E V O L U Ç Ã O
 Casa Humanitária Dr. Albert Schweitzer

    ANO 12  - Nº 145           Edição de MAIO  2016


MÉDICOS SEM FRONTEIRAS
 



18 de maio: DIA nacional antimanicomial

ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS

Sinônimo e nomes populares:  Psicose, loucura, insanidade



O que é?

Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.

 Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade.

É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.

 Como se desenvolve?

Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1%.

 

O que se sente?

Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo:

   Delírios:

 o indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos

 Alucinações:


 O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente

 Discurso e pensamento desorganizado:

 O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica

 Expressão das emoções:

 O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano

 Alterações de comportamento:

 Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.

Como o médico faz o diagnóstico?

Para fazer o diagnóstico , o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuro-imagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.

Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é variada conforme o subtipo específico. Os principais subtipos são:

·         paranóide (predomínio de delírios e alucinações)

·         desorganizada ou hebefrênica (predomínio de alterações da afetividade e desorganização do pensamento)

·         catatônico (alterações da motricidade)

·         simples (diminuição da vontade e afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social)

·         residual (estágio crônico da doença com muita deterioração e pouca sintomatologia produtiva).

Como se trata?

As medicações antipsicóticas ou neurolépticos são o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Elas atuam diminuindo os sintomas (alucinações e delírios), procurando restabelecer o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente. As medicações antipsicóticas controlam as crises e ajudam a evitar uma evolução mais desfavorável da doença. Em geral, as drogas antipsicóticas apresentam efeitos colaterais que podem ser bem controlados.

Em crises especialmente graves, ou em que não houve resposta às medicações, pode-se fazer uso da eletroconvulsoterapia (ECT) antigamente chamado de eletro-choque. Esse método é bastante seguro e eficaz para melhora dos sintomas, sendo realizado com anestesia. Uma outra possibilidade é usar antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psico-sociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.

Dra. Alice Sibile Koch e  Dra. Dayane Diomário da Rosa

 

Doença de Parkinson tem avanços, mas enfermidade ainda é pouco conhecida  

Brasil vai produzir medicamento usado por 20 mil pacientes ainda este semestre  




Cerca de um mês antes do Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, que foi dia 11 de abril, o Brasil dá uma boa notícia aos portadores. A Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz) vai produzir ainda neste semestre o diclorhidrato de pramipexol, que tem a função de controlar as deficiências motoras causadas pela enfermidade. Com isso, o preço cairá bastante, já que até agora o País importava o medicamento de um laboratório alemão.  

No Brasil, cerca de 20 mil pessoas, segundo o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, usam o medicamento. No País, estima-se que 300 mil pessoas tenham a doença, segundo a Associação Brasil Parkinson, mesmo que não tenha sido totalmente manifestado. Como o nome já antecipa, a enfermidade foi descoberta por James Parkinson em 1817, na Inglaterra, então chamada de “Paralisia da Agitação”. A doença ocorre quando alguns neurônios morrem ou se degeneram. O portador, então, passa a apresentar tremores, rigidez nos músculos, dificuldade para andar, engolir e se equilibrar. Os sintomas podem não aparecer todos de uma vez, e como são progressivos, geralmente se manifestam com o decorrer de vários anos. Uma incapacidade grave, segundo o portal da saúde do Ministério da Saúde, pode vir entre 10 e 15 anos.  

D
esde a descoberta da doença, levou certo tempo para que os cientistas conseguissem desenvolver um tratamento. Nos anos 1960, após a identificação nas alterações bioquímicas no cérebro dos pacientes é que foi introduzido a substância levodopa, o que reduziu a mortalidade. No entanto, as reações adversas eram graves, como demência, instabilidade na postura e até congelamento. Com o tempo, os médicos foram introduzindo novos remédios além da levodopa, o que aumentou a qualidade de vida dos portadores.  

O problema disso tudo: o tratamento é caríssimo. Segundo um estudo da Movement Disorders Society, dos EUA, instituição que combate enfermidades neurológicas como o Parkinson, o gasto mundial com medicamentos antiparkinsonianos é de cerca de 11 bilhões de dólares. No Brasil, o Governo oferece de graça em postos de saúde medicamentos contra a Doença de Parkinson.  

Avanços  

Apesar de ser uma doença relativamente antiga, os avanços em seu tratamento são lentos, dada a complexidade do cérebro humano. Em junho do ano passado, um encontro em Dublin com neurologistas de todo o mundo, mostrou novidades no combate. Uma delas é o controle dos tremores através de uma técnica chamada de neuroestimulação. A fundação do ator Michael J. Fox, que sofre do mal, também investe em pesquisa.  

Além de remédios, médicos têm usado cirurgias, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional como armas para combater a enfermidade. O conhecimento sobre a doença também aumentou nos últimos anos. Em 2007, um estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, mostrou que pesticidas usados na lavoura podem causar Mal de Parkinson. Pessoas que têm contato direto às substâncias tóxicas possuem 39% mais chances de contrair a doença degenerativa. A pesquisa feita com 959 parkinsonianos foi iniciada depois que um grupo de agricultores manifestou a doença. Os mesmos estudiosos também concluíram que lutadores de boxe tem 35% mais chances de contrair Parkinson pro causa dos choques cranianos durante as lutas.  

No Canadá, um equipe internacional utiliza a genética para lutar contra o Parkinson. Estudiosos da Universidade da Columbia Britânica encontraram uma família local que tiveram 12 pacientes diagnosticados com a doença desde 1983. No ano passado, os familiares doaram um cérebro de um dos parentes falecidos para quem se busquem traços genéticos que levem a mais informações sobre o mal.  

Em 2003, um outro avanço. Um britânico de apenas 23 anos quebrou o mito de que apenas idosos podem contrair a doença. John Crossley-Stanbury notou os primeiros tremores em seu dedos da mão, aos 19 anos. Pensando se tratar de um problema local, simples, ele descobriu por seu neurologista que era o portador mais jovem da doença até hoje. Seu estado ainda é bastante inicial, e segundo médicos ingleses, não é grave. A biografia que John escreve vai gerar informações valiosas nunca estudadas sobre Parkinson desde o século passado.


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Nise da Silveira, a mulher pioniera na Arte que cura
Dia 18 de maio, dia nacional da luta antimanicomial


      Ao comemorar-se no próximo dia 18 de maio o dia nacional antimaniconial, uma figura pioneira chega a nossa lembrança, aos nossos corações: Nise da Silveira - Psiquiatra que revolucionou tratamento de doentes mentais, nascida em Maceió no longínquo ano de 1906 e desencarnada no Rio de Janeiro em 1999. Até a década de 50, aplicar choques elétricos, fazer lobotomia, internar pacientes à revelia e confiná-los eram práticas do cotidiano da psiquiatria brasileira, para o tratamento de doentes mentais. Nize mudaria radicalmente a maneira de lidar com a esquizofrenia no país. Inconformada com o sofrimento que os tratamentos da época provocavam nas pessoas ela conseguiu mostrar que existia maneira mais simples e eficaz de melhorar o quadro mental dos pacientes, criando um novo conceito de terapia ocupacional.

           Nise criou um método em que o doente mental, sob sua responsabilidade, produzia artisticamente desenhos, cores e formas, ou com alguma tarefa que o fazia se sentir integrado e útil. Depois, Nise fazia exposições com esses trabalhos,  para o grande público, encantando a todos o que trazia grande auto-estima aos pacientes, agora transformados em artistas plásticos. O resultado não se fez esperar e os pacientes se sentiam aliviados de suas angústias, os médicos conseguiam compreendê-los e conhecê-los melhor. Assim, o tratamento com remédios ganhou um poderoso aliado.  

Deu tão certo , que na década de 60 a terapia ocupacional passou a ser reconhecida oficialmente como tratamento médico.

Em 1946, criou a pioneira "Seção de Terapêutica Ocupacional" no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, atual
Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira. 

Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, Rio de Janeiro, que reúne obras produzidas nos ateliês inicialmente criados pela psiquiatra. O museu funciona até hoje e é um grande acervo de arte com cerca de 350 mil obras entre pinturas, desenhos e gravuras, constituindo uma das maiores coleções do gênero no mundo.


Assim sendo pacientes marginalizados, tornaram-se artistas plásticos com reconhecido talento como Fernando Diniz, Adelina Gomes, Emygdio de Barros, Carlos Pertuis, Raphael Domingues
e Arthur Amora.

Competente e pioneira, Nise  correspondia-se com o renomado psicanalista suíço Carl Gustav Jung, desde  1954, mandando-lhe fotos dos desenhos dos pacientes. Com a resposta de Yung ela em 1956 criou o Grupo de Estudos C.G. Jung, com o intuito de pesquisar a terapia ocupacional e a importância das imagens para os esquizofrênicos. 

 Para Nise da Silveira a arte é um instrumento fantástico, um aliado muito poderoso num tratamento por isso criou a Casa das Palmeiras, na Rua das Palmeiras em Botafogo, uma clínica que funciona sem internações. É um local em que os pacientes vão até lá se quiserem e não são obrigados a ficar. Com o método Nise da Silveira, os próprios pacientes, fornecem através suas obras de arte, ferramentas, para que os profissionais especializados consigam descobrir seus medos e as angústias. 

A influência de Nise da Silveira no tratamento de doentes mentais chegou até ao Congresso. Na década de 80, antes de escrever o projeto de lei federal de reforma psiquiátrica, o deputado Paulo Delgado, procurou Nise para conversar a respeito do que seria ideal num tratamento psiquiátrico. A lei foi aprovada em 2001 e continua em vigor.

No nacional da luta antimaniconial, nosso programa se engalana para trazer aos nossos leitores a figura da Nise da Silveira como exemplo da tenacidade para todos nós, estejamos nessa encarnação na vestimenta carnal como homens e mulheres.

Ao desencarnar deixou-nos suas ideias pioneiras, e um legado de instituições e projetos que deram certo.



Depressão: o câncer da alma Hellen Taynan

O sofrimento não depende de você, mas o espaço que ele vai ocupar em sua vida, sim. No mundo, existe mais de 7 bilhões de pessoas e todas passam, passaram ou passarão alguma dificuldade na vida. Os problemas vêm para nos fazer crescer, vêm para nos ensinar algo e mesmo quando pensamos que não tem propósito nenhum passar por determinada situação, mais a frente veremos que foi necessário.

Quando verificamos as mudanças que ocorrem no reino animal, percebemos que nenhuma delas vem sem dores e sofrimentos. Como exemplo, temos a ostra que para produzir a pérola, precisa ser ferida e invadida por parasitas e após lutar contra eles, vai pro duzindo uma “verruga” que vai crescendo até termos a linda e preciosa pérola. A pérola é uma ferida cicatrizada e não existe cicatriz sem quem antes haja uma dor. Quantas pérolas você já produziu?

A superação de um acidente, uma enfermidade, a perda de um ente querido, um não quando você apostou tudo o que tinha em um sim… Todas estas coisas servem para nos lapidar e nos fazer olhar para a vida de outra maneira.

Eu venci um câncer! Eu tive depressão e a depressão é o câncer da alma. Esse é o mais arrasador de todos, pois enquanto nos outros tipos de câncer o paciente luta pela vida, na depressão o paciente só deseja a morte e não vislumbra uma saída para o sofrimento que o aflige. Eu lutei contra a depressão por quase 10 anos.

Experimentei várias drogas receitadas por “n” psiquiatras até encontrar a medicação correta porque o que serve para uns, não faz o mesmo efeito para outros.
Hoje, curada desta enfermidade, decidi tentar impedir de alguma forma que as pessoas cheguem ao estado que eu cheguei. Eu estudei, me formei em psicanálise, estou sempre lendo livros sobre o assunto, escrevendo e pensando sobre isso. Estou disposta a ajudar, pois aprendi que na vida só fazemos a diferença se pudermos servir de alguma forma às pessoas.

O processo de cura da depressão envolve tempo e amor dos que estão ao seu lado. A maioria das pessoas que vencem esta enfermidade encontra em Deus a resposta para a vida. Eu sei que acima de medicamentos e visitas a médicos, a fé que descobri dentro de mim foi fundamental para que eu encontrasse a cura.

Esteja atento para os sintomas iniciais da depressão! às vezes, o estresse do dia a dia, a privação de sono, maus hábitos alimentares ou uma frustração aparentemente pequena, pode ser o disparador da doença. Eu me coloco à disposição para conversar com você que precisa de alguma ajuda. Muitas vezes uma palavra certa é tudo o que precisamos para erguer a cabeça e seguir em frente antes que a doença se instale em nosso corpo.

A dica que dou é: ame! Se você conhece alguém que está sofrendo de depressão, ame-o. Mas ame-o muito, mais do que suas forças permitem, pois o amor e o carinho são protagonistas da cura desta doença. Converse, gaste tempo ao lado dessa pessoa! Muitas vezes o paciente com depressão tem a necessidade de ser ouvido por alguém que não critique seu sofrimento, apenas escute e dê uma palavra de força. Esqueça frases do tipo “ah, comigo foi pior e eu não fiquei assim”… Ou ainda “você tem que sair de casa, ver gente, reaja!” Substitua estes jargões por “eu vejo a sua dor e não tenho noção do tamanho que ela ocupa em sua vida, mas estou aqui para te ajudar”. Entenda que a pessoa está doente e como tal, ela não escolheu ficar assim, então pare de exigir que a pessoa reaja, acorde pra vida e esteja junto de pessoas que muitas vezes nem entendem o sofrimento dela. Antes, leve-a a um lugar calmo, mostre a ela como a vida torna as coisas mais simples mais bonitas… Um nascer do sol, o perfume de uma flor, o controle do movimento das águas do mar que atingem seu limite e voltam e o canto dos pássaros.

Desta forma, você terá encontrado uma maneira de produzir pérolas dentro de si mesmo e ainda ajudar que outras pessoas produzam suas pérolas vencendo as dores dessa vida.



Que marcas deixam nossas pegadas no planeta?
Conrado Santos 

Não é fácil mantermos a vigilância constante e necessária acerca de nossos hábitos e escolhas que sofrem a forte pressão da cultura exacerbada do consumismo. A cada dia cresce a preocupação da sociedade em geral em mudar seus hábitos, e ecoam cada vez mais alto os valores da sustentabilidade. Mas como é possível mantermos nosso olhar atento para que nossas escolhas sejam as mais adequadas possíveis? 

Cremos que o primeiro passo deva ser a conscientização, e nada melhor do que recorrermos ao ensinamento de Deus, a nos alertar: “Os reinos da Natureza, aliás, são o campo de operação e trabalho dos homens, sendo razoável considerá-los, mais sob a sua responsabilidade direta que propriamente dos Espíritos, razão por que responderão perante as leis divinas pelo que fizerem, em consciência, com os patrimônios da natureza terrestre .

Não há dúvida que se faz urgente o nosso despertar para que nossa responsabilidade diante do orbe terrestre seja cumprida. Temos sim que introduzir em nossos atos diários a transformação para que os conceitos explícitos de conservação sejam parte integrante e verdadeira de nossas vidas. Mas não é fácil, pois fomos acostumados a usufruir deliberadamente os recursos que a Terra nos oferece, e agora temos de nos reeducar. O caminhar não será fácil, mas temos de dar o primeiro passo, e assim transformarmos nossa passagem pelo nosso planeta mais inteligente e menos devastadora.

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"A ética do homem não deve terminar no homem, mas se estender a todo o universo. Ele precisa se tornar consciente novamente sobre a grande cadeia da vida, da qual ele não pode ser separado. Ele precisa entender que todas as criações têm o seu valor. O resultado para nós é não somente um aprofundar dos relacionamentos, mas uma maior amplidão dos mesmos".
 Dr. Albert Schweitzer
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A MORTE Rosângela Costa Lima



Porque a morte propicia tanto sofrimento e cachoeiras de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembrarmos que: a semente morre para que surja a plântula tenra;  transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa; estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;  morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;  morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;  o rio morre na exuberância do mar;  fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.
à frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...
A lágrima de agora se tornará sorriso.
A dor atual prepara a ventura porvindoura.
A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.
Morte é vida, agora o sabemos...
Habitue-se, caro coração, a refletir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais se aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece exceção.
Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão – escola corporal.
A morte tão somente revela a vida mais amplamente. Pense nisso.


UM MOMENTO PARA OS JOVENS

Violência na adolescência: Isso é normal?


O vir a ser do adolescente é antes de tudo o que foi e é a sociedade em que o mesmo vive. Dessa forma a adolescência e os caracteres pelos quais definimos a adolescência são na verdade um conjunto de valores sociais aplicados ao comportamento do jovem em formação que ao absorver esses valores reflete em suas ações transmitindo aos demais ajudando assim a solidificar sua cultura.

Desse modo entender adolescência antes de qualquer coisa implica em compreender a cultura social vigente numa determinada sociedade, os modelos e conduta que esta valoriza, exclui e omite, para só então poder enxergar no jovem as manifestações de sua idade que tão enfaticamente muitos qualificam como orgânicas.

Sem dúvida os fatores orgânicos que envolvem o período anterior à fase adulta favorecem uma maior evidência das reações comportamentais do jovem, visto estar agora apto a concretizar seus pensamentos, aliando-os comparando a novos conceitos o que caracteriza não apenas uma tese de alimentação, mas também de descobertas e conquistas, fazendo assim com que o adolescente esteja invariavelmente em evidência perante os demais. Contudo as transformações orgânicas que este vive não são por si só, suficientes para determinar uma postura padrão A ou B, dado a diferença existente entre os indivíduos, o que pode demonstrar o fator social como grande causador dessa flexibilização do comportamento, e assim, sua caracterização.

Agressividade e Violência:

A violência humana não é nada senão reações do comportamento as frustrações do meio, que podem ser psicológicas ou sociais. E a dificuldade adaptativa que pode tanto ser provocada por circunstâncias cognitivas de origens patológicas, como principalmente pelas condições sociais que o indivíduo se encontra, ou sofre! Desse modo as características da violência se manifestam oportunamente, isto é, a violência enquanto forma de adaptação expressão positiva ou negativa, depende do ser no mundo para tomar parte do sujeito. Somos dessa forma levados a pensar que ao identificar um jovem adolescente como violento, estamos definindo primordialmente a sua condição de vida.

O adolescente é vítima ativa de uma postura social onde apenas manifesta as consequências de uma política humana moderna em que os valores familiares e do próprio ser humano são cada vez mais conflituosos distantes de conduzir ao humano a compreensão de si no mundo, mas pelo contrário, atua relegando ao jovem o status de potência mirim, isto é, potência de consumo, de liberdade “underground” (o que significa quase sempre sem limites) canalizada também para a objetivação do poder e do ter.

Certamente se pegarmos como exemplo a Grécia antiga veremos que a fase do adolescente não se compunha dos caracteres que hoje se compõe e pelos quais enxergamos adolescência (rebeldia, agressividade, liberalismo, conflituosismos, sexualismo), pois a juventude grega era sinônimo de aprendizado. Eram privilegiados os jovens que podiam estar ao lado de grandes mestres, isto porque sabiam os gregos que tal fase deve (era) ser marcada pela ânsia do jovem em se firmar enquanto agente potencializador de suas ideias sendo por isso valorizado o virtuosismo, criativismo, o intelecto e do vigor dos da “puberdade”. Não é por menos que a Grécia tornou-se o berço da filosofia e da política e é modelo até os dias atuais.

Mas qual é a Grécia dos nossos jovens atualmente? É a dos mestres da mídia, do incentivo ao consumo, a liberdade (que não se pensa o que é e como deva ser). Da alienação por uma felicidade atada ao poder do ter, poder, ser – pra quem? E da erotização como fim último do prazer humano da forma tal, que é impensável desvincular a formação humana sem a educação do sexo-objeto (ou seria objeto-do-sexo?), estes que são ensinados nos manuais chamados TV & Cia.

Ora se na fase em que se firma o virtuosismo, se incentiva o intelecto e busca-se conhecimento, o adolescente obtém em troca a  nossa nova realidade cultural, nada mais “natural” se produzir uma geração de jovens conflituosos, “cheios de vazios” para expressar aquilo que não lhes é natural enquanto humanos. Ao invés de vermos expressão de um autoconhecimento observamos lamúrias de quem luta para ser alguém com as armas que dispõe.

Certamente Freud  viu do que chamou de Instintos de Morte, não o poder de uma energia humana originalmente – de morte – mas a reação de uma única energia humana sendo canalizada por um conjunto de ações humanas que – e aí sim – caminha para a morte. Freud internalizou o prisma social que é capaz de transformar o humano em bem ou mal quando este dispõe de capacidade compreensiva para só então executar tarefas com base em sua escolha (diferente de ações básicas de reflexos para manutenção à vida)

Todo jovem é por natureza detentor de potencialidades boas e frutíferas. Ao tomar capacidade de firmá-las apenas necessita de um meio que lhe dê a direção e o exemplo correto para o desenvolvimento de tal potencialidade. Uma vez que não encontra, “internaliza” convertendo sua potência em múltiplo efeitos, dentre eles a violência. Portanto, se consideramos que a violência assume formas diferentes sob fases diferentes, podemos atribuir as mesmas características do adolescente aos adultos, pois de onde vem o – não suprimento – as necessidades do adolescente senão das frustrações do adulto em decorrência do modo como vive? É justo então afirmar que o adolescente é violento?

Ora, a diferença entre um e outro (adulto e adolescente), quando aparente, é apenas uma questão de “altura”. Você é adulto, eu sou adolescente, porém vivemos os mesmos problemas sob faces diferentes de uma mesma moeda. A minha violência, portanto, nada mais é do que a sua vida manifesta em meu comportamento.     Will Filho

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FREI DAMIÃO: A FIGURA DO CONSELHEIRO NO CATOLICISMO POPULAR DO NORDESTE BRASILEIRO

Frei Damião, nasceu em Bozzano, norte da Itália, no dia 05 de Novembro de 1898, filho de camponeses, seu nome de batismo é Pio Giannotti. Começou sua formação religiosa aos 12 anos, quando foi estudar num colégio de padres. O sonho de ordenar-se sacerdote foi adiado, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Aos 19 anos foi prestar serviço militar no Exército italiano, onde ficou até aos 22 anos, participando inclusive da Guerra.

Voltou para o seminário e ordenou-se padre aos 23 anos, dois anos mais tarde, diplomou-se em Teologia Dogmática, Filosofia e Direito Canônico pela Universidade Gregoriana. Antes de ir para o Brasil, lecionou e dirigiu por cinco anos vários conventos.  Pertencente à Ordem dos Capuchinhos, em 1931 recebeu a tarefa de ir para o Brasil. Ao chegar, Frei Damião foi para o Convento de São Félix (Recife-PE), que acabara de ser construído e onde viveu até a sua morte.

Apesar de possuir um carregado sotaque, muitas vezes não era compreendido, Frei Damião conquistou a simpatia dos mais pobres. Acompanhado de outro frade, Fernando Rossi, organizou missões que percorreram quase todas as cidades do Nordeste. Costumava chegar à localidade escolhida às segundas-feiras no final da tarde. às quatro da manhã de terça-feira, ainda na escuridão, a multidão já se comprimia para ver a procissão.

A primeira missa era celebrada às cinco. Uma hora mais tarde ele iniciava a sua pregação. Eis uma síntese do seu pensamento: “No inferno o calor é bilhões de vezes pior que no Nordeste. As labaredas sobem e queimam sem parar o  corpo dos adúlteros, das prostitutas, dos afeminados e dos criminosos”, dizia com a voz rouca, quase inaudível. O dia continuava com outras missas, a reza do terço e as confissões, que duravam até a meia-noite.  Para o povo nordestino, a santidade de Frei Damião era provada por seus milagres, nunca reconhecidos pela Igreja Católica. Frei Damião era considerado sucessor de outro grande “santo brasileiro”: Padre Cícero.

Em 1991, o Instituto de Teologia  do Recife catalogou 80 relatos de milagres que lhe foram atribuídos.

Desde 1993 a saúde de Frei Damião, que tinha problemas respiratórios, começou a ficar mais debilitada, o que o levou a diversas hospitalizações até à sua morte, Frei Damião: faleceu em 31 de 05 de 1997 ás 7 e 30 da noite com 98 anos, depois de ter dedicado 76 anos de sua vida a peregrinar pelas regiões mais pobres do Nordeste. O seu sepultamento foi no Convento dos Capuchinhos, no bairro de Pina, em Recife. Em  2002, ao completar cinco anos de sua morte, o Vaticano deu início ao processo de sua canonização.

Frei Damião era devoto de Nossa Senhora das Graças.

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ANIVERSARIANTES DO MÊS DE MAIO

 

01 – Iury dos Anjos Rosa

01 - Dejair Avancini

06 – Leila da Silva Fontoura

23 – Jane Santana de Oliveira

24 – Solange A. Feliciano Andrade

28 – Jacira Coelho de Andrade


FELIZ ANIVERSÁRIO!

 

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Uma verdadeira lição de vida.


Em homenagem a todas as mães pelo seu dia 08 de maio

Um jovem de nível acadêmico excelente candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão. Descobriu
através do currículo dele que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima. O diretor perguntou: "Tiveste alguma bolsa na escola?" O jovem respondeu: “nenhuma". O diretor perguntou: "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?" O jovem respondeu: "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.” O diretor perguntou: "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa.” O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas. O diretor perguntou: "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?" e o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu.”

O diretor disse: "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã.” O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando

chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho. O jovem limpou lentamente as mãos da  mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões em suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a  mãe se queixava quando limpava com água. Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o  preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe. Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo. Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor. O diretor percebeu as lágrimas nos  olhos do jovem e perguntou: "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?”
O jovem respondeu: "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.” O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiste.” O jovem disse: "Primeiro, agora sei o que é dar valor.
 Sem a minha mãe, não haveria  eu, com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar.” O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado.” Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
 Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais,e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho? Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não  interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e a experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas. Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por ti?

Eu não passo meus dias reclamando do meu trabalho e do que tenho pois minha mãe também me fazia lavar a louça e arrumar minhas coisas..... OBRIGADO !!!
   "Não dê o peixe... ensine a pescar".

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A mãe negra na Academia de Letras da Bahia


Foto: Diego Mascarenhas


A escolha de Mãe Stella de Oxóssi como membro da Academia de Letras da Bahia legitima a importância da literatura baseada nos saberes tradicionais, produzidos pelos negros e negras deste País. As raízes, tradições, crenças dos afro brasileiros recebem, mais um reconhecimento,  no momento em que Mãe Stella é escolhida para representá-los. A atitude pioneira de eleger uma mulher, negra, yalorixá para a Academia, reflete a resistência dos negros no campo das letras, ao ponto que Mãe Stella herda o espaço um dia ocupado pelo saudoso professor e historiador Ubiratan Castro, que entre 2003 e 2007, emprestou à Fundação Cultural Palmares sua sabedoria para a promoção da arte e da cultura afro brasileira.

A FCP entende que a cadeira 33 é uma privilegiada. Teve a honra de ser ocupada pelo brilhante professor Ubiratan e agora acolhe Mãe Stella de Oxóssi. É um grande ganho para Academia de Letras da Bahia que dá continuidade a caminhada de reconhecimentos, abrindo espaço para os muitos Ubiratans e Stellas que compõem a gente negra brasileira


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A carne é fraca?


Você costuma tomar suas próprias decisões? Você gosta de decidir você mesmo o que é o melhor para você? Claro que sim, né? Afinal, quem poderá saber mais de você do que você mesmo? Só fiz a pergunta porque há pessoas, e você sabe disso, que esperam que alguém lhes diga o que é certo e o que é errado. São pessoas que só conseguem tomar qualquer decisão se esta decisão for embasada por alguém em quem elas confiam mais do que em si mesmas.

O espiritismo não proíbe nada. Como dizia Paulo apóstolo, “nada nos é proibido, mas nem tudo nos convém”. Realmente, há coisas que não nos convém. E, mais cedo ou mais tarde, aprendemos a evitar essas coisas. Mais cedo, se aprendermos pelo amor; ou seja, pelo ensinamento, pelos conselhos, pela observação. Mais tarde, se aprendermos pela dor, através da experiência própria. Com todo aprendizado é assim. Aprendemos pelo amor ou pela dor.


Conheço espíritas que defendem seus vícios escudando-se na não proibição dos seus vícios pelo espiritismo. Para eles, se o espiritismo não proíbe, então está liberado. Para amenizar seu posicionamento, alegam que “a virtude está no equilíbrio”, que o que é prejudicial é o abuso, não o uso.


Eu acho que todo vício é prejudicial. E o que determina o que seja um vício? Acho que a dependência de qualquer substância é um vício. Aliás, acredito que o uso de qualquer substância potencialmente viciante pode ser caracterizado como vício. Se você não concorda, por favor, expresse a sua opinião. Mas não se aborreça comigo; estou apenas expondo o meu pensamento. É o pensamento de um aprendiz.


Até há pouco tempo era bonito fumar. Fumava-se na televisão, nos filmes, havia propaganda de cigarro em toda parte. Era um vício socialmente aceito. Hoje já é um hábito mal visto, às vezes até constrangedor. Com o álcool logo acontecerá a mesma coisa. A espiritualidade maior vem planejando uma ofensiva contra o uso do álcool, da mesma maneira que aconteceu com o cigarro.



Claro que não são esses os únicos vícios, existem drogas de todos os tipos. Mas as drogas legalmente comercializadas e usadas em massa pela população são o cigarro e o álcool. Sei que o importante para o espírito é a reforma íntima, com a interiorização de valores novos, com a formação de princípios morais sólidos. Eu já comentei nesse artigo o que eu acho sobre beber, fumar e comer carne.


Mas o fato de haver grandes conquistas a fazer não quer dizer que as pequenas conquistas não têm valor. E o abandono dos vícios são pequenas conquistas. 

Todos nós devemos nos tornar mais compreensivos, benevolentes, altruístas, piedosos, pacientes. Essas são as grandes virtudes que nos esforçamos para conquistar. Mas enquanto não alcançamos essas grandes virtudes, será que não podemos dar pequenos passos conquistando pequenas virtudes?


A literatura espírita está repleta de exemplos dos males que o uso do álcool causa ao espírito. A maneira como o usuário do álcool atrai para si a companhia de espíritos desencarnados que não conseguiram se desfazer do vício. Estes espíritos satisfazem seu vício colando-se ao bebedor encarnado, bebendo juntos com o encarnado, o induzindo a beber sempre mais.


Claro que há muitos que bebem pouco, ocasionalmente, sem recair no processo viciante. Eu, particularmente, acho que é melhor termos sempre o domínio pleno de nossa consciência, em qualquer circunstância. Sem falar que a maneira de erradicarmos as coisas que prejudicam as pessoas na Terra é deixando de consumi-las. Se não existissem consumidores de drogas, não existiria o tráfico e suas consequências.


Dizem que a carne é fraca. Mas a sede dos vícios é o espírito, não o corpo. É o espírito que se acostuma a determinadas sensações e acha difícil viver sem elas. Mas se buscamos o predomínio do espírito sobre o corpo, não seria o caso de vencermos o apego às sensações?

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O alimento do Espírito


Você consegue viver em paz? Ainda se lembra, pelo menos, de como é maravilhosa a sensação de paz?

Vivemos um período agitadíssimo. Em nenhuma outra reencarnação você conheceu tanta atividade, tanta informação, tantas pessoas como você conhece hoje. É um momento histórico privilegiado em nossa evolução. Temos a oportunidadede consolidar conhecimentos e experiências que buscamos há muitos séculos.

O problema é que corremos o risco de esquecer de parar. E precisamos saber parar. Até as máquinas precisam de descanso, necessitam de manutenção. Muitos mestres, junto com ensinamentos morais ou práticos, também nos ensinaram o valor da paz, a necessidade de parar e esvaziar a mente. Jesus recolhia-se para orar, em silêncio, sem ser incomodado. Buda meditava por não sei quanto tempo. Sábios contemporâneos, como Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie ou o nosso filósofo Huberto Rohden, também nos ensinaram acerca do valor do recolhimento, da necessidade de se reservar um espaço do dia para o silêncio, o encontro com Deus dentro de nós.

Se não nos reservamos um tempo pras coisas do espírito, dificilmente conseguiremos cumprir com qualquer objetivo mais elevado a que nos propusemos. O mundo material, da forma como funciona hoje, não nos permite lembrar da nossa natureza espiritual. Tudo é feito de modo a que nos mantenhamos o mais ocupados possível.

Quando acabam as obrigações, se sobra algum tempo, é pro lazer. Mas pro lazer estereotipado, padronizado, pro lazer em pacote. É claro que todos precisamos de lazer. Mas não podemos esquecer o mais importante. Você não pode esquecer que você é espírito imortal de passagem pela matéria. Você tem um monte de coisas a fazer por aqui. Mas sem se descuidar da sua verdadeira natureza.

Uma maneira simples de nos mantermos conectados com nossos propósitos superiores é através da leitura. Nem que seja dez ou quinze minutos por dia. Mas é preciso selecionar a leitura. Aprendi um pouco tarde que a leitura deve ser cuidadosamente escolhida. Nada que nos baixe o ânimo, nada que nos atinja negativamente, nada que traga más reflexões.

A leitura diária deve ser prazerosa e edificante. E compreensível. Não adianta escolher um livro por sua fama, pela boa reputação do seu autor, se a leitura é difícil e exige mais atenção do que você pode dar.

Não podemos esquecer um só dia da nossa natureza espiritual e das necessidades de alimento do espírito. Assim como você cuida do seu corpo diariamente, do mesmo modo deve cuidar do espírito. Você faz suas refeições todos os dias, mesmo quando está cansado ou sem tempo. Você faz suas necessidades todos os dias, você toma banho todos os dias (toma, né?), você troca de roupa todos os dias.

Quem faz musculação ou qualquer atividade física regular sabe que é preciso manter a musculatura sempre em atividade. Duas ou três semanas sem praticar exercícios e grande parte de sua  massa muscular e elasticidade é perdida.

Com as coisas do espírito acontece o mesmo. Você precisa conectar-se com Deus todos os dias. Seja através de oração, meditação, relaxação ou de qualquer outro modo. Se esse encontro com Deus, se essa introspecção é interrompida ou falhada, você se desconecta, fica sujeito à ilusão da matéria.

Não se esqueça de você. Não se esqueça de que não há preço que pague a paz e o bem-estar.

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Comemorado neste sábado, o Dia do Enfermeiro foi instituído em homenagem à Florence Nightingale.


12 de maio DIA DO ENFERMEIRO Parabéns!

A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto à obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!
Enfermagem é a arte de cuidar incondicionalmente, é cuidar de alguém que você nunca viu na vida, mas mesmo assim, ajudar e fazer o melhor por ela. Não se pode fazer isso apenas por dinheiro...Isso se faz por e com amor! Parabéns pra você enfermeiro (a). Deus ilumine o seu caminho de dedicação e amor ao próximo..

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Você e a sua consciência


Como anda sua relação com a sua consciência? Você costuma consultá-la no seu dia-a-dia? Talvez nada represente tão bem o pensamento judaico-cristão como a ideia que fazemos da consciência.

Até hoje a maior parte das pessoas com quem você convive acreditam num Deus que pune, num Deus que nos castiga pelas nossas faltas. Já comentei aqui, outro dia, que divinizaram Jesus e humanizaram Deus. Essa ideia que fazem de Deus é humana demais. Emprestaram a Deus todas as características dos homens e das mulheres deste planeta rebelde. Deus não é homem, não é mulher, não é pessoa, não é computador, não está nos espionando o tempo inteiro pra ver se nos pega em falta.

Deus se manifesta através de nós, e age através de Suas Leis. Suas Leis estão impressas em nossa consciência. Temos em nosso íntimo uma bússola apontando sempre para o que é certo, para o que deve ser feito. Levamos milênios para aprender a usar essa bússola. Depois que aprendemos, cada vez que a desobedecemos, nos desorganizamos internamente. Essa bússola é a consciência. Toda vez que fazemos algo que sabemos não ser o correto, tornamos nossos pensamentos confusos, sentimos medo. Medo de sermos descobertos, medo de sermos punidos, medo de que nos aconteça a mesma coisa que fizemos.

Essa não é uma questão religiosa. Isso independe de crença, prescinde da ideia de Deus. Qualquer ateu mais observador sabe que existe um mecanismo interno a que chamamos consciência que nos avisa quando devemos corrigir a rota de nossos atos.

O mecanismo da consciência é idêntico ao mecanismo da dor. Para quê serve a dor física? Para nos alertar que devemos corrigir alguma coisa em relação ao nosso corpo. Imagine se você não sentisse dor. Iria caminhar sobre cacos de vidro, e se esvair em sangue sem perceber. Queimaria sua mão no fogo até torrar e não iria notar. A dor serve para nos mostrar que alguma coisa que temos praticado com nosso corpo não está certa, não deve ser repetida, pois coloca a integridade do corpo em risco.

A consciência funciona exatamente da mesma maneira. Faça alguma coisa que você sabe que é contrária aos seus princípios, qualquer coisa que você intimamente saiba que não é certo, e a consciência inevitavelmente irá lhe alertar, por meio da dor moral. Essa dor pode se manifestar de várias formas: Pelo medo, pela ansiedade, pelo remorso, pela tristeza, pela falta de confiança em relação a si mesmo.

Não desafie sua consciência. Não tente enganá-la, ela não se deixa enganar. Não caia no erro infantil de achar que vale a pena burlar a consciência por uma causa aparentemente grande. Não há preço que pague a tranquilidade da consciência. Não há preço que pague a autoconfiança propiciada pela obediência à consciência.

Você é espírito imortal em busca da reforma íntima. Não deixe passar mais uma reencarnação sem levar a sério o que manda a consciência. Todos nós desobedecemos a consciência muitas vezes em nosso passado milenar. Que desta vez seja diferente. Não importa a sua idade, não importa a que altura do campeonato da vida você esteja. Você terá que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Pra quê esperar mais?

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O que trazemos e o que levamos...

Você vem ao mundo sem coisa alguma. Assim, uma coisa é certa: nada lhe pertence. Você vem absolutamente despido, porém com ilusões. É por isso que toda criança nasce com as mãos fechadas, cerradas, acreditando que está trazendo tesouros, e aqueles punhos estão vazios.

E todos morrem com as mãos abertas. Tente morrer com as mãos cerradas, até o momento ninguém conseguiu. Ou tente nascer com as mãos abertas, ninguém conseguiu também.  Nada lhe pertence, então você está preocupado com qual insegurança? Nada pode ser roubado, nada pode ser tirado de você. 

Tudo o que você está usando pertence ao mundo. E um dia você terá que deixar tudo aqui. Você não será capaz de levar coisa alguma com você. “Será que estou no caminho certo?”

As indicações de que você está no caminho certo
são muito simples: 
a) Suas tensões começam a desaparecer. 
b) Você fica mais e mais senhor de si. Mais e mais calmo.

c) Encontrará beleza em coisas que jamais concebeu
 pudessem ser belas.
d) As menores coisas começarão a ter imenso significado. 
e) O mundo inteiro se tornará mais e mais misterioso a cada dia.
f) Você se tornará menos e menos culto e mais e mais inocente como uma criança correndo
atrás de borboletas, ou pegando conchas do mar numa praia. 
g) Você sentirá a vida não como um problema, mas como uma dádiva, uma benção, uma graça.
Essas indicações crescerão continuamente se você estiver na pista certa. Baste-se!
Não dependa de nada para ser feliz.  Você tem a VIDA!
Um abraço forte!!
(Osho no livro "Mais Pepitas de Ouro")


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Dia 25 de maio 

dia nacional da adoção

Dia Nacional da Adoção


25 de Maio 

Em 1996, representantes dos 14 Grupos de Apoio à Adoção existentes no Brasil se reuniram em Rio Claro, interior de São Paulo, no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção, nos dias 24 e 25 de maio.  
Na ocasião, os grupos elegeram o dia 25 de maio como o Dia Nacional da Adoção. Seis anos depois, o projeto de lei foi sancionado.  
Nasceu assim, oficialmente, o DIA NACIONAL DA ADOÇÃO. 
A adoção é uma experiência humana que demanda de todos os envolvidos, em suas múltiplas expressões, uma abertura permanente para o debate, para o estudo, para a troca de ideias e de experiências. 


Os mitos precisam ser enfrentados e as verdades melhor compreendidas pelo conjunto da sociedade. Entendida como um direito da criança que perdeu a proteção de seus pais biológicos de ter uma família, a adoção é um processo que necessita de aperfeiçoamento contínuo em todas as suas etapas.

Necessita, também, de uma rede de apoio permanente, a fim de que pais e filhos adotivos não se sintam sozinhos na sua experiência particular de família constituída pelos laços do afeto e não pelos laços de sangue. 
O principal entrave para solucionar o problema da adoção no Brasil não está exclusivamente na demora do poder Judiciário.  

A maioria das pessoas cadastradas deseja uma criança sem ter problemas de saúde, da cor branca, do sexo feminino e recém nascida. 

A Justiça encontra dificuldade para encaixar os casos com idades acima de oito anos, do sexo masculino, morenas, mulatas ou negras, pertencente a grupo de até quatro irmãos. 

Sem dúvida, a adoção de uma criança maior reserva desafios ousados e um leque de possibilidades de satisfação, desde que a família possa ter a retaguarda pedagógica na troca de experiências dentro da participação em
Grupos de Apoio à Adoção.



É importante lembrar que "A adoção não é a última maneira de se ter um filho, mas sim, outra forma de ser pai, de ser mãe". 

Adotar uma criança
é sempre um ato de coragem, sobretudo para as mulheres, pois é preciso enfrentar o desejo da família de ter um neto que carregue suas características genéticas, o preconceito da sociedade em relação às crianças abandonadas e, principalmente, o medo irracional de tratar como filho uma criança que não se sabe "de qual família veio". 

O problema mais comum relacionado à adoção, no Brasil, é o fato de a criança adotada sempre ser vista como o último recurso para pessoas incapazes de ter filhos biológicos. Por isso, elas só desejam recém-nascidos, julgando que assim podem evitar contar-lhes a verdade. 

Essa atitude talvez seja uma herança do antigo Código de Menores, que exigia dos candidatos à adoção um exame de comprovação de esterilidade. Atualmente, em decorrência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado pela lei no 8.069, de 13/7/1990, o juiz que fizer essa exigência estará cometendo constrangimento ilegal e poderá ser processado por isso. Outro avanço importante diz respeito à herança. 

A antiga lei que estabelecia a legitimação adotiva excluía o filho adotivo do direito de sucessão hereditária. Hoje, tanto a Constituição Federal (art.227, §6o) quanto o novo Código Civil (lei no 10.406, de 10/1/2002, art.1626) asseguram aos filhos adotados os mesmos direitos e deveres dos filhos legítimos. 

Muitas pessoas alegam que não revelam a verdade para proteger a criança contra o preconceito ou para evitar contato com sua família biológica. Nada disso justifica a mentira, que pode causar efeitos danosos, muitas vezes irreversíveis, para toda a família. 

A revelação para a criança sobre a sua condição de adotiva deve ser feita o quanto antes e sempre da maneira mais natural possível. 
Os pais que não tiverem condições emocionais para fazê-lo, precisam de ajuda psicológica. 

Os pais adotivos devem encarar as suas dificuldades procriativas e não sublimá-las com a adoção de uma criança. Também não podem encarar a adoção como um ato de caridade e compaixão. É preciso que a adoção seja aceita como uma possibilidade de vinculação, legal e afetiva, que não depende da gestação, mas da convivência, como acontece com os filhos biológicos. 

Tanto o homem como a mulher maiores de 21 anos de idade podem ser pais adotivos, independentemente do sexo ou do estado civil. 

O pretendente à adoção deve oferecer um ambiente familiar adequado e ser 16 anos mais velho do que a criança a ser adotada. 

Os estrangeiros que não moram no Brasil e que desejam adotar uma criança ou adolescente brasileiro, precisam de um laudo de habilitação da Comissão Estadual Judiciária de Adoção do estado em que deseja ser inscrito. 

Em São Paulo, esse laudo é obtido por meio da Comissão Judiciária de Adoção Internacional

A lei brasileira proíbe adoção por parte de parentes ascendentes - avós e bisavós - ou descendentes - filhos, netos e irmãos. 

No entanto, tios e primos podem adotar. Os adolescentes maiores de 12 anos devem, obrigatoriamente, dar seu consentimento para serem adotados. Pessoas acima de 18 anos podem ser adotadas, mas não com direitos tão amplos quanto os concedidos pelo ECA.

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SER CHIQUE SEMPRE – (GLÓRIA KALIL)


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.  Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.  Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão,
intolerância, ateísmo...falsidade.   Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo,
vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

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"Um garoto perguntou ao pai: Qual o tamanho de Deus? Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião e perguntou ao filho: Que tamanho tem aquele avião? O menino respondeu: Pequeno, quase não da pra ver. Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou: E agora qual o tamanho desse? O menino respondeu: Nossa pai, esse é enorme! O pai então disse: Assim é Deus, o tamanho vai depender da distância que você estiver dEle. Quanto mais perto você está dEle, maior Ele será na sua vida."

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"Na vida de toda pessoa, de vez em quando, nosso fogo interno se apaga. Ele então é aceso repentinamente por outro ser humano. Deveríamos todos ser gratos por aquelas pessoas que reacendem nosso espírito interior."

 (Albert Schweitzer)

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"A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos. Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família. O que acontecer com a Terra acontecerá conosco. O homem não teceu a teia da vida, ele é um fio da mesma. O que ele fizer para a Terra, estará fazendo a si próprio".

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Quem foi a Princesa Anastácia?

Princesa Bantu, linda negra de olhos azuis, sofreu por sua beleza e por não admitir ser chamada de escrava. Amenizava o sofrimento dos seus irmãos através do seu milagroso poder de curar. Por pensar ser Anastácia conhecedora de alguma palavra mágica, queriam lhe impedir este dom, cobrindo o seu rosto com uma máscara de ferro. Esta máscara saciou também a inveja de mulheres brancas, para com a beleza de nossa princesa.

Um dos relatos que temos registros é que, Anastácia por ser muito bonita, terminou sendo, também, sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor, não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de ferozmente perseguida e torturada a violência sexual aconteceu.

suportando este instrumento de supremo suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heróica existência.

As mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da negra.

A ignorância só retirou a máscara tarde demais, quando nossa guerreira já tinha o rosto tomado pela Gangrena, razão de sua morte.

Anastácia, já muito doente e debilitada, é levada para o Rio de Janeiro onde veio a falecer, sendo que seus restos mortais foram sepultados na Igreja do Rosário que, destruída por um incêndio, não se teve como evitar a destruição também dos poucos documento que poderiam nos oferecer melhores e maiores informações referentes à escrava Anastácia " A Santa ", além da imagem que a história ou lenda deixou em volta de seu nome e na sua postura de mártir e heroína, ao mesmo tempo.    Rejanne Soares

Bênção de Anastácia

Anastácia Guerreira de Bantu Anastácio Guerreira de Bantu Rainha Mãe Anastácia Guerreira de Bantu Rainha Vou pedindo pro céu. Vou pedindo pro sol. Vou pedindo pro mar. Que Deus ilumine!

Apesar de toda circunstância adversa, Anastácia não deixou de sustentar a sua costumeira altivez e dignidade, sem jamais permitir que lhe tocassem, o que provocou o ódio dos brancos dominadores, que resolvem castigá-la ainda mais, colocando-lhe no rosto uma máscara de ferro, que só era retirada na hora de se alimentar,

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Mentalize o bem

Não te  despreocupes do trabalho no bem, se desejas alcançar a própria tranquilidade em nível superior.

Realmente, o Pai Misericordioso perdoa as nossas faltas, todavia, não a maneira de um ditador terrestre que espalha favores e privilégios, segundo os próprios caprichos, mas sim oferecendo-nos recursos substanciais de restauração, imprescindíveis ao reajuste.

É por isso que a reencarnação significando retorno do passado obscuro ou delituoso é também imposição de trabalho reconstrutivo.

O amor é a luz da vida, no entanto, nunca brilhará para as criaturas sem o pedestal da justiça.

Se feriste  alguém, procura o bálsamo que cicatrize as chagas de teu irmão, enquanto te encontras a caminho com ele, na Terra.     Chico Xavier

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A Violência e o  abuso  Infantil

Dia 18 é  o dia nacional contra violência infantil


O abuso infantil, ou maltrato infantil, é o abuso físico e/ou psicológico de uma criança, por parte de seus pais - sejam biológicos ou adotivos - por outro adulto que possui a guarda da criança, ou mesmo por outros adultos próximos à criança (parentes e professores, por exemplo).

É no mínimo triste falar deste assunto, mas é extremamente necessário, para a conscientização do povo brasileiro, explorar o assunto Violência Infantil no Brasil que cresce a cada dia mais. Não é preciso falar em números para percebermos o quanto o caso é alarmante no país, basta ligar a televisão e acompanhar os noticiários diários, todos os dias surge uma notícia nova sobre a violência praticada contra crianças e devido à falta de punição correta para este crime e para os criminosos os velhos e novos casos vão se tornando apenas números nas estatísticas que só aumentam. A violência Infantil pode ser praticada de variadas formas, as mais ocorrentes são a violência física, a sexual e a psicológica. A grande importância de erradicar estes atos consiste na fase de vida em que a vítima se encontra, pois é uma fase de descoberta, de aceitação e de conhecimento para criança, tudo o que é processado nesta fase é levado para a adolescência e para a fase adulta de todo ser humano, pois é a época em que o cérebro começa a registrar os fatos e guardá-los, a criança que passa por este tipo de sofrimento corre sérios riscos de ter uma personalidade duvidosa e tem tendências a se tornar um adulto perigoso. Geralmente estes crimes bárbaros são cometidos pelos próprios responsáveis, no Brasil 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica diariamente, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para Crianças), dados revelam que de hora em hora uma criança seja morta por queimaduras, torturas ou espancamentos causados pelos próprios pais. Esta é uma dura e cruel realidade que mancha o nosso país e que troca nosso orgulho pela vergonha e indignação. É difícil acreditar que crianças desde seu primeiro mês de vida até seus quatorze anos estejam expostas às atitudes psicopatas de agressores covardes que não se sentem nem envergonhados em praticar violência contra pessoas indefesas, contra anjos que com apenas um sorriso iluminam qualquer um.

Diferentes Manifestações da Violência Doméstica contra

Crianças e Adolescentes

Violência doméstica e física

Corresponde ao emprego de força física no processo disciplinador de uma criança ou adolescente por parte de seus pais (ou quem exercer tal papel no âmbito familiar como, por exemplo, pais adotivos, padrastos, madrastas). A literatura é muito controvertida em termos de quais atos podem ser considerados violentos: desde a simples palmada no bumbum até agressões com armas brancas e de fogo, com instrumentos (pau, barra de ferro, taco de bilhar, tamancos etc.) e imposição de queimaduras, socos, pontapés. Cada pesquisador tem incluído, em seu estudo, os métodos que considera violentos no processo educacional pais-filhos, embora haja ponderações científicas mais recentes no sentido de que a violência deve se relacionar a qualquer ato disciplinar que atinja o corpo de uma criança ou de um adolescente. Prova desta tendência é o surgimento de legislações que proibiram o emprego de punição corporal, em todas as suas modalidades, na relação pais-filhos.

Violência doméstica psicológica

A violência psicológica também designada como "tortura psicológica", ocorre quando o adulto constantemente deprecia a criança, bloqueia seus esforços de auto-aceitação, causando-lhe grande sofrimento mental. Ameaças de abandono também podem tornar uma criança medrosa e ansiosa, representando formas de sofrimento psicológico.

Violência sexual

Configura-se a violência sexual doméstica como todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual, entre um ou mais adultos e uma criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente esta criança ou adolescente, ou utilizá-la para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa. Ressalte-se que em ocorrências desse tipo, a criança é sempre vítima e não poderá ser transformada em ré. A intenção do processo de Violência Sexual é sempre o prazer (direto ou indireto) do adulto, sendo que o mecanismo que possibilita a participação da criança é a coerção exercida pelo adulto, coerção esta que tem raízes no padrão adultocêntrico de relações adulto-criança vigente em nossa sociedade... a Violência Sexual Doméstica é uma forma de erosão da infância.

Negligência

A negligência consiste uma omissão em termos de prover as necessidades físicas e emocionais e uma criança ou adolescente). Configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham em termos de alimentar, de vestir adequadamente seus filhos, de prover educação e supervisão adequadas, e quando tal falha não é o resultado das condições de vida além do seu controle. A Negligência pode-se apresentar como moderada ou severa. Nas residências em que os pais negligenciam severamente os filhos, observa-se, de modo geral, que os alimentos nunca são providenciados, não há rotinas na habitação e para as crianças, não há roupas limpas, o ambiente físico é muito sujo com lixo espalhado por todos os lados, as crianças são muitas vezes deixadas sózinhas por diversos dias. A literatura registra entre esses pais, um consumo elevado de drogas, de álcool, uma presença significativa de desordens severas de personalidade. O termo vem sendo ampliado para incorporar a chamada supervisão perigosa.

Violência Doméstica Fatal

A violência fatal é aquela praticada em família contra filhos ou filhas, crianças e/ou adolescentes, cuja consequência acaba sendo a morte destes. Tem sido denominada, impropriamente, de infanticídio (quando a vítima é um bebê em suas primeiras horas de vida), assassinato Infantil (homicídio de crianças no lar ou fora dele), ou filicídio (morte dos filhos praticada por pais consanguíneos ou por afinidade). A impropriedade desses termos decorre do fato de serem: camuflar dores da violência subjacente às ações ou omissões fatais praticadas em família.   Maria Amélia e Guerra, Viviane N. de Azevedo


O Brasil infelizmente, ainda registra uma alta taxa de crianças, que são o maltratadas por seus próprios pais.

A Unicef mostra que de hora em hora, uma criança e queimada, abusada sexualmente,  torturada ou espancada pelos pais.

O espancamento, chegando a machucar seriamente  a criança agredida e muito comum.

Isso quando não assistimos nos noticiários, agressores tão graves que levam até mesmo, bebes a morte.

Especialistas no assunto afirmam ser  comum, crianças que sofrem violência repetirem, quando adultos o mesmo comportamento.

Mais uma vez  os índices são altos , filhos que foram espancados, serão futuros agressores de seus filhos.

E muito triste repito, que  a criança, que deveria ter em seus pais, seus cuidadores, exemplos de carinho e amor, ao invés disso sofra violência e maus tratos de toda ordem.

Porem, fica um alento de que o ser humano, pode reagir a violência sofrida, com bondade e amor, não repetindo o mesmo comportamento, que usaram com ele.

Isso mostra, que podemos sempre fazer escolhas, não importando a gravidade do que nos ocorreu, podemos optar sempre pelo melhor.

Violência Doméstica Infantil


Em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil. O perigo está mais próximo do que se imagina. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Ainda de acordo com o Unicef, de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais.

Segundo o professor Vicente Faleiros, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), cerca de 70% das denúncias de agressão física contra crianças foram praticadas pela própria mãe. O professor afirma ainda que o abuso sexual normalmente é praticado pelo pai ou padrasto.

 As mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos, que sofrem principalmente de abuso sexual. Já a violência física atinge tanto os meninos quanto as meninas. Além da agressão corporal, o abandono, a negligência e a violência psicológica também fazem centenas de vítimas todos os dias nas famílias brasileiras.

Segundo a psicóloga do Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância (Crami) Jaqueline Soares Magalhães Maio, a questão cultural é a que mais se relaciona com a violência infantil. Para ela, a cultura da família brasileira possibilita que os pais se excedam sobre o 

filho com total isenção e com a prerrogativa de educar.

“A gente ainda tem aquela cultura de que o pai e a mãe são proprietários do filho e podem fazer com ele o que bem entenderem, porque os próprios pais foram educados assim. Se o filho faz alguma coisa errada, apanha. E o que começa apenas com um tapinha vai evoluindo para uma cintada, até chegar num espancamento”, disse.

Entre os principais fatores geradores de violência fisica doméstica, de acordo com a Sociedade Internacional, está a crença dos pais na punição corporal dos filhos como método educativo; a visão das crianças e adolescentes como objetos de sua propriedade e não como um sujeito de direitos; a baixa resistência ao estresse por parte do agressor, que desconta o cansaço e os problemas pessoais nos fihos; o uso de drogas e o abuso de álcool e problema psicológicos e psiquiátricos.

Segundo o UNICEF, os agressores mais comuns são, em sua maioria, os pais biológicos, que respondem por 70% das agressões deflagradas contra as crianças. O cônjuge que mais agride os filhos é a mãe, até mesmo por passar boa parte do tempo com eles. Entretanto, as lesões mais graves são causadas pelo pai, por conta da força física.

Como denunciar casos de violência sexual

É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração contra crianças e adolescentes. Não se pode ter medo de denunciar. Essa é a única forma de ajudar esses meninos e meninas.

Saiba a quem recorrer em caso de suspeita de violência sexual infanto-juvenil:
Conselhos Tutelares – Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
Varas da Infância e da Juventude – Em município onde não há Conselhos Tutelares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias.
Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as
Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

OU DISQUE 100

O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Por meio do 100, o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

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Mensagem de Conforto

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja. Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias.
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum
.  André Luiz/Chico Xavier

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HOMENAGEM àS MÃES PELO SEU DIA- 08 DE MAIO

Do Jornalzinho Evolução


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 “Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!”.
   Arnaldo Jabor

Dia das Mães, 08 de maio de 2016


A história que deu origem à data comemorativa do Dia das Mães é bonita e comovente. Tudo começou quando, no início do século XX, uma moça norte-americana chamada Anna Jarvis perdeu sua mãe e a partir daí sentia-se sempre deprimida. Suas amigas, que estavam bastante preocupadas com Annie, resolveram fazer uma festa para homenagear a mãe dela e trazer um pouco de alegria a amiga. Mas Annie não quis que a festa fosse só dela e dedicou a celebração a todas as mães do mundo, as que ainda viviam e as que já não viviam mais no mundo como a sua mãe. 

A
partir daí a data começou a se espalhar de pessoa em pessoa por todo o país e o Dia das Mães se tornou oficial mesmo no ano de 1914, pelo então presidente Woodrow Wilson, no dia 9 de Maio.

No Brasil, a data do Dia das Mães foi oficializada no segundo domingo de maio do ano de 1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. E foi em 1947, que Dom Jaime de Barros Câmara, que era na época o Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, decidiu que a data faria parte também do calendário oficial da Igreja. 
Luiz Fernando Lima


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 A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.

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DEPRESSÃO E TRISTEZA

Entenda a diferença entre depressão e tristeza 
Os sintomas da doença podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptíve

doença do século, muitos vezes é confundida com um sentimento de tristeza, e entender as diferenças é fundamental para o diagnóstico precoce.  

É só tristeza? 

A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável e até importante pelos médicos. Ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. As pessoas atingidas pela ocorrência de perdas, do emprego ou de entes queridos, atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um determinado período de tempo (cerca de 2 meses), mas esse quadro vai se atenuando e paulatinamente a vida vai retomando o ritmo normal.
Agora, se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, saiba que esse é um sintoma claro de depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar. A depressão é doença séria e assim deve ser tratada.
Os riscos da depressão:  

Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda nem desânimo, preguiça,
estresse ou mau humor. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Mesmo assim, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.  

Para entendermos melhor essa diversidade de sintomas depressivos, vamos considerar que, entre as pessoas, a depressão seria como uma bebedeira geral, onde cada pessoa alcoolizada ficasse de um jeito: uns alegres, outros tristes, irritados, engraçados, dorminhocos, libertinos... A única coisa que todos teriam em comum é o fato de estarem sob efeito do álcool, todos estariam tontos, com os reflexos diminuídos, etc. Na depressão também. Cada personalidade se manifestará de uma maneira.
Na verdade, ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Pode ser leve, moderada ou grave 

A  depressão
 encontra-se classificada no Grupo das Doenças Afetivas, ou seja, aquelas que tem uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade. Ao contrário do que se possa pensar, essa não é uma doença moderna. Hipócrates, considerado o pai da Medicina, descreveu seis doenças mentais, dentre elas a depressão, há aproximadamente 400 AC.
Os sintomas podem se manifestar de uma forma branda, e é comum o paciente procurar um clínico-geral, acreditando estar com falta de vitaminas ou alguma doença mais grave. Outros, simplesmente acreditam ser apenas mais uma "fase ruim" e não procuram ajuda, agravando ainda mais o problema. Indivíduos apresentando quadros leves, raramente procuram  tratamento. 
A tristeza é um sentimento essencial ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a enfrentar esse sentimento 

Ao
falarmos sobre a tristeza, precisamos definir os tópicos que distinguem este sentimento da depressão.
- A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade.
- A depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros, o que existe de pior em si.
- A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta.
- A tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza.
Agora que já sabe sobre a diferença da tristeza e depressão, evite rotular ou mesmo se auto-depreciar com pequenos problemas do cotidiano.


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UTILIZE-SE DA ESPIRITUALIDADE NA SUA VIDA DIÁRIA

 

 'Não pense que espiritualidade está apenas em templos, igrejas e montanhas: ela está onde você está. A palavra espírito vem da nossa capacidade de inspirar e expirar. Se alguém me insulta e sou capaz de compreendê-lo, sem me deixar levar pela raiva, pela vingança ou pela tristeza, estou praticando a espiritualidade. O estresse, a pressa e o trânsito são ótimas oportunidades de prática espiritual. Ao perceber a tensão, já me coloco em outro patamar: inicio um processo de autoconhecimento, percebo o que impulsiona e o que me retrai. A vida urbana nos dá ótimas oportunidades para aprimorar a paciência, a tolerância, o respeito à vida, a sabedoria e a compaixão. Todos os seres são conectados. Faça o seu melhor, respira profundamente e seja gentil."


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"A bondade constante pode realizar muito. Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade evaporem."

Dr. Albert Schweitzer





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O NOSSO PLANETA ESTÁ TRISTE

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. à medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.

Terra, Nosso Lar

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. 

A Situação Global

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. 


Desafios Para o Futuro

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes. 

Responsabilidade Universal


Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relação ao lugar que ocupa o ser humano na natureza. 

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada. 

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria. 

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo.  

Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva. 

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

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"Nunca, em nenhuma outra época da humanidade, tantos tiveram acesso aos conhecimentos espirituais. No entanto, muitos continuam fraquejando em seus propósitos espirituais. Alguns por leviandade, outros por arrogância. Pobres humanos atormentados! Quando despertarão do jugo do ego? Quando despertarão para a maturidade espiritual? Quando escutarão as notas da vina da verdade tocando para o habitante sutil de seus corações"?

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BONECA E CHICO XAVIER




Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo.
Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia: - Ah, Boneca, estou com muitas pulgas!
Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho.
Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca.
A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.
A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra.
Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
- Ah Boneca, estou cheio de pulgas! disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: "Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!"
Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu:
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta.
É, Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.
Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar.
Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.

 (Adelino da Silveira)


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Senhor


Se um dia eu estiver " cheio da vida" , com vontade de sumir, de morrer,

insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim...

- Pergunta-me, apenas, se eu quero trocar a luz pelas trevas...

- Pergunta-me se eu quero trocar a fartura da mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo...

- Pergunta-me se eu quero trocar meus pés  por uma cadeira de rodas...

- Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...

- Pergunta-me se eu quero trocar o mundo maravilhoso dos sons

pelo silêncio dos que nada ouvem...

- Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo,

pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor...

- Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas doenças incuráveis de tanta gente...

- Pergunta-me também,  até quando não reconhecerei as Tuas Bênçãos,

a fim de fazer de  minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo de mim:

- Obrigado, Senhor! 

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IRMÃ DULCE
Imagem de Irmã Dulce

Irmã Dulce nasceu em Salvador, no dia 26 de maio de 1914. Seu nome de batismo é Maria Rita Lopes Pontes, filha de Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Quando criança rezava muito e pedia sinais a Santo Antônio se deveria seguir a vida religiosa.

Faleceu em 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, depois de passar 16 meses internada. Desde então a sua obra passou a ser dirigida pela sua sobrinha, Maria Rita Lopes Pontes.


Hospital Santo Antonio

A história do Hospital Santo Antônio, coração das Obras Sociais Irmã Dulce, se confunde com o nascimento da própria instituição. Criado em 1949 como um albergue, quando Irmã Dulce improvisou um abrigo no galinheiro do seu convento para 70 doentes que estavam nas ruas de Salvador, o HSA desponta hoje como uma das maiores unidades de saúde do Norte e Nordeste e uma das mais bem equipadas da Bahia.

O hospital, que se tornou referência na assistência à população carente – inclusive de outros estados –, registra atualmente uma média de 14 mil internações e cerca de 12 mil cirurgias anuais. Com 373 leitos e um Centro de Tratamento Intensivo, o HSA oferece atendimento em 17 especialidades, divididas entre as enfermarias de Clínica Médica, Clínica Médica de Longa Permanência (crônicos), Clínica Cirúrgica, Diálise Peritonial e Tisiologia.

Em 2009 foi inaugurada a Unidade de Oncologia, voltada para o tratamento de pacientes com câncer. A unidade oferece procedimentos como quimioterapia e cirurgias no campo oncológico.

Centro Médico e Social Augusto Lopes Pontes

O Centro Médico e Social Augusto Lopes Pontes é uma das alas do HSA. Destinado a pacientes crônicos, que necessitam de internação de longa permanência, a unidade proporciona assistência médica integral.

 

Beatificação de Irmã Dulce deve reunir 60 mil em Salvador

A Arquidiocese de Salvador e as Osid (Obras Sociais Irmã Dulce) divulgaram a programação da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.  Marcada para o próximo dia 22 de maio, a celebração deve reunir mais de 60 mil pessoas no parque de exposições de Salvador, segundo expectativa dos organizadores. A programação da cerimônia foi divulgada na quinta-feira (17) durante evento na sede das Osid. Serão cinco dias de celebração, entre os dias 21 e 28 de maio, sendo que o rito de beatificação (evento principal) será no dia 22 de maio de 2011.


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Terra: Mundo de Expiações e Provas

                                                                            

 Os sofrimentos existentes no planeta Terra são devidos às imperfeições morais dos seres que nela habitam. Embora a intelectualidade até certo ponto desenvolvida e apurada, as criaturas humanas que povoam o Orbe Terrestre ainda encontram-se, em sua maioria, com a moral atrofiada pelas paixões inferiores alimentadas pelo orgulho, pelo egoísmo e pela vaidade, sentimentos estes precursores de todas as desgraças humanas. A iniquidade reinante no Globo não pode ser ignorada, pois, em todos os recantos do mundo, ela é visível e concreta.
Não há dúvida que a Lei do Progresso é uma Lei Natural e necessária para toda a criação. Emanada de Deus é, por isso mesmo, imutável, e atinge a tudo e a todos.
É certo também que o progresso intelectual precede ao progresso moral e, assim sendo, possibilita ao Espírito saber diferenciar o bem do mal e o certo do errado, facultando-lhe desta forma, o verdadeiro merecimento das escolhas acertadas que fizer durante a sua vida.
No entanto, a moral, que deveria acompanhar nas mesmas proporções o crescimento intelectual, impulsionador do progresso científico e tecnológico do planeta, não está se desenvolvendo como deveria. Está ainda a passos lentos e vacilantes, e as evidências desta lentidão estão patentes entre os povos, podendo ser bem observada tanto no passado quanto na atualidade.
Ninguém seria tão otimista a ponto de negar a violência que assola a Humanidade terrestre: ela está presente no trânsito, destruindo vidas e mutilando corpos; nas drogas, acabando com a mocidade e a adolescência dos jovens nas viciações químicas, levando-os à loucura, quando não à morte; na prostituição infanto-juvenil, criminosamente conduzida por seres inescrupulosos e sem valores reais; nas competições profissionais, acirradas e muitas vezes desonestas; na política, fazendo com que aqueles que prometeram proteger e auxiliar o povo subvertam suas obrigações patrióticas por interesses pessoais e mesquinhos; nas religiões, onde fanáticos insanos lutam e se aniquilam pela posse de um deus mais forte e mais poderoso; no lar, pela falta da paciência e do diálogo atencioso dos pais para com os filhos, e o desrespeito dos filhos para com os seus velhos pais... Tem-se a impressão que os atos violentos, praticados por pessoas doentias, banaliza-se no curso do tempo; e assim será considerado, caso não haja a conscientização de todos em buscar soluções racionais e eficazes contra estes fatos degenerantes da moral e da paz.
Mesmo assim, apesar desta violência sufocar, confundir, assustar e encarcerar o homem na sua liberdade de ir e vir " direitos estes assegurados pelas leis que regem a maioria dos países " nunca se assistiu, em todos os tempos, tantos movimentos organizados por pessoas boas e pacíficas, tentando melhorar as condições de vida daqueles irmãos menos afortunados, trabalhando voluntariamente com o objetivo cristão de tornar o mundo melhor e mais justo.
O combate à violência exterior não é uma obrigação exclusiva dos grupos governamentais, ele inicia-se com a batalha íntima das imperfeições interiores de cada um dos seres, e a cada um compete fazer a sua parte do trabalho.
Vigiando e evitando as pequenas violências e delitos que podem ocorrer na intimidade familiar, irradiando-se ao agrupamento maior do qual faz parte, o indivíduo estará contribuindo com a Divindade na construção de uma sociedade pacífica e irmã, em cuja bandeira única estará escrita, com letras garrafais, a palavra AMOR.
Mais do que nunca, neste momento de grandes transformações, os ensinos de Jesus devem ser praticados na sua totalidade, “Orai e vigiai”, disse Ele aos homens, e a Doutrina Espírita, acompanhando de perto estes ensinamentos sagrados, veio a seu tempo mostrar aos Espíritos sinceros e de boa vontade a forma de conseguir superar o mal e sobrepujar as imperfeições.
Para isto, é necessário: DISCIPLINA, DISCIPLINA e DISCIPLINA.

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Argueiro no olho de seu irmão

Porque vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?"

Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós. 

Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro: que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte; que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto; que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos; que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum; que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose; que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias; que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral; que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...

Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.  

Emannuel/Chico Xavier.


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Reforma íntima


Reforma íntima não deve ser entendida apenas como contenção de impulsos inferiores. Muito além disso, torna-se urgente analisá-la como o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento dos lídimos valores humanos na intimidade. Circunscrevê-la a regimes de disciplina pela vigilância e vontade poderá instituir a cultura do martírio e da tormenta como quesitos indispensáveis ao seu dinamismo.

        Contenção é aglutinação de forças de defesa contra a rotina mental dos reflexos do mal em nós, todavia, somente a edificação da personalidade cristã, pródiga de qualidades morais nobres, permitirá a paz interior e o serviço de libertação definitiva para além-muros da morte corporal. Por essa razão, entre os seguidores da mensagem espírita, urge difundir noções mais lúcidas sobre o nível de comprometimento a que devem se afeiçoar todos os seus aprendizes. Apenas evitar o mal não basta, imperioso fazer todo o bem ao nosso alcance. A reforma de profundidade exige devoção integral aos deveres da espiritualização, onde quer que estejamos, criando condições para vivências íntimas que assegurem comoções afetivas revitalizadoras e motivadoras a rumos mais vastos na ação e na reação: é a criação de condicionamentos novos e elevados.

        Assim como o corpo não extirpa partes adoecidas, mas procura harmonizá-las ao todo, a alma procede seu crescimento dentro do princípio de “reaproveitamento” de todas as experiências infelizes.

        Quem busca o aprimoramento de si mesmo tem como primeiro desafio o encontro consigo. A ausência de ideias claras sobre nós próprios constitui pesado ônus a ser superado, o qual tem levado corações sinceros e bem intencionados a dolorosos conflitos mentais com a melhora individual, instaurando um doloroso processo de martírio a si mesmo.

        Não existe reforma íntima sem dores, razão pela qual será oportuno discernir quais são as dores do crescimento e quais são as dores que decorrem de nossa incapacidade em lidar com as forças ignoradas da vida subjetiva em nós mesmos. A distinção entre ambas tornará nosso programa de melhoria pessoal um tanto mais eficaz e menos doloroso.

        Fala-se muito do homem velho e quase nada sobre como consolidar o homem novo. Dominados pelo mau hábito de destacar suas doenças espirituais, criou-se um sistema neurótico de supervalorização das imperfeições morais que tem conduzido muitos espiritistas à condição de autênticos “hipocondríacos da alma”.

        Conter o mal é parte do processo transformador, construir o bem é a etapa nova que nos aguarda.

        Bem além de controle, educação.

        Acima de disciplina com inclinações, desenvolvimento de qualidades inatas.

        Maturidade pode ser definida pela capacidade individual de ouvir a consciência em detrimento dos apelos do ego. Quanto mais fizermos isso, mais seremos maduros e libertos. A saúde é estar em contato pleno com a consciência e a doença é a escravidão ao ego. Reformar-se é tomar consciência de “si mesmo”, da “perfeição latente” à qual nos destinamos. Em outras palavras, estamos enaltecendo o ato da auto-educação.


 

"Ajudar, sempre. Ferir, nunca."

Quando efetivamente nos tornamos conscientes desse fluxo, naturalmente ajustamos nosso comportamento e buscamos praticar somente boas ações, agir com gentileza, cortesia, respeito, consideração, sempre visando o bem do próximo. Esse salto quântico na consciência e no comportamento corresponde ao desabrochar da espiritualidade no indivíduo.

"Ame a todos. Sirva a todos."

Satyha Sai Baba


  Drogas – Estimulantes - Anfetaminas

Como sugere o termo, são de substâncias que aceleram (estimulam) a atividade do Sistema Nervoso Central (cérebro), que passa então a funcionar mais rapidamente. A pessoa então anda mais, corre mais, dorme menos, fala mais, come menos, etc. 

Q
uais são as substâncias estimulantes? 

São muitas! Algumas são de origem vegetal: por exemplo, a cafeína do café ou chá. Todos sabem que o café tira o sono, deixa a pessoa mais ativa, mais acordada. A cafeína é um estimulante suave do cérebro. Outro exemplo e a cocaína, que é obtida de uma planta, a coca. Só que a cocaína é um estimulante muitíssimo mais poderoso que a cafeína. Temos ainda o estimulantes sintéticos, isto é fabricados em laboratório, como a anfetamina ("bolinha"), a metanfetamina ("ice" ou "pervitin"), e várias substâncias que são usadas para tirar a fome (os chamados anoréticos ou inibidores do apetite).  

Como os estimulantes tipo anfetamina são usados? 
C
omo comprimidos, por via oral; na forma injetável (usuários crônicos) e sob a forma de pó (aspiradas pelo nariz). É também comum os comprimidos serem dissolvidos em bebidas alcoólicas. Mais recentemente a metanfetamina ("ice") está sendo fumada a partir de cachimbos.  

Por que os estimulantes tipo anfetamina são usados? 
Para fazer o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais acesas, ligadas, com menos sono, elétricas. Chamadas de rebites e/ou bolinhas, são consumidas para estudar, dirigir, passar noite em claro ou para ficar "doidão" ou "ligadão"; os atletas podem usar para melhorar seu desempenho. O principal uso médico é para tirar o apetite ajudando a emagrecer; mas a pessoa que toma (principalmente mulheres) fica também muito nervosa, "elétrica", irritadiça, sem sono. 

Quem são as pessoas que mais usam os estimulantes tipo anfetamina? 

Os principais usuários sem receita médica são estudantes, caminhoneiros, pilotos, atletas, etc. O uso para emagrecer é geralmente por receita médica. 

Quantos usam estimulantes tipo anfetamina? 
O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro. Por exemplo, em um estudo recente entre estudantes brasileiros do 1o e 2o graus das dez maiores capitais do país , 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga do tipo anfetamina. 

O que os estimulantes tipo anfetamina fazem no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)? 
Causam leve euforia (alegria), aumentam a vigilância possibilitando a atenção continuada e tiram o sono; aumentam a atividade motora, o desempenho atlético e diminuem a sensação de fadiga, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (midríase), aumentam o número de batimentos cardíacos (taquicardia) e aumentam a pressão arterial. Quando a dose tomada é muito grande ou a pessoa é muito sensível, a temperatura do corpo pode subir muito (até 40-41ºC) e que faz com que a pessoa possa ter convulsões. 

O que os estimulantes tipo anfetamina fazem no corpo com o uso contínuo(efeitos físicos crônicos)? 
A pessoa geralmente fica muito magra pois não come; sua pressão fica sempre elevada. Os usuários crônicos utilizam doses elevadas, freqüentemente injetadas na veia, que causam sensação de prazer intenso do tipo orgásmico. Há evidências em animais de que o uso continuado acaba por destruir células (neurônios) do nosso cérebro.

O que os estimulantes tipo anfetamina fazem com a mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)? 
A pessoa tem insônia, inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando ligada; é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. As anfetaminas produzem uma sensação de alerta, uma melhora do humor, e diminuição do cansaço. Faz com que o organismo funcione acima de sua capacidade e se submeta a esforços excessivos. 

O que os estimulantes tipo anfetamina fazem com a mente com o uso contínuo (efeitos psíquicos crônicos)? 
A pessoa fica mais agressiva , irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. Acompanham tremores, respiração rápida, confusão do pensamento e repetição compulsiva de atividades. Em doses muito elevadas pode produzir um estado que se assemelha muito a uma doença mental, a esquizofrenia. 

Os estimulantes tipo anfetamina afetam a escola, o trabalho, a vida diária e social? 
Sim! A pessoa fica tão inquieta e agitada que torna-se difícil prestar atenção. Além do mais as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima das suas capacidades exercendo esforços excessivos e, ao parar de tomar, a pessoa sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas. 

Os estimulantes tipo anfetamina levam ao uso de outras drogas? 
Em casos que o efeito é muito intenso as pessoas podem tomar bebidas alcoólicas para "voltar ao chão". Para diminuir o sofrimento causado pela cessação do uso de uma anfetamina a pessoa pode procurar outras drogas que tenham os mesmos efeitos ou parecidos. 

Os estimulantes tipo anfetamina são usados como medicamento? 
Sim, principalmente como medicamentos anorexígenos (tiram a fome; moderadores do apetite), em alguns casos de narcolepsia (sono exagerado) e raras vezes em crianças com hipercinesia ("disfunção cerebral mínima"), ou com desordem de déficit de atenção. 

Os estimulantes tipo anfetamina podem ser usados na gravidez? 
É contra indicado o uso durante toda a gestação e amamentação, pois essas drogas atravessam a barreira placentária e também são secretadas no leite materno. E não é saudável para para um feto ou um recém-nascido ter aqueles efeitos. 

As pessoas ficam dependentes se usarem os estimulantes tipo anfetamina? 
As anfetaminas induzem acentuada dependência. Tanto isto é verdade que a Organização Mundial da Saúde e as Nações Unidas colocaram todas as anfetaminas sob controle e as mesmas só podem ser compradas mediante de uma receita especial do médico. 

Uma pessoa dependente pode parar de usar um estimulante tipo anfetamina? 
Sim, como qualquer outra droga; é geralmente necessário acompanhamento médico- psicológico quando a pessoa quiser cessar o uso. 

Os estimulantes tipo anfetamina desenvolvem tolerância? 
Sim, o organismo acaba por se acostumar ou fica tolerante à droga, ou seja, a droga faz a cada dia menos efeito. Assim para se obter o que se deseja, é preciso ir tomando a cada doses cada vez maiores. Há casos de pessoas que chegaram a tomar mais de 50 comprimidos por dia. 

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando um estimulante tipo anfetamina? 
Caso o uso seja por indicação médica nada acontecerá; caso contrário, o uso é considerado crime de acordo com a Lei n.6368/76, artigo 12, sobre uso indevido de substâncias e a pessoa pode sofrer as penas impostas pela Lei. 

O que acontece se uma pessoa for surpreendida levando um estimulante tipo anfetamina para usar junto com amigos? 
Caso a quantidade levada esteja dentro do que se usa em um tratamento e a pessoa tiver a receita médica nada acontecerá: mas levar grande quantidade com ou sem receita pode ser considerada como tráfico, dependendo da situação, também de acordo com a Lei nº 6368/76. 

Qual o efeito dos estimulantes tipo anfetamina sobre a memória? 
Sob seus efeito a pessoa faz contas, lê ou escreve mais rapidamente mas comete mais erros e por estás hiperexcitado não guarda bem as coisas; como consequência a memória tem prejuízo. Por outro lado, como o indivíduo que abusa precisa de doses cada vez maiores gradativamente a memória, como outras funções mentais, terão também seus prejuízos. 

Os estimulantes tipo anfetamina agem sobre a atividade sexual? 
Eles são usadas frequentemente para intensificar as experiências sexuais, e o que acaba acontecendo muitas vezes é que pode ocorrer ejaculação precoce ou orgasmo prematuro. Altas doses e o uso a longo prazo estão associados com impotência e outras disfunções sexuais.


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"Prece pela tolerância" - Voltaire


"Não é mais aos homens que me dirijo. É a você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados a nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.

Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.

Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição.

Que aqueles que acendem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.

Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.

Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.

Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.

Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos! " 

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ORAÇÃO DE GANDY"

Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me deres fortuna, não me tires a razão.
Se me deres o sucesso, não me tires a humildade.
Se me deres humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar o outro como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me e se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoá-las.
Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim!".
     
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Violências nas Escolas: Culturas silenciadas

Miriam Abramovay e Mary Garcia Castro

 
Os casos de violências nas escolas vitimizando jovens e professores é tema que vem galvanizando atenção em nível mundial e, de fato, merece políticas e debates.  Mas sua complexidade não é apreendida mesmo que nos fixemos nas preocupantes estatísticas e notícias, ou seja, não se reduz a uma história em que há vilões e vítimas, cabendo punir aqueles. E vem resistindo a resoluções legais e aparatos de repressão.  Também não satisfaz inculpar alguns atores, como a família, os próprios jovens e os professores. Pode transitar por níveis diferentes de análise, quando há que discutir em qual sociedade vem se dando tais casos, em que instituição , – no caso a escola -  e o que se conhece sobre juventudes, em especial por suas práticas, vontades e verbos.  É quando o próprio conceito de violência na escola deve ser ampliando para além daqueles atos que ferem e matam - ameaças, agressões físicas, armas, tráfico de drogas, roubos e furtos.

 
As violências nas escolas não se limitam a violências físicas. Pedem o acento na ética e na política e a preocupação em dar visibilidade àquelas que ofendem a identidade e dignidade do outro, como o racismo, o sexismo e a homofobia.

As violências nas escolas são a antítese da razão, pautando-se por relações em que não há lugar para o diálogo, a comunicação e a negociação, pilares básicos da educação.

Defendemos que a escola não lida com temas que são básicos e que são sentidos como violências pelos jovens, comprometendo seu bem estar e desempenho escolar, o não reconhecimento das suas identidades ou buscas identitárias e o clima escolar. Tal processo estimula violências que muitas vezes só são reconhecidas quando tomam a forma de “violências duras”. Há que ter mais sensibilidade pedagógica para lidar com a alteridade e a diversidade.

Há um hiato entre a cultura escolar e a cultura juvenil, o que é pouco destacado quando se discute violências nas escolas. E o não conhecimento e reconhecimento do outro, da outra, é uma violência que propicia violências.

O descompasso entre a cultura escolar e a cultura juvenil, a falta de sensibilidade pelas formas de ser dos jovens e como esses privilegiam a comunicação, os saberes que decolam do corpo e das artes, seriam também fontes de conflitos que podem potencializar violências nas escolas.

O jovem é despido da condição de ser jovem ao se transformar em “aluno”. É visto por uma perspectiva exterior, por uma imposição normativa do sistema de ensino, perdendo-se de vista suas buscas e os parâmetros de comportamento que fazem parte das modelagens de juventudes. Desconsidera-se, portanto, culturas juvenis, que se caracterizam por serem dinâmicas, diversas, gregárias e que privilegiam linguagens performáticas várias.

A cultura escolar, muitas vezes, se baseia em uma violência de cunho institucional, a qual se fundamenta em diversos aspectos que constituem o cotidiano da escola – como o sistema de normas e regras que pode ser autoritário, as formas de convivência, o projeto político-pedagógico, os recursos didáticos e a qualidade da educação. Tais constituintes dessa cultura não necessariamente respondem às características, expectativas e demandas dos jovens do século XXI, o que gera tensão no relacionamento entre os distintos atores sociais.

A forma de vestir, por exemplo, é uma marca juvenil que os diferencia dos adultos. Usar piercing não é uma provocação: é ser jovem e os adultos têm dificuldade de “suportar” marcas do “ser diferente”. A escola não com celular, piercing, touca, boné.  O uso do boné, no entanto, é uma questão estética e um dos principais traços identitários de muitos jovens e adolescentes.

A cultura juvenil, entre vários jovens, alimenta-se da chamada cultura de rua e a violência é um componente essencial dessa cultura, tanto para garantir a sobrevivência dos jovens como para que os mesmos sejam respeitados. E, portanto, cometer atos de violência torna-se signo de força, de virilidade, de credibilidade, em um mundo onde eles sentem pouca confiança nas instituições que, em tese, deveriam protegê-los.

apenas questiona a conduta, como quer padronizar as aparências. Em geral é proibida a entrada de jovens

Os jovens vivem em uma “sociedade do espetáculo” cujos valores se pautam pela fama e o poder. Não se trata de apologia da cultura juvenil quando esta se entrelaça com a cultura da violência, mas alertar que há que conhecer a formação de tal entrelace para melhor, junto com os jovens, criticar tal sociedade.

A escola tende a considerar a juventude como um grupo homogêneo, socialmente vulnerável, desprotegido, sem oportunidades, desinteressado e apático. Desconsidera-se o que é “ser jovem”, inviabilizando a noção do sujeito, perdendo a dimensão do que é a identidade juvenil, a sua diversidade e as diversas desigualdades sociais.  O verbo do jovem não é conjugado na escola.


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Ausência de Amor

O Que Falta no Ensino
Modernamente inúmeros simpósios e congressos são realizados, congraçando mestres, pais e alunos, visando encontrar uma solução ajustada aos problemas do ensino.
Há um hiato entre lar e escola.
Há um grande vácuo entre professor e aluno.
Ao mesmo tempo,e até simultaneamente a tão mobilitante empenho, incluem na pauta de trabalhos e estudos, sem mais cogitações, as reivindicações de classe, dando-lhes espaço preferencial e regime de urgência, tomando considerável tempo para as citações estatísticas e exibição de mapas da situação precária dos mestres do ensino.
O clamor é respeitável.
O que falta no entanto, o que é ausente na medicina, o que é indispensável na mecânica, o que nem sempre está presente nas profissões, não é propriamente uma solução técnica mais avançada, mas sim o amor da criatura ao trabalho que realiza.
Na ausência do amor, a falta de diálogo.
Na ausência do amor, a restrição da acuidade.

Na ausência do amor, o desalento destruidor.
Na ausência do amor, a falência da técnica.
O amor não é sentimento superado pelos conceitos modernos e pela abundância dos recursos técnicos, porque quando ele se faz ausente nas realizações programadas, estabelece-se o abismo entre a criatura e o objeto de sua atividade. Sem a interação entre a criatura e o seu objetivo, em que uma parcela de nós mesmos se transfere para o que vamos realizando, perdemos inevitavelmente o interesse essencial pelo trabalho e nossos atos entram em rotina, gerando deficiência e promovendo o aparecimento do tédio e da insatisfação.
O mestre deve amar seu discípulo.
O médico amar o seu paciente.
O mecânico amar o que produz.
O marceneiro, provido de amor, fará obras de arte.
Toda atividade que desenvolvamos, quando banhada pelo afeto profundo enriquece-se em resultados, permitindo-nos descortinar novas formas e nos transmitindo a indisfarçável sensação de que somos co-criadores no panorama geral do Universo, sem que experimentemos jamais a sensação desintegradora da rotina em nossa vida.
    

Roque Jacintho

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A Casa Humanitária Dr. Albert Schweitzer, em nome das crianças que aqui vivem, e, daqueles que dela dependem, vem agradecer a todos pela ajuda que nos foi fornecida por todos, durante todo estes anos.
Mas para que o nosso processo de amor e caridade possa dar continuidade, é necessário que todos nós estejamos imbuídos em prol do bem e ajuda ao próximo, aos mais necessitados, então para tal, já estamos pedindo a colaboração para maio de 2016, informando aos sócios e aos que  continuam nos ajudando, que a escola, a creche e o fornecimento das  quentinhas continuarão no seu ritmo normal,  por isso faz-se necessário que todos continuem contribuindo.

Para o mês de maio de 2016, estamos precisando:

Alimentos:

Oleo, sal, massa de tomate, caldo knor, leite em pó ou de caixinha, salsicha,  ovos,  carne seca, tomate, carne, frango, biscoitos, achocolatados, ingredientes para mingau como maizena, creme de arroz, aveia... Frutas e verduras.

Material de limpeza:

Cloro, desinfetante, saco de lixo, detergente, bom-bril, sabão em pó e em pedra, vassoura.

Material para higienização das crianças:

Creme dental, sabonete, sabonete para prevenção da sarna, talco, shampoo, condicionador, lenços umedecidos, creme para assaduras.

Fraldas descartáveis tamanhos M e G para crianças de 0 a 02 anos. Material para recreação: Lápis de cera, lápis de cor, papel chamequinho ou A 4, cartolina, livrinhos para colorir, tinta guache, pincel pequeno



DOAÇÃO UM ATO DE AMOR


Amigos e irmãos da Casa Humanitária Dr. Albert Schweitzer, a fim de cuidar,  alimentar e dar o minimo de conforto a nossas crianças, estamos precisando com urgência da sua ajuda para o nosso projeto com doações de:  fraldas descartáveis tamanhos M e G para crianças de 0 a 02  anos, materiais de higiene e limpeza, mamadeiras,  alimentos, leite em pó ou de caixinha e material para alfabetização de crianças, roupas para crianças,  serão sempre  bem-vindos.

As doações poderão ser entregues:

Na Casa Humanitária Dr. Albert Schweitzer, na Rua dos Macacos s/n – Unamar Cabo Frio ou na Clínica Corrêa, Rodovia Amaral Peixoto, 1030 – Barra de São João.

tels.: (22) 2774-5745 e (22) 9921-6767 e (22) 99224-1999.     


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Os problemas são um despertador

N
 Na 
Índia os mestres sempre dizem: os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a vida. Aproveite para acordar logo, antes que o próximo despert-a-­dor faça mais barulho. Pense nisso: o que essa dificuldade está querendo mostrar a você?

 

Problemas são avisos que a vida nos envia para corrigir algo que não estamos fazendo bem. Problemas e doenças são sinais de emergência para que possamos transformar nossas vidas. Aliás, problemas e doenças guardam muita semelhança entre si.

Infelizmente, a maioria das pessoas, quando fica doente, cai num lamentável estado de prostração ou simplesmente toma remédio para tratar os sintomas em vez de fazer uma pausa para refletir sobre os avisos que essa doença está enviando. São poucos os que se perguntam: "Por que meu organismo ficou enfraquecido e permitiu que a doença o atacasse?"

 

Uma doença é sempre um aviso, embora muita gente não preste atenção nele. Assim como os problemas, os sintomas vão piorando na tentativa de fazer com que você entenda o recado. No começo pode ser uma leve dor de cabeça um recado para que você pare e analise o que está faltando em sua vida. Mas você não tem tempo, toma um analgésico e nem percebe direito que a dor está aumentando.

 

Então a dor piora, mas você vai à acupuntura para ali­viá-la e não presta atenção quando o médico diz que o tratamento é paliativo e que você precisa mudar seu estilo de vida para eliminar as causas da doença.

 

As doenças são recados que precisamos levar a sério, principalmente as doenças que se repetem. Dores de cabeça, alergias de pele, má digestão, todos esses distúrbios querem nos mostrar algo. Saber procurar e achar as causas deles é uma atitude muito sábia.

 

Nossos inimigos, da mesma forma que os problemas e as doenças, são gritos de alerta para cuidarmos de algo que não está certo em nossa vida. Quando os ouvimos com atenção, nossos inimigos podem se transformar em maravilhosas alavancas de crescimento pessoal.

 

Assim como as doenças e os inimigos, os problemas nos enviam avisos que precisamos aprender a decodificar. Se você tem um problema que está se repetindo em sua vida, é chegada a hora de fazer uma análise do seu significado para poder superá-lo. E tenha muito claro que, no momento em que supera um problema que o acompanha por algum tempo, uma nova pessoa nasce dentro de você.    

 

Roberto Shinyashiki

Chico Xavier

 

Um homem que viveu como exemplo real de tudo aquilo Que transmitiu em suas mensagens!!!

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"!



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Casa Humanitária Dr. Albert Schweitzer
Venha nos fazer uma visita.
Rua dos Macacos S/N - Unamar - Cabo Frio - RJ
Site: www.casahumanitaria.com

E.mail:
casahumanitaria@casahitaria.com




 






























 

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