emissão de gases.

  • A caminho da escola - Utilizar os transportes coletivos é sempre mais saudável para o planeta. Por isto, quanto mais gente utilizar um mesmo veículo melhor. Se você vai de carro para a escola, que tal combinar um rodízio com os colegas que moram perto! Além de ser uma atitude consciente, você aproveita e faz novos amigos!

Agora, se a sua escola é perto de casa, larga de preguiça e vá a pé! Assim, você estará cuidando da saúde do nosso planeta, e da sua saúde também!

 5 de junho: lute pelo meio ambiente – lute contra o DESMATAMENTO 

A legislação A legislação ambiental e os recursos naturais brasileiros estão sob novo ataque, mais uma vez protagonizado por setores que colocam seus interesses à frente do desenvolvimento sustentável do
país.
O cenário é de desmatamento e violência em alta, megaobras que ameaçam a biodiversidade e culturas tradicionais e política na contramão de um planeta que enfrenta as mudanças do clima. 
Por tudo isso, este Dia Mundial do Meio Ambiente1 é o momento de renovar o engajamento e a luta contra modelos ultrapassados de desenvolvimento e retrocessos que custarão caro ao futuro do Brasil. 

É tempo de ação.

 

Luto pelas florestas


Madeira queimando. Amazonas, Brasil. / ©: WWF-Brasil

 

Este Dia Mundial do Meio Ambiente é o momento de renovar o engajamento e a luta contra modelos ultrapassados de desenvolvimento e retrocessos que custarão caro ao futuro do Brasil. É tempo de ação.

Demonstre sua contrariedade com os rumos da política nacional pendurando tecidos pretos nas janelas e sacadas, carregue bandeiras, amarre faixas em seu braço. Proteste e aja pela conservação, recuperação e bom uso de nossas riquezas naturais.

Mobilize-se





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31 de Maio
DIA INTERNACIONAL COMBATE AO FUMO

Perda de dente, sensibilidade, câncer; pare de fumar no Dia Mundial de Combate ao Fumo

A pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa e muito grave com o passar dos anos, conhecida por angina localizada. É uma doença que danifica os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias - ausência de circulação - que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos Foto: Shutterstock



A pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa e muito grave com o passar dos anos, conhecida por angina localizada. É uma doença que danifica os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias - ausência de circulação - que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos
Foto: Shutterstock

 

Hoje, 31 de maio, é o Dia Mundial de Combate ao Fumo, e o apelo é para que as pessoas larguem o cigarro e preservem sua saúde, inclusive a bucal. Segundo o cirurgião-dentista Mario Groisman, membro da Academia Americana de Periodontia, além de afetar as células da mucosa da boca, o tabaco diminui a capacidade de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores. Com isso a cavidade oral fica mais suscetível a doenças periodontais e até mesmo o câncer bucal. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com o consumo. Dados do Inca, Instituto Nacional do Câncer, indicam que o fumo é um dos mais potentes agentes cancerígenos conhecidos. Na fumaça podem ser identificadas cerca de 4.700 substâncias tóxicas, das quais, pelo menos, 40 são cancerígenas. 

Além do câncer, o tabaco pode causar retração gengival que, ao expor as raízes dos dentes, aumenta o risco de desenvolver sensibilidade ao frio e calor ou cárie dentária. Mais grave é o fumo levar à perda total de um dente, inviabilizar a colocação de um implante dentário e, ainda, prejudicar o resultado de cirurgias orais. “O cigarro provoca a descamação da mucosa oral, o aquecimento da gengiva e a inflamação do tecido, que se destruído, resulta na perda do dente”, diz Groisman. 

A pólvora também é grande inimiga da saúde. Aliada a outras substâncias químicas e diferenças de temperaturas, causa uma doença silenciosa e muito grave com o passar dos anos, conhecida por angina localizada. “É uma doença que danifica os microvasos periféricos das gengivas e causam isquemias - ausência de circulação - que diminuem a vida das gengivas e do periodonto, um tecido importantíssimo na fixação dos dentes aos ossos”, explica o dentista Milton Sabino Fernandes, especialista em reabilitação oral. 

Outros problemas
Groisman ressalta que as substâncias presentes no cigarro diminuem o fluxo salivar, o que causa halitose e compromete a higiene fisiológica do próprio organismo, além de deixar manchas acastanhadas nos dentes. “O fumo causa alterações no olfato e no paladar, pois atrofia as papilas gustativas do dorso da língua,o que prejudica a capacidade de sentir o gosto dos alimentos, especialmente comidas salgadas”, explica.

Além de afetar as células da mucosa da boca, o tabaco diminui a capacidade de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores. Com isso a cavidade oral fica mais suscetível a doenças periodontais e até mesmo o câncer bucal


Consumidor gasta mais com cigarros do que com arroz e feijão



DIVULGAÇÃO

Tabagismo é responsável por grande parte das despesas de quem tem vício

Os gastos da população com cigarros têm se mantido nos últimos anos e o peso dessas despesas no orçamento mensal dos consumidores “é relevante”, disse o  economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira, 31 de maio, o economista comentou as implicações do consumo de cigarro para o orçamento doméstico. Segundo ele, os consumidores gastam com o cigarro o dobro do que usam para comprar arroz e feijão. “1,20% da  renda  média é gasta com cigarro. É um número representativo se se olhar o gasto com arroz e feijão, que é a metade disso, só 0,60%”, disse.

Segundo dados da Souza Cruz, em 2012, a empresa atingiu 74,9% do mercado brasileiro de cigarros, confirmando a primeira posição no setor. No quarto trimestre a participação teve um crescimento de 1,2 ponto percentual no ano, chegando à participação recorde na sua história, de 76.6%. Ainda de acordo com a empresa, o lucro operacional ficou em R$ 2.37 bilhões, que representa aumento de  9% em relação a 2011. O desempenho incluí os resultados com exportação de tabaco, que no mesmo período de comparação, conforme a companhia, teve crescimento de 106%.

O valor médio em reais dos gastos dos consumidores, no entanto, não é calculado, segundo o economista da FVG, porque varia conforme a quantidade de fumo por família e o número de integrantes de cada uma.

André Braz explicou que os gastos sempre tiveram peso relevante (acima de 1%), mas ficaram estáveis nos últimos dez anos porque quem gosta de fumar não abre mão do cigarro. Braz esclareceu que, apesar da queda no número de fumantes, o peso dos gastos permanece em destaque por causa da elevação do preço do produto. “O governo implementou uma política de aumento de imposto do produto para desestimular, então ainda que o número de fumantes seja em menor grupo, sustenta o vício a um preço maior”, disse.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na população com mais de 15 anos de idade, o consumo de cigarros no Brasil caiu de 32 %, em 1989, para 17% em 2008. Os 17% correspondem a 25 milhões de fumantes.

Para o pneumologista do Inca, Ricardo Meirelles, a queda é resultado de um conjunto de ações do Programa Nacional de Antitabagismo. “A conscientização da população sobre o tabagismo e as leis  são importantes.

A lei que proíbe o fumo em ambiente fechado é importante porque sensibiliza o fumante e o incentiva a parar de fumar. A gente nota que as pessoas querem parar de fumar por que não têm mais liberdade de fumar como antigamente.”

Para o pneumologista, o aumento no preço do cigarro também influencia no combate ao vício. Citou também outros fatores: a proibição de propaganda, as campanhas para que os jovens não comecem a fumar, o aumento da oferta de assistência ao fumante na rede pública e, por último, a proibição que as pessoas fumem em prédios públicos. O pneumologista citou também as queixas crescentes das pessoas que dizem estar com a saúde prejudicada pela convivência com os fumantes.

Na avaliação de Meirelles, é muito mais econômico para o governo implementar um programa contra o tabagismo, mesmo comprando os medicamentos, do que pagar  o tratamento da doença causada pelo vício. Ele explicou que o tratamento se baseia em duas formas.

“Primeiro – disse Meirelles - é preciso entender que o tabagismo é dependência química. A nicotina é muito poderosa e pode causar dependência química até maior que outras [substâncias].” Observou também que há uma dependência psicológica: o cigarro às vezes é encarado como uma forma de tranquilizar, aliviar o estresse e aborrecimentos.

 

Os malefícios do cigarro

Hoje, as dúvidas sobre os malefícios do tabagismo são poucas. No entanto, o número de pessoas que morrem vítimas do cigarro continua a crescer em todo o mundo.

De acordo com dados da Fundação Mundial do Pulmão, até 2030 o número de mortes dobrará para 10 milhões por ano.

“O principal fator que faz o tabaco viciar é a nicotina, a única substância no cigarro que causa vício, e a dependência comportamental”, afirma o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador da campanha PrevFumo (programa com objetivo de fazer as pessoas pararem de fumar).

Além dos problemas de saúde, o fumo traz problemas estéticos (envelhecimento precoce da pele, aumento da celulite, mudança da voz) e gastos financeiros.

“O consumo do tabaco causa três grupos de doenças: câncer (gengiva, traquéia, língua, pulmão, útero, próstata e pele), respiratórias (pulmão, bronquite crônica e enfisemas) e cardiovasculares (derrame cerebral, infarto agudo e tromboses venosas)”, afirma o especialista.

Existem vários medicamentos, vendidos sob prescrição médica, que ajudam o paciente a diminuir os sintomas desagradáveis durante o período de largar o vício, mas segundo os especialistas o principal tratamento contra o tabagismo é o desejo de parar.

Fonte - MBPress

DESAFIO PARA LARGAR O CIGARRO

Desafio de largar o cigarro em reality blog

As mulheres sabem na ponta da língua as conseqüências do fumo. Aumento das chances de derrame, infarto, aneurisma e, durante a gravidez, abortos e nascimento de bebês prematuros. Mesmo assim, muitas delas não conseguem largar de vez o vício. E dizem que é algo mais difícil do que se imagina.

 

Mas compartilhar isso amigos pode trazer motivação suficiente para superar esse desafio. Assim como mulheres se juntam para emagrecer e dividem isso com as amigas, três publicitários reuniram esforços para juntos parar de vez de fumar. A empreitada começou há oito semanas, isso no dia dois de agosto, e pretende se estender para a vida toda, pelo menos é o que eles querem. Mas até meados de novembro, quando eles completarem 14 semanas, eles têm o compromisso de não colocar um único cigarro na boca.

A experiência está sendo compartilhada no reality blog "Parar de fumar dá trabalho". A ideia começou por acaso entre Fernando Christo, Ilana Stivelberg e João Bruno, quando os três profissionais tinham a tarefa de criar uma campanha online para pessoas que desejam parar de fumar. Sensibilizados com a causa, eles resolverem unir o útil ao agradável e abandonar o cigarro.

Munidos de câmeras digitais, eles revelam no reality suas angústias e vitórias. Fernando, por exemplo, que tem 24 anos e fuma desde os 17, chegou a conclusão de que o efeito relaxante do cigarro é pura ilusão. "Fumar, na verdade, tem o efeito totalmente oposto, aumentando os níveis de stress em longo prazo. Em outras palavras: quem fuma precisa continuar lidando com a ansiedade entre um cigarro e outro. Já quem consegue largar o cigarro, ganha uma liberdade maior em relação ao desejo pela nicotina, acabando de vez com essa fonte de stress", comenta.

No início, Ilana, 20, que fuma há dois anos e usa o cigarro como válvula de escape diante das tensões do trabalho e da faculdade teve uma recaída logo no início. "Foi uma claustrofobia no bar que me levou a querer respirar lá fora, não tinha fila e aí… não resisti. Mas não foi tão bom, enjoei". Mas parece que agora ela resiste bravamente, principalmente na terrível TPM. "Coincidência ou não, sempre foi na TPM que mais fumei. Hoje procuro me livrar dela fazendo coisas que eu gosto: cinema, música, sair com as amigas", desabafa.

Já João, 28 anos, colocou o primeiro cigarro na boca aos 12 anos. Para ele, a famosa pausa no trabalho para fumar traz desvantagens não só à saúde. "Percebi que gastava quase uma hora do meu expediente diariamente descendo para fumar. Concordo que uma pausa para o cigarro em um dia estressante é quase o paraíso, mas acredito que um fumante aos olhos do seu chefe é desfavorecido caso haja uma promoção algum dia na equipe", aponta.

O reality também mostra as vantagens econômicas de parar de fumar. Em 58 dias, Ilana já economizou R$ 65,25, já os homens economizaram menos, R$ 38,15. A publicitária chegava a fumar cinco cigarros por dia.


"Nós sabemos que o maior combustível de quem quer parar de fumar é a própria vontade. Com esse blog, queremos identificar quais são as barreiras de quem quer parar e mostrar que elas estão presentes no caminho de todo mundo que encara esse desafio, mas que podem ser vencidas," destacam os participantes. Boa ideia para passar adiante, não?

Por Juliana Lopes

CAMPANHA CONTRA O CIGARRO



Para quem nunca ouviu falar, The Truth é uma campanha realizada pela American Legacy Foundation, que busca alertar os jovens sobre os perigos do cigarro.



A mais nova aposta dos caras é um comercial, que na verdade é uma ação um tanto chocante, onde foram colocadas algumas pessoas vítimas do tabaco em um carro alegórico cheio de doces e cantando felizes acenando para as pessoas na rua. Em vários países a comercialização de cigarros com aromas e sabores doces, como canela e menta, foram proibidos (no Brasil a coisa ainda está em processo), mas a verdade é que as empresas ainda comercializam cerca de 45 produtos a base de tabaco com sabores de doces, aguçando a curiosidade dos jovens e mascarando a verdade sobre o produto, que de doce não tem nada.

"Unsweetened truth" convida ainda os telespectadores a entrarem no site thetruth.com para conhecer a história dos protagonistas do comercial. Droga -  A reflexão que fica de tudo isso é a seguinte pergunta que a campanha faz: "Why Do They Make Tobacco Taste Sweet"?

Criação da Arnold Worldwide, com produção da Harvest Films e direção de Baker Smith.

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DIA 25  DE MAIO DIA NACIONAL DA ADOÇÃO


Adotar é um ato de amor
Adotar é um ato de amor

No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção.

A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.

Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.

O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.


ADOÇÃO - LAÇOS MAIS FORTES QUE O SANGUE!

Dia 25 de maio é dia nacional da adoção, então trazemos o assunto à pauta.
FILHOS ADOTIVOS, os filhos do coração!!


Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.

- Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.

- Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.

- Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.

- Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.

- Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.

Hoje em dia temos visto uma série de artistas famosos mantendo a atitude de adotar crianças, tentando cumprir seu papel social, numa demonstração de afeto e de entrega às crianças carentes. A grande revelação é o casal Brad Pitt e Angelina Jolie que já está no terceiro filho adotivo, mesmo podendo ter seus filhos consanguíneos, que também somam três. A cantora Madonna também é um exemplo disso, nos últimos anos também manteve a atitude de adotar, mesmo tendo tido dois filhos próprios.

Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.

Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.

Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”

Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!

Por Jussara de Barros

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Internautas vão criar petição para
LEI 
BERNARDO

Objetivo é dar mais autonomia para magistrados e maior segurança às crianças vítimas de violência

Para pressionar o poder público e evitar que outros crimes, como a morte de Bernardo Boldrini, encontrado há uma semana, se repitam, internautas prometem lançar, a partir de sexta-feira, uma petição online para a criação da Lei Bernardo, que deve dar mais autonomia para os magistrados e maior segurança para as crianças vitimas de violência - física e psicológica.

• Leia mais sobre o caso Bernardo Boldrini

De maneira geral, mesmo que de forma embrionária, a nova norma teria três aspectos básicos: fortalecer o Ministério Público (MP), de forma que o órgão, em ações semelhantes, tome atitudes mais ágeis e determinantes; obrigar que quando uma criança procurar as autoridades e relatar problemas de maus tratos ela não retorne para casa e se voltar, tenha acompanhamento constante; e tornar a função de conselheiro tutelar um cargo público e não um trabalho exercido após eleição.

Embora não conhecesse Bernardo, Magnos Leandro de Souza, de 33 anos, também morador de Três Passos, é o idealizador da página fundada - Desaparecido - Bernardo Boldrini - quando a criança estava desaparecida. Ele afirma que após a confirmação do crime o foco foi direcionado para impedir novos crimes semelhantes ao ocorrido no Noroeste.

A partir da comoção dos internautas e com dica dos próprios participantes, ele criou a Corrente do BEm (grifada com "BE" em alusão ao nome da vítima). “Agora, devemos lançar a partir de sexta-feira, a petição online. Ainda não sabemos quais as orientações jurídicas para que essas assinaturas virtuais tenham força para virar lei, mas neste momento queremos pressionar os deputados para que não deixem essa triste situação passar em branco”, argumentou, ao mensurar que, no mínimo 50 mil adeptos da ideia, devem ser captados já nos primeiros dias do lançamento.

à luz do Artigo 141, Parágrafo 37 da Constituição Federal, Souza relata que todo o cidadão tem o direito de apresentar, individual ou coletivamente, aos os órgãos de governo e autoridade, petições, abaixo-assinados, representações, reclamações ou queixas para defesa de direitos. Já o artigo 61, subsidia a proposta da "Corrente do BEm", já que estabelece que a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados do projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. “Independente do número de assinaturas, desejamos pressionar a Câmara contra tanta brutalidade”, projeta.



Dia 18 de maio dia da luta nacional contra a violência infantil e adolescência


"Abuso sexual entre Crianças e Adolescentes"

Cliquem no link

http://youtu.be/GZgimSAlLGA

http://youtu.be/Gipf8U9ZH1o

http://youtu.be/HJKnQrFG6GE


CRIANÇAS E ADOLESCENTES AINDA SÃO VÍTIMAS DE MAUS-TRATOS


Miguel Granato Velasquez, Promotor de Justiça.


A prática de maus-tratos infelizmente ainda é uma realidade inegável vislumbrada no campo de atuação dos órgãos vinculados diretamente com a infância e juventude. O crescente número de crianças e adolescentes vítimas dessa forma de abuso é cada vez mais visível nas redes de atendimento de saúde, tornando-se um doloroso desafio aos profissionais que têm o compromisso de zelar pela garantia dos seus direitos.

Em tese, deveríamos pensar na criança como um ser inserido em um meio familiar, de forma natural e espontânea, sempre provida de todas as atenções afetivas e materiais que necessita para o seu normal desenvolvimento. Porém, freqüentemente nos deparamos com atos comissivos (físicos, psicológicos e sexuais), ou omissivos (negligência), praticados por sujeitos em condições superiores em relação à criança, ou seja, em situação vantajosa decorrente da idade, força, posição social ou econômica, inteligência e autoridade, que transformam o lar em um ambiente hostil, capaz de causar danos irreversíveis na criança e no adolescente.

É sabido que a “mera” previsão legal não tem o condão de modificar a consciência da coletividade. Ainda assim se faz uso da nossa Constituição Federal para buscar estabelecer a importância do dever da família e do Estado em assegurar o direito das crianças e adolescentes, como absoluta prioridade, e colocá-los a salvo de toda violência, negligência, discriminação, exploração, crueldade ou opressão (art. 227). Assim como a Carta Magna, o Estatuto da Criança e do Adolescente também tem uma formulação muito clara sobre o papel dos setores da saúde e educação, abordando-os como esferas públicas fundamentais e privilegiadas de proteção, com incumbências específicas, como a de identificar e notificar qualquer configuração de maus-tratos, e sempre buscar formas de proteger a vítima.

De acordo com ECA, todos os casos de suspeita e confirmação de maus-tratos, deverão ser obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade (art. 13), inclusive por parte daqueles que atuam nos estabelecimentos de ensino (art. 56, inc. I). Além do Conselho Tutelar, as denúncias poderão ser encaminhadas a outras autoridades como Promotores de Justiça, Policiais Civis, etc. Essas denúncias poderão ser feitas por qualquer cidadão e são obrigatórias, consoante já salientado, por alguns profissionais. Desde o ano de 2005, há um serviço para o atendimento de qualquer tipo de abuso ou informações do interesse da segurança pública, destinadas à prevenção e repressão da criminalidade, através do Disque-Denúncia nº 181, cuja identidade do denunciante será mantida em absoluto sigilo. No tocante à violência sexual, vige desde o dia 14 de maio de 2006, o Disque-Denúncia nº 100, implantado através de convênio entre a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e Ministério Público.

O espírito da proteção integral é tão evidente em nosso ordenamento jurídico, que o próprio ECA institui como infração administrativa, passível de multa, a hipótese de os responsáveis pelas entidades de ensino e saúde deixarem de comunicar o fato à autoridade competente, ou a eles se oporem. No âmbito da saúde, destaca-se o surgimento de portaria específica obrigando seus profissionais, na condição de pessoas garantes, a comunicarem às autoridades designadas a este fim os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra crianças e adolescentes nas entidades do SUS. Esta proteção é um direito ao qual corresponde um dever, qual seja, o de proteger nossas crianças e adolescentes. Devemos ter nítida a gigantesca abrangência do sujeito ativo desta obrigação: todos nós!



Nessa linha, incumbe-nos a tarefa de sensibilizar e conscientizar não só os profissionais ligados à população infanto-juvenil, mas também toda a sociedade, haja vista a ocorrência de tal violência ser um dos mais graves e lamentáveis problemas que assolam o Brasil e o mundo. É fundamental saber reconhecer sinais de maus-tratos nas crianças e nos adolescentes. Alguns sintomas são evidentes, tais como os físicos; outros, entretanto, são consubstanciados através do comportamento da vítima, às vezes identificados apenas através de gestos, atitudes diferenciadas, ou por meio de desenhos.

As conseqüências são traumáticas e podem se manifestar sob diversas formas, e em qualquer idade. Internamente, as mais comuns são depressão, ansiedade, pensamentos suicidas ou delinqüentes, a hiperatividade, a desconfiança, o autoritarismo, a dificuldade na escola, a sexualidade acentuada e em desacordo com a idade, bem como a tendência ao uso de drogas. Imprescindível destacar que a violência doméstica lamentavelmente ainda é praticada nas classes sociais mais favorecidas, e permanecem em segredo na família, apesar de assumir maior visibilidade nas camadas populares e setores desfavorecidos da população.

Segundo a ONU, a primeira causa que leva a criança de até 10 anos de idade à morte no Brasil é a violência, sendo 75% desses abusos cometidos em sua própria casa. De acordo com o Laboratório de Estudos da Criança da USP, de 1996 a 2005 foram notificados cerca de 129 mil casos de violência doméstica no Brasil contra crianças e adolescentes; a mais comum foi a negligência (52 mil casos), seguida da física (41 mil), e psicológica (20 mil). São números poucos conhecidos entre a comunidade, e tendem a crescer se não rompermos de vez com o silêncio e protegermos nossas crianças e adolescentes. A lei não faz distinção entre classes sociais, e atinge a todos!

Diante deste crítico quadro, mostra-se essencial enfatizar a importância do cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, que transforma a criança em sujeito de direitos e deveres. Apenas com efetiva e eficaz atuação dos profissionais competentes, e da sociedade, conseguiremos manter íntegros os direitos basilares dos nossos jovens, como o acesso à escola, a assistência, à saúde e aos cuidados necessários para o bom desenvolvimento. Devemos todos contribuir para afirmar o respeito aos direitos humanos e jamais esquecer que a violência é covardia, principalmente quando é praticada nos lares, e as marcas permanecem na sociedade

Dia 18 de maio dia da luta nacional contra a violência infantil e adolescência


A Violência e o Abuso Infantil


Moacir Bertucci

O abuso infantil, ou maltrato infantil, é o abuso físico e/ou psicológico de uma criança, por parte de seus pais - sejam biológicos ou adotivos - por outro adulto que possui a guarda da criança, ou mesmo por outros adultos próximos à criança (parentes e professores, por exemplo).


É no mínimo triste falar deste assunto, mas é extremamente necessário, para a conscientização do povo brasileiro, explorar o assunto Violência Infantil no Brasil que cresce a cada dia mais. Não é preciso falar em números para percebermos o quanto o caso é alarmante no país, basta ligar a televisão e acompanhar os noticiários diários, todos os dias surge uma notícia nova sobre a violência praticada contra crianças e devido à falta de punição correta para este crime e para os criminosos os velhos e novos casos vão se tornando apenas números nas estatísticas que só aumentam. A violência Infantil pode ser praticada de variadas formas, as mais ocorrentes são a violência física, a sexual e a psicológica. A grande importância de erradicar estes atos consiste na fase de vida em que a vítima se encontra, pois é uma fase de descoberta, de aceitação e de conhecimento para criança, tudo o que é processado nesta fase é levado para a adolescência e para a fase adulta de todo ser humano, pois é a época em que o cérebro começa a registrar os fatos e guardá-los, a criança que passa por este tipo de sofrimento corre sérios riscos de ter uma personalidade duvidosa e tem tendências a se tornar um adulto perigoso. Geralmente estes crimes bárbaros são cometidos pelos próprios responsáveis, no Brasil 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica diariamente, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para Crianças), dados revelam que de hora em hora uma criança seja morta por queimaduras, torturas ou espancamentos causados pelos próprios pais. Esta é uma dura e cruel realidade que mancha o nosso país e que troca nosso orgulho pela vergonha e indignação. É difícil acreditar que crianças desde seu primeiro mês de vida até seus quatorze anos estejam expostas às atitudes psicopatas de agressores covardes que não se sentem nem envergonhados em praticar violência contra pessoas indefesas, contra anjos que com apenas um sorriso iluminam qualquer um

Diferentes Manifestações da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes

Violência doméstica e física

Corresponde ao emprego de força física no processo disciplinador de uma criança ou adolescente por parte de seus pais (ou quem exercer tal papel no âmbito familiar como, por exemplo, pais adotivos, padrastos, madrastas). A literatura é muito controvertida em termos de quais atos podem ser considerados violentos: desde a simples palmada no bumbum até agressões com armas brancas e de fogo, com instrumentos (pau, barra de ferro, taco de bilhar, tamancos etc.) e imposição de queimaduras, socos, pontapés. Cada pesquisador tem incluído, em seu estudo, os métodos que considera violentos no processo educacional pais-filhos, embora haja ponderações científicas mais recentes no sentido de que a violência deve se relacionar a qualquer ato disciplinar que atinja o corpo de uma criança ou de um adolescente. Prova desta tendência é o surgimento de legislações que proibiram o emprego de punição corporal, em todas as suas modalidades, na relação pais-filhos.

Violência doméstica psicológica

A violência psicológica também designada como "tortura psicológica", ocorre quando o adulto constantemente deprecia a criança, bloqueia seus esforços de auto-aceitação, causando-lhe grande sofrimento mental. Ameaças de abandono também podem tornar uma criança medrosa e ansiosa, representando formas de sofrimento psicológico.

Violência sexual

Configura-se a violência sexual doméstica como todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual, entre um ou mais adultos e uma criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente esta criança ou adolescente, ou utilizá-la para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa. Ressalte-se que em ocorrências desse tipo, a criança é sempre vítima e não poderá ser transformada em ré. A intenção do processo de Violência Sexual é sempre o prazer (direto ou indireto) do adulto, sendo que o mecanismo que possibilita a participação da criança é a coerção exercida pelo adulto, coerção esta que tem raízes no padrão adultocêntrico de relações adulto-criança vigente em nossa sociedade... a Violência Sexual Doméstica é uma forma de erosão da infância.

Negligência

A negligência consiste uma omissão em termos de prover as necessidades físicas e emocionais e uma criança ou adolescente). Configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham em termos de alimentar, de vestir adequadamente seus filhos, de prover educação e supervisão adequadas, e quando tal falha não é o resultado das condições de vida além do seu controle. A Negligência pode-se apresentar como moderada ou severa. Nas residências em que os pais negligenciam severamente os filhos, observa-se, de modo geral, que os alimentos nunca são providenciados, não há rotinas na habitação e para as crianças, não há roupas limpas, o ambiente físico é muito sujo com lixo espalhado por todos os lados, as crianças são muitas vezes deixadas sózinhas por diversos dias. A literatura registra entre esses pais, um consumo elevado de drogas, de álcool, uma presença significativa de desordens severas de personalidade. O termo vem sendo ampliado para incorporar a chamada supervisão perigosa.

Violência Doméstica Fatal

A violência fatal é aquela praticada em família contra filhos ou filhas, crianças e/ou adolescentes, cuja consequência acaba sendo a morte destes. Tem sido denominada, impropriamente, de infanticídio (quando a vítima é um bebê em suas primeiras horas de vida), assassinato Infantil (homicídio de crianças no lar ou fora dele), ou filicídio (morte dos filhos praticada por pais consanguíneos ou por afinidade). A impropriedade desses termos decorre do fato de serem: camuflar dores da violência subjacente às ações ou omissões fatais praticadas em família.  

Dr. Amélia e Guerra, Vivine N. de Azevedo


O Brasil infelizmente, ainda registra uma alta taxa de crianças que são maltratadas por seus próprios pais. 


A UNICEF mostra que de hora em hora, uma criança é queimada, abusada sexualmente, torturada ou espancada pelos pais.


O espancamento, chegando a machucar seriamente a criança é muito comum.

Isso quando não assistimos nos noticiários, agressores tão graves que levam até mesmo, bebês à morte.

 Especialistas no assunto afirmam ser comum, crianças que sofrem violência repetirem, quando adultos o mesmo comportamento.

Mais uma vez os índices são altos, filhos que foram espancados serão futuros agressores de seus filhos. é muito triste, que a criança, que deveria ter em seus pais, seus cuidadores, exemplos de carinho e amor, ao invés disso sofra violência e maus tratos de toda ordem.


Porém fica um alento de que o ser humano, pode reagir a violência sofrida, com bondade e amor, não repetindo o mesmo comportamento, que usaram com ele.

isso mostra, que podemos sempre fazer escolhas, não importando a gravidade do que nos ocorreu, podemos optar sempre pelo melhor.


Violência Doméstica Infantil


Em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil.O perigo está mais próximo do que se imagina. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Ainda de acordo com o Unicef, de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais.

Segundo o professor Vicente Faleiros, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), cerca de 70% das denúncias de agressão física contra crianças foram praticadas pela própria mãe. O professor afirma ainda que o abuso sexual normalmente é praticado pelo pai ou padrasto.

 As mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos, que sofrem principalmente de abuso sexual. Já a violência física atinge tanto os meninos quanto as meninas. Além da agressão corporal, o abandono, a negligência e a violência psicológica também fazem centenas de vítimas todos os dias nas famías brasileiras.

Segundo a psicóloga do Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância (Crami) Jaqueline Soares Magalhães Maio, a questão cultural é a que mais se relaciona com a violência infantil. Para ela, a cultura da família brasileira possibilita que os pais se excedam sobre o filho com total isenção e com a prerrogativa de educar.

“A gente ainda tem aquela cultura de que o pai e a mãe são proprietários do filho e podem fazer com ele o que bem entenderem, porque os próprios pais foram educados assim. Se o filho faz alguma coisa errada, apanha. E o que começa apenas com um tapinha vai evoluindo para uma cintada, até chegar num espancamento”, disse.

Entre os principais fatores geradores de violência física doméstica, de acordo com a Sociedade Internacional, está a crença dos pais na punição corporal dos filhos como método educativo; a visão das crianças e adolescentes como objetos de sua propriedade e não como um sujeito de direitos; a baixa resistência ao estresse por parte do agressor, que desconta o cansaço e os problemas pessoais nos filhos; o uso de drogas e o abuso de álcool e problema psicológicos e psiquiátricos.

Segundo o Unicef, os agressores mais comuns são, em sua maioria, os pais biológicos, que respondem por 70% das agressões deflagradas contra as crianças. O cônjuge que mais agride os fihos é a mãe, até mesmo por passar boa parte do tempo com eles. Entretanto, as lesões mais graves são causadas pelo pai, por conta da força física.

Como denunciar casos de violência sexual

É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração contra crianças e adolescentes. Não se pode ter medo de denunciar. Essa é a única forma de ajudar esses meninos e meninas.

Saiba a quem recorrer em caso de suspeita de violência sexual infanto-juvenil:
Conselhos Tutelares – Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
Varas da Infância e da Juventude – Em município onde não há Conselhos Tutleares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias.
Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as
Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

OU DISQUE 100

O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Por meio do 100, o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.



Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Criaas e Adolescentes é uma conquista do movimento que luta em prol dos direitos humanos de criaas e dos adolescentes no país. Mais uma vez, a data será comemorada em Brasília em uma grande celebração.

 O “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Criaas e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00, no dia 18 DE MAIO, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Criaas e Adolescentes no território brasileiro. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe dia alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. A intenção do “18 DE MAIOé destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de criaas e adolescentes. É preciso garantir a toda criaa e adolescente o direito adesenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

A violência sexual praticada contra a criaa e o adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais tanto pessoas e/ou redes utilizam criaas e adolescentes para satisfazerem seus desejos e fantasias sexuais e/ou obterem vantagens financeiras e lucros. Nesse contexto, a criaa ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de humanidade e de proteção.  A violência sexual contra meninos e meninaocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual.

Criaas e adolescentes vítimas de violência sexual, por estarem vulneráveis, podem se tornar mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo.

As violações dos direitos humanos sexuais de criaas e adolescentes não se restringem a uma relação entre vítima e autor. Essas violações ocorrem (e são provocadas) pela forma como a sociedade está organizada em cada localidadeglobalmente. 

Podem ser destacadas, nesse aspecto, as atividades turísticas que não consideram os direitos de criaas e adolescentes, facilitando ações de exploração sexual. Nesse contexto, também estão os grandes empreendimentos que, quando não assumem a sua responsabilidade social, causam impactos nos contextos locais potencializando a gravidez na adolescência, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, o estímulo ao uso de drogas e a entrada e permanência de meninas e meninos nas redes de exploração sexual.

Esse ano, em alusão ao Dia 18 de Maio, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criaas e Adolescentes, vem ressaltar as inúmeras violações que os grandes empreendimentos têm acarretado na vida de criaas, adolescentes, suas famílias e comunidade

Em razão desse contexto, faz-se de extrema importância que o movimento de defesa dos direitos humanos de criaas e adolescentes se articule, se insira, participe e incida nesse debate, sobretudo, em função das grandes obras que já estão em curso no país e dos megaeventos que se o Brasil vai sediar. 

O enfrentamento à violação de direitos humanos sexuais de criaas e adolescentes pressupõe que a sexualidade é uma dimensão humana, desenvolvidapresente na condição cultural e histórica de homens e mulheres, que se expressa e é vivenciada diferentemente nas diversas fases da vida. Na primeira infância, a criaa começa a fazer as descobertas sexuais e a notar, por exemplo, diferenças anatômicaentre os sexos. Mais à frente, com a ocorrência da puberdade, passa a vivenciar um momento especial da sexualidade, com emersão mais acentuada de desejos sexuais.

Nessas fases iniciais do desenvolvimento da sexualidade (infância e adolescência), é fundamental a atenção, a orientação e a proteção a partir do adulto. Nenhuma tentativa de responsabilizar a criaa e o adolescente pela violação dos seus direitos pode ser admitida pela sociedade.

Aos adultos, além da sua responsabilidade legal de proteger, de defender criaas e adolescentes, cabe o papel pedagógico da orientação e acolhida. Dessa forma, buscando superar mitos, tabus e preconceitos oferecendo seguraa para que possam se reconhecer como pessoa em desenvolvimento e se envolver coletivamente na defesa, garantia, e promoção dos seus direitos.

Queremos convocar todos – família, escola, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, universidades, mídia – para assumirem o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento da sexualidade de criaas e adolescentes de forma digna, saudável e protegida.

A cada ano temos registrado uma adesão maior de municípios na mobilização em torno do “18 de Maio” por meio de caminhadas, audiências públicas, debates naescolas, concurso de redação nas escolas, exibição de filmes e debates, realização de seminários e oficinas temáticas e de prevenção a violência sexual, panfletagem, criação de produtos de comunicação sobre a temática, campanhas nas rádios e entrevistas com especialistas entre outros.

Queremos ressaltar a responsabilidade do poder público e da sociedade na garantia da atenção às criaas, adolescentes e suas famílias, por meio da atuação em rede, fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos preconizado no ECA (Lei Federa8.069/90) e tendo como lócus privilegiado os Conselhos de Direitos da Criaa e do Adolescente no âmbito dos estados e municípios.

Lembramos o compromisso de todos os pontos focais, entidades governamentais e ou não governamentais em garantir a participação de criaas e adolescentes em todo o processo de organização e realização das atividades que marcam o Dia Nacional de Luta contra a Violência Sexual.

Nesse “18 de MAIO” FAÇAMOS BONITO na luta pelos direitos de criaas e adolescentes.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes,  será marcado por ações que buscam alertar a sociedade para a necessidade de proteção contra a violência sexual. Um documento sobre os impactos das grandes obras na exploração sexual de menores, tema da campanha deste ano, será entregue a representantes da Frente Parlamentar Mista da Criança e do Adolescente.

De acordo com a coordenadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, o objetivo é mostrar quais são os desafios que envolvem o tema. "Queremos mostrar quais são as prioridades que temos de pautar para que a gente consiga mitigar um pouco os prejuízos que essas obras têm causado na vida de crianças e adolescentes", analisa.

Ainda não há ações concretas para evitar essas violações, mas existem algumas organizações da sociedade civil que estão se empenhando para minimizar os impactos das grandes obras na vida de crianças e adolescentes. De acordo com a socióloga e consultora da Agência Nacional dos Direitos da Infância (Andi), Graça Gadelha, a situação no Norte e no Nordeste é mais complicada.

Um relatório sobre violações de direitos humanos nas obras das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau (RO), publicado pela Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca Brasil), no ano passado, mostrou que o número de homicídios dolosos cresceu 44% em Porto Velho entre 2008 e 2010.

Além disso, a quantidade de crianças e adolescentes que foram vítimas de abuso ou exploração sexual aumentou 18%. O relatório também mostra que o número de estupros cresceu 208% em Porto Velho entre 2007 e 2010. Segundo o documento, a explosão populacional foi um dos principais fatores que provocaram o aumento dos índices de violência.

Outras ações

Será divulgado também o mapeamento de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras, feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, o levantamento é uma ferramenta estratégica para a gestão das políticas públicas de enfrentamento dessa grave violação dos direitos da infância e adolescência no Brasil.

A programação inclui ainda a entrega oficial do Prêmio Neide Castanha, destinado a pessoas que tiveram destaque na promoção e defesa dos direitos infantojuvenis no enfrentamento da violência sexual. A partir das 15h30, uma carreata comandada pela cantora Fafá de Belém vai passar pela Esplanada dos Ministérios. Durante o dia, será realizado o Show Pela Vida contra a Violência, que contará com a participação de 1,5 mil crianças e adolescentes de organizações e do governo do Distrito Federal. 

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18 de maio - Dia da Luta 
Antimanicomial


Com o tema Saúde Não Se Vende, Loucura Não Se Prende, Por um SUS Público, o coletivo organizativo do dia comemorativo da Luta Antimanicomial do Rio de Janeiro e o Núcleo Estadual do Movimento da Luta Antimanicomial do Rio de Janeiro organizaram a seguinte programação.

Brasil comemora avanços na atenção à saúde mental

Modelo adotado no SUS prioriza rede integrada de atendimento, com diferentes opções de tratamento, inclusive internação para os casos necessários.

O Dia Nacional de Luta Antimanicomial, comemorado nesta sexta-feira (18), demonstra que o Brasil obteve avanços na assistência aos brasileiros com transtornos mentais atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em sintonia com os princípios da Reforma Psiquiátrica, instituída no país há 11 anos pela Lei 10.216/01, o governo federal impulsionou, nos últimos anos, a construção de um modelo humanizado de atenção integral na rede pública de saúde, que mudou o foco da hospitalização como centro ou única possibilidade de tratamento aos pacientes.

“A data merece ser comemorada por todos. Tratar em liberdade é uma conquista inquestionável da Reforma Psiquiátrica. O surgimento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), no fim dos anos oitenta, representou uma grande novidade no panorama do tratamento dos pacientes com sofrimento mental” afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O atual modelo de assistência garante aos pacientes o exercício dos direitos civis e de uma vida mais plena”, completa.

Em Porto Alegre, onde participa de agendas em comemoração ao dia, o secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, reafirmou a importância da data. “O 18 de Maio é o momento de reafirmarmos os princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica brasileira,  com a ampliação de serviços  feitos em parceria com  municípios e estados, e dando  ênfase à rede de cuidados dos usuários de crack, álcool e outras drogas.”

AÇÃO - O governo federal lançou, em 2011, o plano integrado de enfrentamento ao crack e outras drogas. Este plano prevê investimentos de R$ 4 bilhões até 2014. Deste montante, R$ 2 bilhões são destinados para a expansão da rede de atendimento em saúde. Até 2014, estão previstos a abertura de 308 Consultórios nas Ruas, 574 Unidades de Acolhimento (adulto e infantil), 175 novos CAPS Álcool e Drogas 24 horas, além dos investimentos nas Comunidades Terapêuticas, que devem receber mais de R$ 300 milhões nos próximos três anos.

REDE DE ASSISTÊNCIA – Atualmente, a atenção especializada em saúde mental é oferecida, no SUS, por meio de uma rede de equipamentos. Prontos para atender de maneira diferenciada pacientes que precisam deste tipo de cuidado. Para atender esta demanda a rede conta hoje com de 1.771 de CAPS, que estão implementados em todos os estados. Essa quantidade de CAPS é quase quatro vezes maior que em 2002, quando o país contava com 424 Centros. As equipes que atuam nos centros são formadas por médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde.

Só nos CAPS, foram registrados, em2011, 21,77 milhões de atendimentos ambulatoriais em saúde mental – 50 vezes maior que a quantidade deste tipo de assistência prestada em 2002 (423 mil procedimentos). Especificamente para crianças e adolescentes, os atendimentos nos CAPS infantis saltaram de 12,2 mil, em 2002, para 1,2 milhão, ano passado.

Além dos CAPS, a rede de atenção integrada em saúde mental também conta com os atendimentos oferecidos por meio das Equipes de Saúde da Família (mais de 32 mil equipes em todo o país), das 44 Unidades de Acolhimento Adulto e Infantis, 92 Consultórios nas Ruas e das Comunidades Terapêuticas. Na rede hospitalar ainda estão disponíveis mais de 32 mil leitos. Todos eles recebem recursos financeiros do governo federal.


O Movimento Nacional da Luta Antimanicomial tem dia 18 de maio como marco da luta no Brasil. Esta data remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo. O Movimento está ligado, em sua origem, à Reforma Sanitária Brasileira, que resultou na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuiu para a regulamentação da Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10216/01 que protege e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

E no ano que comemoramos 50 anos de regulamentação da Psicologia no Brasil, esse tema ainda nos traz reflexões sobre como é o tratamento dado pela sociedade as pessoas em sofrimento psíquico. Muitas vezes chamadas de ‘loucas’, essas pessoas são colocadas em hospícios e manicômios e nesses locais são tratadas de forma que fere a dignidade humana. Esta é a prática e a imagem que o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial quer extinguir.

Atualmente o Movimento busca lutar para conscientizar a população que as pessoas com sofrimento mental mereçam ser cada vez mais acolhidas, valorizadas, tenham o direito de estar no convívio social, e de receberem apoio especial para sua reinserção na sociedade. “Nesses lugares, as pessoas são isoladas da sociedade e da família, são privadas da liberdade, rompendo com aquilo que temos de mais precioso e que nos qualifica como humano”, afirmam os representantes da luta.

Durante a semana do dia 18 de maio são organizados atos públicos em todos os estados, como parte integrante da Semana da Luta Antimanicomial. Em Brasília, instituições de ensino e organizações da sociedade civil promovem eventos em comemoração à data nacional da luta pela transformação dos serviços psiquiátricos. O intuito é conscientizar a população para que as pessoas com sofrimento mental sejam tratadas como sujeitos com o direito de conviver socialmente, e que possam receber apoio especial para essa reinserção na sociedade.


No dia 18 de maio queremos prestar uma singela homenagem a pioneira na arte da cura, dando razão a quem precisa de razão.
Nise da Silveira, mostrando que todo ser humano merece ser tratado com amor e dignidade, mesmo que seus pensamentos estejam alheios à verdade da vida.

Nise da Silveira, a mulher pioneira na Arte que cura
Dia 18 de maio, dia nacional da luta antimanicomial


      Ao comemorar-se no  dia 18 de maio o dia nacional antimaniconial, uma figura pioneira chega a nossa lembrança, aos nossos corações: Nise da Silveira - Psiquiatra que revolucionou tratamento de doentes mentais, nascida em Maceió no longínquo ano de 1906 e desencarnada no Rio de Janeiro em 1999. Até a década de 50, aplicar choques elétricos, fazer lobotomia, internar pacientes à revelia e confiná-los eram práticas do cotidiano da psiquiatria brasileira, para o tratamento de doentes mentais. Nize mudaria radicalmente a maneira de lidar com a esquizofrenia no país. Inconformada com o sofrimento que os tratamentos da época provocavam nas pessoas ela conseguiu mostrar que existia maneira mais simples e eficaz de melhorar o quadro mental dos pacientes, criando um novo conceito de terapia ocupacional. 

           Nise criou um método em que o doente mental, sob sua responsabilidade, produzia artisticamente desenhos, cores e formas, ou com alguma tarefa que o fazia se sentir integrado e útil. Depois, Nise fazia exposições com esses trabalhos,  para o grande público, encantando a todos o que trazia grande auto-estima aos pacientes, agora transformados em artistas plásticos. O resultado não se fez esperar e os pacientes se sentiam aliviados de suas angústias, os médicos conseguiam compreendê-los e conhecê-los melhor. Assim, o tratamento com remédios ganhou um poderoso aliado.  

Deu tão certo , que na década de 60 a terapia ocupacional passou a ser reconhecida oficialmente como tratamento médico.

Em 1946, criou a pioneira "Seção de Terapêutica Ocupacional" no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, atual
Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira. 

Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, Rio de Janeiro, que reúne obras produzidas nos ateliês inicialmente criados pela psiquiatra. O museu funciona até hoje e é um grande acervo de arte com cerca de 350 mil obras entre pinturas, desenhos e gravuras, constituindo uma das maiores coleções do gênero no mundo.


Assim sendo pacientes marginalizados, tornaram-se artistas plásticos com reconhecido talento como Fernando Diniz, Adelina Gomes, Emygdio de Barros, Carlos Pertuis, Raphael Domingues
e Arthur Amora.

Competente e pioneira, Nise  correspondia-se com o renomado psicanalista suíço Carl Gustav Jung, desde  1954, mandando-lhe fotos dos desenhos dos pacientes. Com a resposta de Yung ela em 1956 criou o Grupo de Estudos C.G. Jung, com o intuito de pesquisar a terapia ocupacional e a importância das imagens para os esquizofrênicos. 

 Para Nise da Silveira a arte é um instrumento fantástico, um aliado muito poderoso num tratamento por isso criou a Casa das Palmeiras, na Rua das Palmeiras em Botafogo, uma clínica que funciona sem internações. É um local em que os pacientes vão até lá se quiserem e não são obrigados a ficar. Com o método Nise da Silveira, os próprios pacientes, fornecem através suas obras de arte, ferramentas, para que os profissionais especializados consigam descobrir seus medos e as angústias. 

A influência de Nise da Silveira no tratamento de doentes mentais chegou até ao Congresso. Na década de 80, antes de escrever o projeto de lei federal de reforma psiquiátrica, o deputado Paulo Delgado, procurou Nise para conversar a respeito do que seria ideal num tratamento psiquiátrico. A lei foi aprovada em 2001 e continua em vigor.

No nacional da luta antimaniconial, noso programa se engalana para trazer aos nossos leitores a figura da Nise da Silveira como exemplo da tenacidade para todos nós, estejamos nessa encarnação na vestimenta carnal como homens e mulheres.

Ao desencarnar deixou-nos suas idéias pioneiras, e um legado de instituições e projetos que deram certo.


Sinopse do Filme a Nise da Silvira  
"A Senhora das Imagens".



Em 2012 Gloria Pires se dedicou ao filme 'Nise da Silveira" 

- A Senhora das Imagens' 

Leia a sinopse e "mergulhe" nessa personagem cativante.

Aconteceu um milagre, na década de 1950, no Brasil. Os mais importantes museus de arte moderna abriam seus salões para artistas de que nunca se ouvira falar. Muitos críticos assinalaram que essas exposições revelavam pintores que, apesar de desconhecidos, deveriam desde já ser considerados entre os maiores artistas brasileiros do século. Falou-se que essa explosão inédita de arte e beleza indicava que algo, comparável com a Renascença, poderia estar acontecendo no Rio de Janeiro. Por trás deste milagre não havia nenhuma academia de artes, nenhum mecenas ou marchand. Apenas uma psiquiatra, ridicularizada por seus colegas, e um ateliê de pintura, criado por ela em um hospital psiquiátrico nos subúrbios da cidade. Os artistas eram esquizofrênicos pobres, internados, alguns há várias décadas, abandonados por suas famílias e desenganados pelos médicos.

Este filme conta a história deste milagre e da vida dessa psiquiatra rebelde, franzina e cativante: Dr. Nise da Silveira.

SINOPSE: O filme começa em 1944, quando a psiquiatra Nise da Silveira volta ao Hospital Pedro II, no Engenho de Dentro, depois de 2 anos de prisão e 6 de exílio. Lá se depara com novos métodos de tratamento, como o eletro-choque e a lobotomia. Ao se recusar a executar os novos métodos, Nise é rebaixada para a Terapia Ocupacional, uma área comandada por enfermeiros. Ela encara a oportunidade como um desafio, uma forma alternativa aos métodos vigentes e constrói naquele espaço uma “ilha de amor” dentro do Hospital. Cria oficinas de jardinagem, bordado, dança, teatro e o ateliê de modelagem, desenho e pintura. Passa a tratar os pacientes como clientes e dá a eles a oportunidade de se expressar através da arte. Ali são revelados grandes artistas, antes considerados incuráveis, e aí começa sua viagem pelo inconsciente.

Seu trabalho começa a gerar resultados, Nise ganha confiança e passa a levar os internos para passeios na praia e na Floresta da Tijuca. Outra grande descoberta acontece quando percebe a importância dos animais na convivência com os esquizofrênicos e passa a entregar cães para que seus “clientes” cuidem deles. Em pouco tempo os animais ganham o status de co-terapeutas. O tratamento dá grandes resultados, transformando-os em pessoas mais calmas, afetuosas e comunicativas.

Ao aprofundar o estudo das obras, Nise descobre que estas expressavam sentimentos guardados, muitas vezes reprimidos, que aqueles pacientes não tinham capacidade de externar. Imagens que vinham do inconsciente. Nise mergulha na obra de Jung, seu grande mentor, com quem começa uma longa correspondência. Jung a aconselha a estudar a mitologia, e assim Nise estabelece outro alicerce de seu trabalho.

As praticas de Nise têm grande impacto tanto dentro quanto fora do hospital. De um lado os médicos; defensores da psiquiatria convencional que viam em Nise uma ameaça, de outro os intelectuais e artistas, que tinham grande admiração e passam a freqüuentar o Hospital, ajudando-a a desenvolver seus métodos de tratamento.

A única forma de reagir aos constantes ataques dos médicos que Nise encontrou foi mostrar ao mundo o que se passava no Engenho de Dentro. Mesmo acreditando que mais que obras de arte, as pinturas e esculturas dos pacientes eram documentos da importante pesquisa que fazia, foi pela arte, através de uma grande exposição, que Nise salvou seu trabalho. A cobertura da imprensa, e a notoriedade que alcançou transformou sua realidade no hospital, trazendo uma relativa melhora nas condições de trabalho. Mesmo assim, Nise se recusou a vender qualquer obra, demonstrando assim que as imagens do inconsciente, até hoje guardadas no Museu, não são mercadorias, mas partes indissociáveis de uma bela estrada pelas profundezas da psique humana.

Nise da Silveira nunca foi modesta. Uma intelectual estudiosa e obstinada que dedicou sua vida aos livros, aos loucos e aos animais. Sempre soube da grandeza de seu trabalho e nunca desviou de seu foco, nem por dinheiro, nem por fama. Nise sempre contestou, sempre olhou para onde ninguém olhava e baseou todo seu trabalho no afeto. E através disso, descobriu entre os loucos miseráveis e incuráveis, artistas considerados geniais pelos críticos de arte.

O filme conta a incrível história de amor entre essa heroína e seus artistas que surgem de um dos piores lugares da terra: o hospício do Engenho de Dentro.

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Dia 15 de maio

Dia Internacional da Família



Em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 15 de Maio como Dia Internacional da Família. Desde aquele ano a ONU tem celebrado este dia chamando a atenção para determinadas questões que influenciam o dia-a-dia da Família.

Tema:

Garantir o equilíbrio da família e do trabalho

Nos últimos anos e décadas, o mundo vem sofrendo uma enorme transformação socioeconômica e demográfica com repercussões importantes na vida profissional e familiar das populações.


As famílias alargadas deram lugar a famílias nucleares e cada vez menores. 



Com a urbanização e maior mobilidade das pessoas, houve também uma crescente participação da mulher no mercado de trabalho, sempre em busca de melhores oportunidades e de proporcionar uma vida melhor para suas famílias.Esta tendência enfraqueceu as redes familiares que sempre estiveram disponíveis para apoiar os mais jovens e mais vulneráveis.

Um grande desafio que se impõe é contrabalançar a responsabilidade familiar de educar e cuidar dos filhos quando ambos os pais trabalham fora de casa.

Globalmente, 52% das mulheres encontram-se no mercado de trabalho e mais da metade de todas as mães dos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão de volta ao trabalho antes de seus filhos completarem 3 anos de idade.

Além disso, as famílias também enfrentam múltiplas obrigações com os mais velhos e familiares deficientes. Consequentemente o encargo emocional e financeiro das famílias menores é enorme.

No mundo atual e dinâmico em que vivemos também aumentou muito a responsabilidade das pessoas com o trabalho. Apesar do horário formal da jornada ser regulamentado em muitos países, longas horas de trabalho ainda são vistas nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia.



Além disso, para manter o trabalho em dia, é cada vez mais comum trabalhar nos finais de semana e levar trabalho para terminar em casa todas as noites tornando mais e mais difícil de contrabalançar a responsabilidade profissional com a vida familiar.

São muitas as pesquisas que ligam longas horas de trabalho com maior absenteísmo, doenças, baixa produtividade, divórcio e disfunções familiares. Não há dúvidas que o horário de trabalho excessivo reduz o tempo de convivência entre pais e filhos e têm um impacto negativo sobre as interações familiares.

Por isso, hoje, 15 de maio de 2012, devemos sensibilizar e promover discussões sobre as questões sociais, econômicas e demográficas que afetam a família e destacar a importância da familia como o núcleo vital da sociedade.

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PAIXÃO PELA VIDA - INFORME-SE

1. O que é o HIV?

O Vírus de Imunodeficiência Humana - HIV, pelas suas siglas - é um vírus que afeta o sistema de defesas do organismo, chamado sistema imunológico. A função do sistema imunológico é proteger o ser humano de doenças. O HIV ataca as células conhecidas como linfócitos T CD4, que participam na função de alertar o resto do sistema imune, sobre os germens estranhos que entram no corpo, para que aquele possa destruí-los. Si essas células falham, é possível que distintos micróbios (bactérias, vírus, parasitas e fungos) venham a provocar doenças. Uma pessoa que vive com HIV, tem o vírus em seu corpo. Porém, viver com HIV não implica necessariamente desenvolver sintomas ou doenças, mas sim, a possibilidade de ser transmissor do vírus a outras pessoas.

 

2. O que é a AIDS?

AIDS significa Síndrome de Imunodeficiência Adquirida e é um conjunto de sintomas que surgem quando o sistema imunológico, debilitado pelo HIV, permite a aparição de certas doenças, chamadas oportunistas.

3. Qual é a diferença entre HIV e AIDS?

O HIV é o vírus que afeta o sistema de defesa do organismo, o qual, uma vez debilitado pelo HIV, permite a aparição de doenças. Esta etapa mais avançada é a que se denomina AIDS. Ou seja, que não todas as pessoas que vivem com HIV chegam a essa etapa, mas todas as pessoas em que a AIDS se desenvolve, vivem com HIV.

O tempo em que o HIV demora-se converter em AIDS, varia de pessoa a pessoa e depende, quase sempre, de que esteja tomando. 

4 - O HIV se transmite, quando fluidos ou secreções corporais de uma pessoa com HIV, entram no corpo de outra pessoa. O HIV se encontra em todos os líquidos orgânicos daquela pessoa que o possui: sangue, sêmen, saliva, lágrimas, leite, colostro, urina, secreções vaginais e o líquido pré-seminal . Mesmo assim, só o sangue, o liquido pré-seminal, o sêmen, os fluidos vaginais e o leite materno apresentam uma concentração suficiente para produzir a transmissão.

O HIV se transmite somente através de três vias comprovadas: sexual, sangüínea e de mãe pra filho durante a gravidez, o parto ou amamentação.

Transmissão Sexual: As relações sexuais, tanto vaginais quanto anais ou buco-genitais, sem preservativo, são uma via de transmissão do HIV. A transmissão do vírus nas relações sexuais se realiza através de lesões ou feridas microscópicas que se produzem durante a penetração, a fricção ou outras práticas sexuais que envolvam fluidos corporais. No caso do sexo oral, a prática é de risco para a pessoa que use a boca.

Transmissão sangüínea: O risco de transmissão por via sangüínea mais habitual está no uso compartilhado de instrumentos punçantes ou cortantes, como seringas, agulhas e outros elementos para injeção. Também se recomenda não compartilhar instrumentos de uso pessoal, como barbeadores, escovas de dente, cortadores de unha, etc. As transfusões de sangue, não controladas, constituem um risco na transmissão do HIV, por isso, toda sangue usado para transfusão, deve ser controlada e sua extração, deve ser feita com material descartável.

Transmissão Vertical, perinatal ou de mãe para filho: Uma mulher que vive com HIV pode transmitir o vírus ao filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Estima-se que existem uma probabilidade de 30% de transmissão do vírus da madre ao bebê, se a mulher não recebe atenção médica durante qualquer uma dessas três etapas. Essa possibilidade se reduz a menos de 1%, se a mulher controla sua gravidez, faz o teste de HIV e recebe a atenção e o tratamento médico adequados e evitando, posteriormente, a amamentação.

5. Como uma pessoa fica sabendo que vive com HIV?

A única maneira de saber se alguém contraiu HIV é através de um teste de laboratório; um exame de sangue que detecta a presença de anticorpos do HIV. Este teste se chama ELISA, mas, ao não ser completamente específico para a infecção por HIV, no caso de que saia positivo, seu resultado deve ser confirmado através de outros testes. O mais utilizado é conhecido como Western Blot. Se ambos testes são reativos, a pessoa que os fez tem uma sorologia positiva ou vive com HIV.

É bom saber que, após a infecção, os anticorpos demoram entre 3 semanas e 3 meses, a ser detectados. Por este motivo, durante esse período, chamado período da janela imunológica, os resultados podem dar negativo, mesmo se a pessoa estiver com o vírus. E por isso, se recomenda a repetição do teste, após três meses de feito o primeiro.

O teste de HIV não é obrigatório em caso algum e só pode ser feito sempre e quando a pessoa entenda o que isso implica e o possível impacto do resultado. Recomenda-se que os centros de saúde ou hospitais, ofereçam conselheria pré e pós teste, ou seja, assessoramento anterior à realização do exame e no momento da entrega do resultado, qualquer que seja ele.

6. Posso saber que uma pessoa vive com HIV, só de olhar pra ela?

Não é possível reconhecer uma pessoa que vive com HIV só de olhar pra ela, já que o HIV pode não apresentar sintomas. Inclusive, estima-se que uma de cada três pessoas que têm HIV na América Latina, não sabem que o têm. O único jeito de saber se uma pessoa vive com HIV, é através do teste de HIV.

7. Quem está em risco de contrair HIV?

Não exDSTe um grupo de pessoas de risco, mas sim, comportamentos de risco. O jeito mais seguro de evitar a transmissão do HIV, é evitando condutas que aumentem o risco de infecção:

  • Ter relações sexuais sem usar preservativo
  • Ter uma doença sexualmente transmissível, como clamídia ou gonorréia
  • Compartilhar seringas ou agulhas
  • Compartir instrumentos de uso pessoal, como barbeadores, escovas de dente, cortadores de unha, etc.
  • Não ter um controle durante a gravidez.

Confiar e amar o seu(sua) parceiro(a) não te protege. Todos estamos em risco, se não tomamos as precauções necessárias para prevenir a infecção do HIV.

  mesmo tempo em que fortes nevascas já haviam atingido parte da Europa e dos Estados Unidos. Eventos que se somam às inundações no Paquistão, aos incêndios que se estenderam por mais de 60 dias no último verão russo e aos desmoronamentos ocorridos também no Rio de Janeiro, para lembrar apenas o ano passado.

8. Tem cura ou vacina para o HIV?

Apesar de que em vários países vem-se investigando, ainda não foi descoberta uma vacina que seja efetiva em evitar ou curar esta doença. Durante mais de duas décadas, diferentes equipes de científicos vêm estudando o vírus, mas a elaboração de vacinas requer muitos anos de pesquisa em laboratórios e experimentos com animais, antes de que se possa iniciar um teste clínico em humanos

9. Existem tratamentos ou drogas para tratar o HIV?

ExDSTem medicamentos, sumamente efetivos, chamados anti-retrovirais (ARV) que controlam a replicação do HIV. A combinação de ARVs, é o que se conhece vulgarmente como "coquetel de drogas".
Dessa maneira, é possível evitar o enfraquecimento do sDSTema de defesa e recuperar a suficiência imunológica, impedindo assim, a ocorrência de doenças oportunDSTas. Se o tratamento com ARV é efetivo, a progressão do vírus à AIDS, pode ser evitada. Assim mesmo, este tratamento não consegue erradicar o HIV, ou seja, que o HIV pode continuar sendo transmitido, se as precauções necessárias não forem tomadas. Esta medicação é aplicada como um tratamento crônico, DSTo é, para a vida toda.

É importante lembrar, que o tratamento ARV não é uma cura, que pode ter efeitos colaterais e que as pessoas com HIV devem aderir estritamente ao regime da medicação, uma vez iniciado. Para isso, é necessário ter à disposição o conhecimento e a vontade de começar e tomar a medicação corretamente, já que o mal uso pode provocar resDSTência ao vírus por parte do organismo.

10. Posso contrair o vírus, se tenho um contato físico qualquer com alguém que vive com HIV?

O HIV não é um vírus que se adquira facilmente, porque não sobrevive fora do corpo. Necessita do organismo humano para sobreviver. Ele se aloja e se multiplica nas células do sDSTema imunológico. DSTo significa que não pode ser transmitido através de um contato físico casual ou cotidiano.

É muito importante saber que tipo de condutas ou práticas, não representam risco de transmissão, como ter relações sexuais, usando corretamente o preservativo, por exemplo. Beijar e abraçar são ações que não transmitem o HIV/AIDS. Também não se transmite através de um espirro, uma picada de pernilongo, usando a mesma louça ou as mesmas instalações higiênicas, através da depilação com cera, da saliva, das lágrima, do suor, do ar, da água, nem dos alimentos.

13. Como posso reduzir o risco de contrair o HIV?

Para evitar a transmissão sexual: use o preservativo corretamente e constantemente, desde o princípio até o final da relação sexual, em todas suas relações sexuais, sejam elas vaginais, anais ou orais. Evite os lubrificantes à base de petróleo porque diminuem a resDSTência do látex. Mantenha os preservativos em lugares frescos e não abra a embalagem com os dentes. Limite a quantidade de parceiros sexuais e peça sempre a seu(sua) parceiro(a) que faça um teste de HIV.

Para evitar a transmissão sangüínea: Não compartilhe agulhas e seringas. Controle que qualquer procedimento que inclua corte ou punção (espetada) seja realizado com material descartável ou esterilizado, como no caso do dentDSTa, manicure, tatuagens, práticas medicas, entre outros.

Para evitar a transmissão da mãe ao bebê: Toda mulher grávida deve fazer o teste de HIV, no primeiro exame pré-natal de sua gravidez. Se o resultado for positivo, recomenda-se que essa mulher tenha acompanhamento médico constante de sua gestação, junto a um tratamento clínico, e que suspenda a amamentação.

14. HIV/AIDS na América Latina e no mundo.

América Latina é a terceira região do mundo, mais afetada pelo HIV, depois da África Sub-Sahariana e o Caribe. De acordo com as últimas cifras da ONUAIDS, 1,7 milhões de pessoas vivem com HIV nessa região. As características da epidemia variam, segundo as culturas dos diferentes países, suas diferenças sociais, étnicas e geográficas.

Uma das características mais comuns da epidemia, nessa região, é a sua invisibilidade, aprofundada pelo estigma, a desigualdade de gênero, a discriminação pela orientação sexual, as dificuldades de acesso à educação e à saúde. O principal meio de transmissão nessa região, são as relações sexuais heterossexuais e homossexuais sem proteção.

Cifras da ONUAIDS na América Latina:
Pessoas vivendo com HIV: 1,7 milhões
Novas infecções (2007): 140.000
Mortes causadas pela AIDS (2007): 63.000

HIV/AIDS no mundo
De acordo com os dados da ONUAIDS, a porcentagem mundial de pessoas, que vivem com HIV, tem se estabilizado desde o ano 2000. Em 2007, 2,7 milhões de novos casos foram regDSTrados e 2 milhões de pessoas morreram devido à AIDS. A África Sub-Sahariana continua sendo a região mais afetada pelo HIV, com 67% do total de pessoas vivendo com o vírus e onde, 6.500 pessoas morrem, por dia, devido ao HIV/AIDS.

Cifras da ONUAIDS no mundo
Pessoas vivendo com HIV: 33 milhões
Novas infecções (2007): 2,7 milhões
Mortes causadas pela AIDS: 2 milhões 

15. HIV/AIDS em mulheres e jovens.

As mulheres e os jovens são uma população cada vez mais vulnerável ao HIV/AIDS, na America Latina e no mundo.

As mulheres representam a metade das pessoas que vivem com HIV no mundo todo. Durante os últimos 10 anos, a proporção de mulheres, entre pessoas que vivem com HIV, tem permanecido estável a nível mundial, porém, tem crescido em muitas regiões. Na América Latina, o número de mulheres com HIV tem aumentado, principalmente na Argentina, no Brasil, Peru e Uruguai.

Quanto aos jovens, entre 15 e 24 anos, estes representam um estimado de 45% das novas infecções por HIV no mundo todo e, de acordo com as cifras da ONUAIDS, 370.000 crianças, menores a 15 anos, foram infectadas com HIV em 2007. A nível mundial, o número de crianças menores a 15 anos, que vivem com o HIV, aumentou de 1,6 milhões em 2001 a 2 milhões em 2007.

 

PAIXÃO PELA VIDA - PROTEJA-SE

 

 

1. Use Preservativo


Não importa se você usa outros métodos anticoncepcionais efetivos, para prevenir a gravidez, como pílulas, injeções ou adesivos. A única maneira para se proteger do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), é usando preservativo toda vez que tenha relações sexuais. 

O preservativo é o único método, além da abstinência, que pode te proteger, tanto de gravidez indesejada quanto do HIV/AIDS e de outras DST. Para que a proteção seja efetiva, o uso deve ser feito corretamente e constantemente, cada vez que tenha relações sexuais.

 

2. Uso correto do Preservativo

Os preservativos devem ser conservados em lugar fresco y seco, a fim de evitar que o látex arrebente e que o preservativo se inutilize.

A embalagem deve ser aberta cuidadosamente, por uma das extremidades, evitando usar os dentes ou tesouras, para não arrebentá-lo.

Use o preservativo pré-lubrificado ou aplique uma pequena quantidade de lubrificante à base de água, por dentro e por fora, para evitar que se rompa. Lubrificantes à base de petróleo, como vaselinas, loções para o corpo ou óleos minerais ou vegetais, não devem ser usados, porque podem danificar o látex, reduzindo a efetividade do preservativo.

O preservativo deve ser colocado antes de começar a relação sexual, já que a pré-ejaculação, aquele liquido mucoso e transparente que não é sêmen, pode conter sêmen e transmitir HIV e outras IST.

O preservativo deve ser colocado quando o pênis está ereto, deixando um espaço na ponta, para conter o sêmen. É necessário apertar a ponta do preservativo com os dedos polegar e indicador, para tirar o ar e evitar que estoure.

Desenrole e estire o preservativo ao longo de todo o pênis até chegar na base. Atento para que não fiquem bolhas de ar que façam estourar o preservativo e que este encaixe confortavelmente, para que não saia do lugar durante a relação sexual.

Se você começa a pôr um preservativo pelo lado errado e não consegue desenrolá-lo, abandone este e use outro.

Ao terminar a relação, e antes de que o pênis fique flácido, retire o preservativo, cuidando para que não se derrame o sêmen.

Faça um nozinho nele e jogue fora.

3. A abstinência

Abstinência significa não ter relações sexuais (nem orais, nem anais, nem vaginais), nem realizar qualquer tipo de atividade que implique contato de fluidos corporais. Esta é uma forma de pospor os riscos físicos e emocionais que podem gerar uma relação sexual, até o momento em que você se sinta pronto para voltar a tê-las. A abstinência é um método efetivo de prevenção da gravidez y de infecção pelo HIV ou de outras infecções sexualmente transmissíveis.

A abstinência funciona como método de prevenção, sempre e quando, não tenha relações sexuais de qualquer tipo. Se você decide fazer sexo, terá que escolher outro método para se prevenir.

Você pode decidir praticar a abstinência, mesmo que tenha sido sexualmente ativo antes. É importante que você possa falar disso com o seu(sua) parceiro(a) e lhe explicar por quê é importante pra você.

4. Evite o contato com sangue

Para evitar a transmissão do HIV por via sangüínea, é necessário não compartilhar agulhas ou seringas. É necessário, no caso de que seja consumidor de drogas injetáveis, usar sempre uma seringa nova. Também se recomenda controlar que todo procedimento que inclua corte ou punção (espetada) seja realizado com material descartável ou esterilizado, como no caso do dentista, manicure, tatuagens, práticas médicas, entre outros.

5. Controle sua gravidez

Para evitar a transmissão do vírus da mãe para o filho, recomenda-se que toda mulher grávida faça o teste de HIV, no primeiro exame pré-natal. Se o resultado for positivo, é aconselhável que a grávida siga as indicações médicas e aplique as medidas necessárias para evitar a transmissão ao bebê: exames pré-natal regulares, tratamento clínico e suspensão da amamentação

6. Faça o teste

A única maneira de saber se alguém contraiu o HIV é através de um teste de laboratório. Muitas pessoas que vivem com HIV, encontram-se saudáveis e não sabem que o têm. Por isso, é importante que o teste seja feito. Fale com o seu(sua) parceiro(a) e façam juntos o teste. Lembre-se que fazer o teste não substitui a proteção.



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